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Conheça o mapa mais completo da Via Láctea

Astrônomos divulgaram nesta quarta-feira o novo catálogo com 1,142 bilhão de estrelas, feito pelo telescópio Gaia

Por Da redação Atualizado em 14 set 2016, 15h45 - Publicado em 14 set 2016, 14h29

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira o maior e mais preciso mapa astronômico já produzido, com 1,142 bilhão de estrelas da Via Láctea. Feito pela missão espacial Gaia, o projeto é resultado das observações de julho de 2014 a setembro de 2015.

“A publicação de hoje nos dá apenas uma primeira impressão da extraordinária quantidade de dados que nos esperam e que vão revolucionar nosso conhecimento acerca de como as estrelas estão distribuídas e se movem em nossa galáxia”, explicou o espanhol Álvaro Giménez, diretor-científico da ESA, em comunicado.

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Telescópio Gaia

Lançada em 19 de dezembro de 2013, a missão Gaia orbita a Terra e registra as informações do cosmos com uma série de instrumentos de ponta. O aparelho é composto por dois telescópios idênticos, um espectômetro e fotômetros que, juntos, são capazes de detectar pontos luminosos a trilhões de quilômetros de distância. Durante os cinco anos da missão, Gaia pretende mapear a posição, distância e movimento de 1 bilhão de estrelas – cerca de 1% da Via Láctea – em 3D, com um detalhamento jamais visto.

A enorme quantidade de dados reunidos durante os 14 primeiros meses da missão já permitiu elaborar o novo catálogo (confira as imagens em alta resolução no site da ESA) com 200 milhões de corpos celestes a mais do que havia sido previsto inicialmente. Esse trabalho complementa os dados reunidos há 23 anos pela Hipparcos, outra missão astronômica da ESA.

Satélite
Concepção artística da missão Gaia observando a Via Láctea ESA/Gaia/DPAC/Divulgação

A origem e evolução da galáxia

A partir de agora, os astrônomos poderão consultar os dados sobre os diferentes corpos celestes, incluindo anãs brancas, estrelas variáveis e 2.152 quasares, os objetos mais afastados do Universo.

“Gaia não apenas nos fornece a posição das estrelas, mas também seu movimento, e isso também nos permite compreender melhor como nossa galáxia se formou”, explicou Antonella Vallenari, do Observatório de Pádua, na Itália.

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