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Tite confirma volta de Marcelo e cogita Marquinhos como volante

Treinador revelou o time que começará a partida contra a Bélgica, pelas quartas de final, e ressaltou qualidade dos reservas

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 6 jul 2018, 12h39 - Publicado em 5 jul 2018, 11h10

KAZAN – Em mais uma coletiva em clima descontraído, o técnico Tite confirmou nesta quinta-feira a escalação da seleção brasileira que enfrentará a Bélgica na sexta, às 15h (de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo. Marcelo, recuperado de lesão nas costas, volta ao time titular, e Fernandinho será o substituto do suspenso Casemiro. Ele formará o meio-campo com Paulinho, mas Tite levantou a hipótese de usar o zagueiro Marquinhos na posição caso seja necessário, já que Paulinho tem enfrentado desgaste físico.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

Paulinho foi substituído com dores na partida contra o México e Tite diz estar atento à situação. “Paulo saiu porque tomou uma pancada. Mas temos opções, às vezes, olho para o banco e penso: ‘só tem fera aqui”. Tem o Fernandinho, que agora que vai jogar, o Renato Augusto e o Marquinhos que pode jogar ali. Aliás, o Marquinhos estreou como profissional comigo, num clássico entre Corinthians e Palmeiras, como volante. Fora a rotina, ele tem as ferramentas para jogar.”

Ele justificou o retorno de Marcelo ao time, apesar das boas atuações de Filipe Luís nas duas últimas partidas. “Conversei com eles. Marcelo saiu por problema clínico, não voltou por problema físico. Filipe Luis jogou muito nos dois jogos.. pedi que continuem competindo, que o problema de escalar será meu. Por critério, volta Marcelo.” Curiosamente, na lateral-direita, o “critério” foi outro: Fagner entrou no time após lesão de Danilo e, com atuações convincentes, foi mantido como titular.

Tite justificou a manutenção de Gabriel Jesus, que ainda não marcou gol na competição, mas voltou a elogiar o reserva Roberto Firmino. “O jogo vai se desenhando e a versatilidade do Gabriel Jesus nos permitiu que ajustássemos a equipe. Todos que entram têm sido decisivos. Uma inconfidência: depois do jogo contra a Sérvia, dei um abraço no Firmino e falei que ele merecia entrar, mas o técnico tem que ler o que o jogo pede. E ele me disse, em outras palavras: professor, eu estou feliz para… caramba”, contou o treinador, que mais uma vez fez piadas e divertiu os jornalistas.

O treinador ressaltou a qualidade da Bélgica, que tem destaques individuais como Kevin de Bruyne, Eden Hazard e Romelu Lukaku, e projetou um espetáculo em Kazan. “O poder criativo da Bélgica é muito forte, são dois times que primam pelo futebol bonito. Eles têm um grande técnico, uma grande campanha… Vai ser um grande jogo.”

E apesar de dizer que o time treinou penalidades máximas, o técnico contou que gostaria de evitar ao máximo essa possibilidade. “Batida de pênalti é o ‘cão’. Para mim, um jogo de futebol não poderia terminar em penalidades. Eu não vejo ali um atributo que te credencie… É um peso muito grande. Mas se treina porque existe uma técnica associada ao controle emocional”, disse, relembrando a derrota mais dolorosa de sua carreira como jogador, pelo Guarani, na disputa de pênaltis que decidiu o Brasileirão de 1986.

 

 

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