Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

PF prende simpatizantes do maníaco de Realengo

Dupla usava site para fazer apologia a crimes de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira, Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, suspeitos de postarem num site mensagens de apologia a crimes de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitações a abuso sexual contra crianças. Em depoimento à polícia, eles disseram que foram procurados por Wellington Menezes de Oliveira, o autor do massacre que resultou na morte de 13 crianças em 7 de abril de 2011. O maníaco queria orientação sobre como proceder no atentado à Escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro.

A dupla, que postava na internet mensagens de conteúdo discriminatório havia pelo menos dois meses, foi localizada num hotel no centro de Curitiba durante a Operação Intolerância. De acordo com o delegado Flúvio Cardinelli, eles disseram ainda pertencer a uma seita que prega o extermínio de quem “não é fiel à causa”. Um dos objetivos dos dois era matar estudantes de ciências sociais da Universidade de Brasília (UNB). Eles chegaram a confeccionar o mapa de uma casa onde os jovens costumavam fazer festas para, conhecendo o local, matá-los em série. As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, unidade especializada da Polícia Federal.

O Ministério Público Federal e a ONG SaferNet Brasil receberam, até o dia 14 de março, quase 70 mil denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do site.

Os dois presos vão responder por crimes de incitação e indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7.716/89); de incitação à prática de crime (Artigo 286 do Código Penal) e de publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA).

LEIA TAMBÉM:

O crime está elucidado As relações de Wellington, não