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Índice PLACAR/Itaú BBA: como foi calculada a nota de cada clube

Convidamos o economista César Grafietti a mensurar, de forma clara para o torcedor, a qualidade da gestão esportiva dos grandes times do Brasil

Por Alexandre Senechal Atualizado em 19 jun 2020, 16h07 - Publicado em 19 jun 2020, 15h39

A edição de junho de PLACAR, nas bancas desde esta sexta-feira 19 e já disponível no app para iOS e Android), apresenta uma novidade que visa ajudar na interpretação dos balanços dos principais times do Brasil. Em parceria com o economista César Grafietti, criamos uma nova métrica para aferir a qualidade da gestão esportiva no país.

O Índice PLACAR/Itaú BBA de gestão esportiva nasce com a ideia de consolidar as informações mais importantes disponíveis nos demonstrativos financeiros das equipes e avaliar se o trabalho é bem feito ou não. “O objetivo é traduzir a análise financeira em um único número que autorize rápidas comparações com outros times. É simples e não requer conhecimento matemático”, explica César Grafietti, consultor do Itaú BBA e profundo conhecedor da realidade econômica dos times.

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Para chegar à nota final, foram analisadas nove variáveis (conheça cada uma delas nos itens abaixo). A cada uma foi atribuída uma nota que varia entre 2 e -2 pontos. O somatório das nove variáveis gera o valor final, que decidiu a ordem de ranqueamento de cada um dos clubes no índice.

Na aferição, foram usados os dados referentes ao ano fiscal de 2019 (o último com informações consolidadas) de 24 clubes: os vinte que disputaram a Série A do Brasileirão no ano passado e os quatro promovidos da Série B – Avaí, Coritiba, Chapecoense e CSA ficaram sem nota por serem os únicos a não divulgarem seus registros contábeis.

1) Margem EBITDA

Mede o quanto da receita sobra para outras necessidades, como investimentos e pagamentos de dívidas.

  • 2) Margem EBITDA recorrente

    Mede o quanto da receita sobra para outras necessidades, como investimentos e pagamentos de dívidas, mas considerando apenas as receitas recorrentes (excluindo a venda de atletas).

    3) Diversificação de dívidas

    Mede o quanto um clube é dependente de apenas um tipo de receita (direitos de transmissão, venda de jogadores, bilheteria). Quanto mais variada a origem do dinheiro, melhor a nota.

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    4) Dívida líquida a curto prazo/EBITDA

    Mede quantos anos seriam necessários para pagar toda a dívida do clube com a mesma geração de recursos.

    5) Dívida líquida total/EBITDA

    Mede se a atual geração de caixa é capaz de pagar a toda dívida no um período de um ano.

    6) Torcedor / receitas

    Mede o quanto o clube consegue extrair de receitas diretamente de seu torcedor, ou seja, se é capaz de se monetizar diretamente a partir da sua base de fãs.

    7) Venda de atletas / receitas

    Vender atletas faz parte da realidade de um clube brasileiro, portanto, não pode nem ser tão pouco que não gere valor ao clube, nem tanto que vire uma obrigação e coloque a atividade em risco. Medimos quão importante para as finanças do clube é negociação de suas joias.

    8) Dívida líquida a curto prazo / receitas totais

    Mede o grau de comprometimento da receita de um clube. Quem deve mais que sua capacidade de gerar receitas, coloca em risco a atividade e precisa de muito capital de terceiros para operar.

    9) Dívida líquida total / receitas recorrentes

    Mede o grau de comprometimento da receita de um clube excluindo os ganhos esporádicos da venda de atletas

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