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Operação da PF prende ex-presidente da Eletronuclear e afasta atual diretor do cargo

Ação é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que apura desvios de recursos no setor elétrico; nove mandados de prisão são cumpridos no Rio de Janeiro e em Porto Alegre

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
6 jul 2016, 07h15

A Polícia Federal do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta quarta-feira a operação Pripyat para desmantelar uma quadrilha que atuava na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pela geração de energia nuclear. Um dos principais alvos da operação é o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da estatal, que cumpria prisão domiciliar e foi detido hoje. Segundo informações da PF, os outros suspeitos são ex-funcionários da empresa e, por ordem judicial, o atual presidente da subsidiária, Pedro Diniz Figueiredo, foi afastado do cargo.

Ao todo, a PF cumpre nove mandados de prisão (seis de preventiva e três de temporária), nove de condução coercitiva e 26 de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e Porto Alegre. A ação de hoje é um desdobramento da Lava Jato que apura um esquema de corrupção similar ao ocorrido na Petrobras no setor elétrico e é conduzida pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Pripyat é o nome de uma cidade fantasma ucraniana que foi evacuada após o acidente nuclear de Chernobyl. Os investigados são suspeitos dos crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Leia mais:

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A Lava-Jato chegou ao setor elétrico depois de o ex-executivo Dalton Avancini, da Camargo Corrêa, ter afirmado, em depoimentos prestados em delação premiada, que o cartel de empreiteiras formado na Petrobras continuava se reunindo para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras e da Eletronuclear, mesmo depois do estouro das investigações sobre o petrolão. Othon Luiz Pinheiro da Silva e Flavio David Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia, foram presos na 16ª fase da Lava Jato, a Radioatividade, em julho do ano passado. Pinheiro atualmente estava em prisão domiciliar, enquanto Barra se tornou delator do escândalo do petrolão.

No mês passado, o Ministério Público Federal pediu a condenação do vice-almirante, que já é réu no processo do eletrolão, acusando-o de ser o “principal mentor e beneficiário do esquema”. Segundo as investigações, ele cobrava 1% de comissão dos contratos referentes à construção da usina de Angra 3, chegando a receber 4,5 milhões de reais de propina. Uma das empresas responsáveis por lavar o dinheiro seria a Aratec, de propriedade da sua filha, Ana Cristina. A procuradoria também identificou uma conta em Luxemburgo, não declarada ao Banco Central, ligada ao militar.

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