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Praticar esportes pode garantir bolsas em universidades estrangeiras

Além do desempenho na modalidade esportiva, universidades avaliam histórico escolar e proficiência no idioma estrangeiro

Por Luana Massuella
29 jan 2015, 16h26

Requisitos básicos para obter bolsas esportivas no exterior:

  1. • Ter entre 16 e 26 anos
  2. • Nunca ter assinado um contrato de atleta profissional
  3. • Conseguir um mínimo de 800 pontos no SAT (espécie de Enem americano)
  4. • Conseguir, pelo menos, 45 pontos de um total de 120 no teste de língua inglesa Toefl
  5. • O nível de habilidade exigido no esporte é variável, mas recomenda-se ter participado de campeonatos juvenis e amadores

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O paulista Rafael Sassaki, 24, nunca foi um aluno exemplar na escola. Passava de ano com certa dificuldade e chegou a enfrentar algumas recuperações no meio do caminho. Mas o rendimento mediano não impediu que quatro universidades estrangeiras mostrassem interesse pelo estudante. O alvo das instituições não estava no boletim do aluno, mas sim em suas habilidades nos campos de futebol.

Graças ao talento para driblar e fazer gols, Sassaki cursou administração com ênfase em marketing na Universidade Columbia, nos Estados Unidos. O reconhecimento nos gramados foi tão grande que a bolsa de estudos que cobria apenas parte das despesas do aluno se tornou integral durante o intercâmbio. A rotina do atleta brasileiro não foi fácil: o estudante teve que levar a sério todos os treinos e ainda mostrar bons resultados acadêmicos. “A pressão é muito grande, tanto no campo como dentro da sala de aula, mas a experiência foi extremamente valiosa. Aprendi a ser mais disciplinado e conquistei um diploma de uma universidade de ponta”, diz Sassaki.

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Segundo a Daquiprafora, consultoria especializada nesse mercado, as bolsas esportivas podem variar de 5% a 100%, dependendo da modalidade esportiva e do nível do atleta. “Como as universidades são muito exigentes, o estudante precisará se organizar para conciliar os estudos com as competições”, diz Felipe Fonseca, responsável pelo Departamento Acadêmico da Daquiprafora.

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Custos – Mesmo o aluno que obtém uma bolsa de estudos integral deve estar preparado para os gastos inevitáveis do processo, que incluem desde as despesas para providenciar a papelada necessária, como o exame de proficiência no idioma, o visto de estudante e as traduções juramentadas da documentação, até os custos com a assessoria da agência de intercâmbio, que podem chegar a 14.000 reais.

Veja, a seguir, como se preparar para pleitear uma bolsa de estudos em uma universidade no exterior:

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