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Ana Júlia Carepa é indicada a vaga de R$ 30 mil

Funcionária de carreira do Banco do Brasil, a ex-governadora estava afastada de suas atividades profissionais havia cerca de 20 anos

Por Da Redação 20 dez 2011, 07h33

Onze meses e meio depois de entregar o governo do Pará ao tucano Simão Jatene, que a derrotou na eleição de 2010, a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) foi indicada para a diretoria financeira da Brasilcap, empresa que tem como sócio majoritário o Banco do Brasil Seguros e Participações. A informação foi dada pela empresa, sob a justificativa de que se trata de uma escolha dos sócios: BB Seguros e Participações (66,66% das ações), Icatu Seguros S.A (16,67%), Companhia Seguros Aliança da Bahia (15,8%) e sócios minoritários (0,87%). Ana Júlia terá salário de cerca de 30 000 reais mensais.

Funcionária de carreira do Banco do Brasil, Ana Júlia estava afastada de suas atividades profissionais havia cerca de 20 anos. Nesse período, foi presidente do Sindicato dos Bancários, deputada federal, senadora e governadora do Pará. Tentou a reeleição, mas foi derrotada. Logo depois do resultado das urnas, ela tentou cavar um lugar na direção do Banco do Amazônia (Basa), mas nada conseguiu.

Como havia uma vaga na diretoria da Brasilcap, o PT do Pará passou a pressionar pela indicação da ex-governadora a partir de outubro. Caso a nomeação seja confirmada, Ana Júlia integrará um colegiado que é composto pelo presidente da Brasilcap, Marcos Lobão, o diretor comercial, Joilson Rodrigues Ferreira, e Rogério Leite, diretor.

Ana Júlia integra uma corrente minoritária dentro do PT, a esquerdista Democracia Socialista (DS), a mesma do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. Durante o governo dela (2007/2010), foi acusada pelos próprios companheiros petistas de só dar importância à ala à qual pertence, governando de costas para o restante do partido.

Filiado ao PT do Pará, o hoje ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi obrigado a fazer uma intervenção no secretariado de Ana Júlia quando era ministro das Relações Institucionais do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tamanha a confusão dentro do partido. Apesar das críticas que sofreu tanto por parte de petistas quanto da população quanto à forma centralizadora de governar, o que acabou sendo o fator preponderante para a derrota na tentativa de reeleição não foi a política, mas a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Os eleitores acabaram responsabilizando a ex-governadora pela escolha do estádio de Manaus e não o de Belém. Isso foi fatal para as pretensões políticas de Ana Júlia.

(Com Agência Estado)

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