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‘Poderia ser comigo’, diz Richarlison sobre casos Floyd e João Pedro

À PLACAR de junho, atacante do Everton e da seleção brasileira se posiciona a respeito de racismo e coronavírus

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 12 jun 2020, 18h19 - Publicado em 12 jun 2020, 12h42

Richarlison de Andrade, o “Pombo”, pode até ser uma estrela em ascensão na mais forte liga do mundo, bem como presença constante na seleção brasileira de Tite, mas o capixaba de 23 anos não esquece sua infância complicada na pequena cidade de Nova Venécia (ES). O atacante do Everton vem demonstrando engajamento incomum dentro de sua classe em temas como o racismo e a pandemia do novo coronavírus. Em entrevista a PLACAR de junho, disponível desde esta quarta-feira 10 nas plataformas digitais (para dispositivos iOS e também Android), o jogador diz que chegou a ficar na mira de uma arma na adolescência, e também fala sobre o recomeço da temporada e os planos para o futuro.

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Em um dos trechos da entrevista, Richarlison citou os casos de João Pedro, no Rio, e George Floyd, em Minneapolis, nos EUA, que viraram símbolos da luta contra o racismo e a violência policial.

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“O racismo é um assunto que nós, que viemos da favela, estamos acostumados. Sempre fui tratado de forma diferente. Acompanhei o caso da morte do João Pedro, no qual a polícia deu mais de setenta tiros em sua casa (o garoto de 14 anos foi baleado em uma ação no Complexo do Salgueiro, na Baixada Fluminense). Poderia ser comigo. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. É triste, ainda mais em meio a uma pandemia. Em vez de se ajudar, as pessoas estão matando umas às outras. Também acompanhei o caso dos Estados Unidos (o negro George Floyd foi asfixiado até a morte por um policial). As pessoas que estão nas ruas estão no direito delas de protestar e pedir justiça. Se estivesse lá, faria o mesmo.”

  • Na íntegra da entrevista, Richarlison revela como tem sido a retomada do futebol na Inglaterra em meio à pandemia de coronavírus, revela conversas entre Carlo Ancelotti, seu técnico no Everton, e Tite sobre seu posicionamento na seleção brasileira, e diz que gosta de apimentar a rivalidade sadia com torcedores argentinos, flamenguistas e do Liverpool. “Isso faz parte do futebol. Fico vendo entrevistas antigas de Romário, Edmundo, e, às vezes, quero fazer igual.” A PLACAR de junho chega às bancas no próximo dia 19.

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    😢✊🏾 #enoughisenough #vidasnegrasimportam #JoaoPedro #georgefloyd

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    Publicado em PLACAR de junho de 2020, edição 1463

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