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Mano diz que deve utilizar base escalada nos amistosos

Por Da Redação
5 jul 2012, 17h17

Por Tiago Rogero

Rio – Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres, Mano Menezes adotou um discurso cauteloso e evitou fazer projeções ou promessas sobre as chances da seleção brasileira, que sonha com a inédita medalha de ouro. Mesmo cuidadoso, o treinador revelou que deverá usar a base dos últimos quatro amistosos para definir a equipe titular que estreará no torneio olímpico no dia 26 de julho, contra o Egito.

Com esta indicação, Mano deverá dar preferência a Oscar no meio-campo, em detrimento a Paulo Henrique Ganso. “A ideia inicial é ter como equipe base, ao menos para os primeiros treinos, o time que disputou os amistosos. Mas não há garantias e nem se deve dá-las de forma antecipada em respeito aos demais que ambicionam as mesmas vagas [no time]”, afirmou o treinador, na entrevista coletiva desta quinta-feira, no Rio, após anunciar a lista de 18 convocados para a Olimpíada.

Desta forma, o Brasil deverá ter Rômulo e Sandro ao lado de Oscar no meio, deixando Neymar, Leandro Damião e Hulk no ataque. Para o treinador, o atacante do Porto, que disputava uma vaga na cota acima de 23 anos com o zagueiro David Luiz, dará boa contribuição com sua experiência.

“Entendi que o ganho com um jogador mais experiente e mais forte do meio para frente seria maior”, argumentou Mano, que optou por Hulk por estar satisfeito com a defesa brasileira, com Juan ao lado de Thiago Silva. “Gostei da produção do Juan, para fazer companhia ao Thiago”.

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Quanto à escolha de Marcelo, outro incluído na cota acima de 23 anos, Mano deixou claro sua preferência pelo lateral-esquerdo. “Com Marcelo, tivemos um ganho no lado esquerdo. Vi isso nos quatro amistosos. Ele é um dos melhores laterais do mundo”, avaliou.

Apesar dos elogios individuais, o técnico evitou apontar um líder ou destaque do time, tratando de tirar a responsabilidade das costas de Neymar. “Se tivermos uma seleção forte, alguém vai se sobressair. E temos jogadores capazes de se revezarem nesta situação para que a responsabilidade não recaía toda sobre apenas um jogador”, explicou.

Ao ser questionado sobre os pontos fracos da equipe, Mano evitou apontar falhas e disse que a seleção deve ser encarada apenas como equipe. “Não dá separar por setores. Com pequena correções, vamos apresentar uma melhora como um todo. Temos um bom grupo e podemos fazer uma ótima seleção brasileira”.

Mano aposta na aprovação da torcida, satisfeita com a atuação nos últimos amistosos, para dar motivação ao grupo. “Ficou bastante claro que o torcedor brasileiro gostou do que viu nos quatro amistosos. Estamos no caminho certo”, garantiu.

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Em relação ao primeiro duelo na Olimpíada, o treinador acredita que o Brasil terá mais trabalho na estreia por conhecer pouco a seleção do Egito. “Eles são mais fortes na parte física. Não temos mais informações sobre eles. Falta parâmetro. Nos demais jogos, já teremos a observação das próprias partidas da Olimpíada (os outros rivais na primeira fase são Bielo-Rússia e Nova Zelândia)”, afirmou.

O técnico, porém, manteve a cautela e evitou fazer promessas à torcida. “Vamos tentar jogar de maneira convincente, ganhando confiança. Só a partir da segunda fase vamos poder pensar mais adiante”.

Para Mano, o favoritismo terá pouca influência no torneio olímpico. “Uma competição curta como essa depende muito do momento, depende de boas escolhas, de confiança. Como exemplo, eu posso citar a Holanda, que chegou bem credenciada na Euro, mas não passou da primeira fase”, comparou.

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