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Emerson faz 2, e Taça Libertadores enfim tem gravado nome do Corinthians

Por Da Redação
5 jul 2012, 00h20

São Paulo, 4 jul (EFE).- Motivo de piada dos rivais até esta quarta-feira, o Corinthians bateu o Boca Juniors por 2 a 0 no estádio do Pacaembu e entrou para o grupo de campeões da Taça Libertadores, ou como a torcida do time prefere, a Libertadores se torna um torneio maior e finalmente tem uma das maiores equipes do mundo em sua galeria de vencedores.

O herói da noite foi o atacante Emerson, autor de dois gols, para a alegria de mais de quase 40 mil apaixonados que sentiram pela primeira vez o gosto de ser campeão da América. A equipe de Tite fecha assim uma campanha invicta, com oito triunfos e seis empates, entre eles o de 1 a 1 na partida de ida, em La Bombonera.

A conquista chega um ano e meio depois de a equipe paulista ter sido a primeira brasileira a cair na fase preliminar da competição para o Tolima em 2011, no último jogo da carreira de Ronaldo. Pela 16ª vez a taça vai para a galeria de um clube do Brasil, segundo colocado nesse ranking, atrás justamente da Argentina, que tem 22 títulos.

Já o Boca, hexacampeão da Libertadores, ficou com o vice pela quarta vez e perdeu a chance de se igualar ao Independiente, apelidado de ‘Rei de Copas’ por ter vencido o torneio sete vezes, a última delas em 1984.

As duas equipes foram a campo sem grandes novidades. Tite confirmou o time sem a presença de um centroavante de ofício, como deu certo durante toda a competição. Jorge Henrique, que chegou a ser dúvida para a final, começou jogando ao lado de Emerson.

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O xodó corintiano Romarinho, que marcou o gol de empate na partida de ida, começou novamente no banco de reservas.

O Boca Juniors, por sua vez, não teve o autor do seu gol na primeira partida. O lateral-direito Roncaglia, negociado com a Fiorentina, não chegou a acordo sobre o seguro que garantiria sua participação e não disputará a final. Franco Sosa foi o substituto.

O jogo começou morno e estudado, com poucos lances de perigo. O Boca ia mais ao ataque, mas não assustava o goleiro Cássio. Quem teve trabalho primeiro foi Orión, que defendeu em dois tempos conclusão rasteira de fora da área do meia Alex.

Nervosa, a torcida corintiana estava calada, mas acordou aos 16. Emerson fez bela jogada individual pela direita, colocando entre as pernas do adversário, mas foi impedido por Somoza no momento da finalização.

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Alex tentou outras duas vezes, também com chutes de longe. No primeiro, aos 28, ele cobrou uma infração e ainda tinha a vantagem de Orión estar machucado, mas carimbou a barreira; um minuto depois, mesmo com algum espaço, o meia mandou por cima.

A lesão no joelho, causada por uma trombada com Somoza nos primeiros minutos da partida, fez com que o camisa 1 argentino fosse substituído por Sebastián Sosa.

Titular do Peñarol na final da Libertadores do ano passado, Sosa passou pelo primeiro teste aos 35, e foi bem. Em passe em profundidade da esquerda feito por Danilo, ele saiu do gol e segurou antes da chegada de Jorge Henrique.

No ataque do Boca, o grande problema era o último passe antes da finalização. Para piorar, quando tudo dava certo, Santiago Silva era flagrado em impedimento, como aconteceu aos 46.

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O intervalo não serviu para que o panorama mudasse, e a segunda etapa foi amarrada em um primeiro momento. Uma alternativa que acabou se tornando salvadora era a bola parada, como aos sete minutos, quando Chicão levantou da direita e Sosa afastou de soco.

Mas um minuto depois não houve como o Boca evitar a desvantagem. Alex fez o chuveirinho e após desvio de cabeça de Jorge Henrique Danilo tocou de calcanhar, deixando Emerson na cara do gol. O ‘Sheik’ chutou por cima do goleiro e fez 1 a 0.

O Timão foi inteligente e não recuou, conseguindo manter o adversário longe da meta defendida por Cássio. Os ataques do time argentino eram raros e quase sempre feitos com lançamentos longos buscando Silva.

Com vários erros de passe, Riquelme prejudicava a saída do Boca. Um lance de perigo a favor da equipe visitante aconteceu aos 26 minutos, mas o goleiro corintiano estava atento. Depois da cobrança de falta, Caruzzo cabeceou no canto e o camisa 1 saltou para encaixar.

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Predestinado e decisivo, Emerson garantiu o título inédito aumentando a diferença aos 28 minutos. Schiavi errou feio na saída de bola, ‘Sheik’ se antecipou, acelerou pelo meio e tocou rasteiro na saída de Sosa para comemorar junto com a fiel torcida.

Desacostumado a ter que partir para cima dos adversários, o Boca não tinha muitos recursos para criar jogadas diante de uma defesa bem armada, e apelava para chutões e cruzamentos infrutíferos.

O Corinthians esteve mais perto do terceiro gol que o adversário do primeiro. Aos 38 minutos, Chicão bateu falta da esquerda e ouviu muitos torcedores comemorarem o gol, mas a bola foi para o lado de fora da rede.

Na sequência, houve tempo para algumas confusões até que jogadores, comissão técnica e principalmente os milhões de torcedores tirassem o grito de ‘é campeão!’ preso na garganta.

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Ficha técnica:.

Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex (Douglas); Jorge Henrique (Wallace) e Emerson (Liédson). Técnico: Tite.

Boca Juniors: Orión (Sebastián Sosa); Franco Sosa, Schiavi, Caruzzo e Rodríguez; Somoza, Ledesma (Cvitanich), Erviti e Riquelme; Mouche (Viatri) e Santiago Silva. Técnico: Julio César Falcioni.

Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia), auxiliado por seus compatriotas Abraham González e Humberto Clavijo.

Cartões amarelos: Chicão, Jorge Henrique e Leandro Castán (Corinthians); Mouche, Santiago Silva, Schiavi e Caruzzo (Boca Juniors).

Gols: Emerson (2x) (Corinthians).

Estádio do Pacaembu, em São Paulo. EFE

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