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Após protestos, Argentina cancela amistoso contra Israel

Ontem, um grupo de palestinos apareceu no treino da seleção sul-americana, em Barcelona, vestindo camisas da equipe manchadas de vermelho

Os protestos foram muitos, surtiram efeito e, nesta terça-feira, a Argentina anunciou o cancelamento do amistoso marcado para sábado diante de Israel, em Jerusalém. A partida vinha sendo alvo de críticas e ataques por causa do conflito político entre israelenses e palestinos.

O amistoso vinha causando polêmica desde seu anúncio, mas os protestos ganharam força nos últimos dias. Na terça, cerca de quinze palestinos apareceram no treino da Argentina, em Barcelona, vestindo camisas da seleção sul-americana manchadas de vermelho para simbolizar o sangue derramado pelos israelenses no conflito.

A atitude gerou impacto no elenco da seleção e os jogadores até teriam manifestado o desejo de não disputar o amistoso. Horas depois, a Associação do Futebol Argentino (AFA) decidiu pelo cancelamento. “No fim, pudemos fazer o correto. Em primeiro lugar, está a saúde e o senso comum. Acreditamos que o melhor era não ir”, declarou o atacante Higuaín em entrevista à ESPN argentina.

O protesto desta terça foi a última de uma série de manifestações realizadas pelos palestinos. A Liga Árabe chegou a divulgar um comunicado na última semana que dizia que Israel utiliza o futebol como fim político. Já a Associação de Futebol Palestina informou que faria campanha para impedir que a Argentina recebesse a Copa do Mundo de 2030 se o amistoso fosse realizado.

“Esta partida é como se nós celebrássemos o aniversário da ocupação das Malvinas. Isto seria uma aberração, uma falta de respeito e uma agressão ao sentimento do povo argentino”, comparou o embaixador palestino na Argentina, Husni Abdel Wahed, lembrando do conflito entre argentinos e ingleses pelas Ilhas Malvinas.

No ano passado, o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel. Há alguns meses, o mandatário norte-americano também informou que transferirá a embaixada dos Estados Unidos de Tel-Aviv para Jerusalém.

Desde 1947, a parte leste de Jerusalém é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como território árabe. Apenas Israel e os Estados Unidos divergem dessa demarcação. Além disso, os palestinos se queixam de que o estádio onde será disputado o amistoso é de um dos clubes mais racistas do país. O Beitar Jerusalém não aceita jogadores árabes.

De qualquer forma, a tendência é que a Argentina agora busque um novo adversário para encerrar sua preparação para a Copa do Mundo da Rússia. A seleção nacional está no Grupo D da competição, ao lado de Croácia, Nigéria e Islândia, adversária da estreia, dia 16 de junho, em Moscou.

Comentários

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  1. SUSANE GRANJA NEVES

    Por acaso foi um palestino quem escreveu esta matéria? Se não foi, enganou bem, pois só aparecia a perspectiva dos “manifestantes” palestinos, da Liga Árabe, do embaixador palestino na Argentina…cadê o outro lado da história? É assim que se faz jornalismo? E cadê a análise honesta da manifestação em Barcelona? Ora, quem acompanha o modus operandi de “manifestantes” palestinos no decorrer da história sabe muito bem que as tais “camisas da seleção sul-americana manchadas de vermelho para simbolizar o sangue derramado pelos israelenses no conflito” não eram nada menos do que uma ameaça à seleção argentina. Quando lemos a matéria, parece que devemos repudiar os israelenses, claro, que insistem em existir, e não, os palestinos, que não se inibem de fazer uma ameaça tão odienta. Que vergonha, Veja! Que vergonha, Estadão!

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  2. Jussara santos duarte

    Parabéns,Argentina. Israel esta massacrando os Palestino com apoio dos Gringos e todos ficam calados

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  3. Moris Litvak

    A Argentina prefere proteger os terroristas que explodiram a embaixada israelense e a sede de AMIA em seu próprio território. Assim como peso argentino está se desvalorizando, a vergonha deles também…

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