Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Kurt Masur, um dos maiores maestros do mundo, morre aos 88 anos

O respeitado regente alemão impediu conflitos violentos em 1989, às vésperas do fim do comunismo na Alemanha Oriental, e revitalizou a Filarmônica de Nova York

Por Da Redação
19 dez 2015, 13h59

Kurt Masur, um dos maiores maestros do pós-guerra, morreu na manhã deste sábado, 19. Ele foi um mestre sobretudo na regência do repertório romântico e de compositores austríacos e alemães do século XIX e início do XX – Beethoven, Brahms, Bruckner e Mahler. Iniciou sua carreira sob o regime comunista da Alemanha Oriental, mas teve também um período glorioso à frente da Filarmônica de Nova York, que foi renovada por sua direção firme. Masur sofria de Parkingson – mas a causa da morte não foi anunciada pela filarmônica de Nova York.

Nascido em 1927, em Brieg, cidade que hoje pertence à Polônia, Kurt Masur não vinha de uma família com tradição artística (seu pai era engenheiro), mas cedo se apaixonou pela música. Aprendeu piano, violoncelo e percussão, e estava decidido a seguir carreira em uma orquestra. Estudou na Escola Nacional de Música de Breslau. aos 16 anos, porém, teve uma lesão grave em um tendão da mão direita, o que o impediu de tocar instrumentos. Foi quando decidiu se tornar maestro (devido à lesão, nunca regeu com a batuta).

Masur lutou com o exército alemão na II Guerra. Encerrado o conflito, voltou aos estudos, no conservatório de Leipzig. Dirigiu várias orquestras na Alemanha Oriental – em Berlim, Dresden e, sobretudo, Leipzig, onde dirigiu, por 26 anos, a reputada Gewandhaus. Não era membro do Partido Comunista, mas a reputação que construiu com impecáveis gravações das sinfonais de Beethoven lhe granjearam algumas regalias – entre elas, a de viajar para reger orquestras do bloco ocidental, inclusive nos Estados Unidos.

Em Leipzig, seu prestígio era tal que ele conseguiu debelar tensões em 1989, quando as manifestações pró-democracia corriam o risco de serem violentamente reprimidas.Em 1991, ele assumiu a direção da Filarmônica de Nova York, cujo prestígio andava em baixa, e, com pulso forte, revitalizou-a. Ficou efetivamente à frente da orquestra até 2002, e manteve o título de Diretor Emérito da Filarmônica.

Continua após a publicidade

Abaixo, assista à execução do quarto movimento da Segunda Sinfonia de Brahms pela Orquestra de Leipzig, com regência de Masur.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.