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Djokovic comemora melhor ano após título do US Open

Por Da Redação
13 set 2011, 08h50

Por AE

Nova York – O sérvio Novak Djokovic conquistou mais um feito em uma temporada praticamente perfeita ao conquistar na segunda-feira o título do US Open ao vencer na decisão o espanhol Rafael Nadal por 3 sets a 1 (6/2, 6/4, 6/7 e 6/1). Antes, o líder do ranking da ATP já havia sido campeão de outros dois torneios do Grand Slam – Aberto da Austrália e Wimbledon – em um ano que ele reconheceu ser sensacional, com 64 vitórias e apenas duas derrotas. Além disso, o sérvio levantou nove troféus em 2011.

“Se pode dizer que este é meu ano, o ano onde joguei meu melhor tênis nos Grand Slams”, disse Djokovic. “É algo que me faz incrivelmente feliz. Definitivamente, será preciso muito esforço tentar repetir apenas a metade do que fiz neste ano no ano que vem. Acho que precisarei de tempo para me dar conta do sucesso que tive nesse ano, especialmente ao ganhar outro Grand Slam. Estou cheio de emoções positivas. É muito difícil encontrar as palavras para descrever a sensação que tenho”.

Com o título de segunda-feira, Djokovic passa a acumular quatro títulos dos torneios do Grand Slam na sua carreira, já que também havia sido campeão do Aberto da Austrália em 2008. Agora, seu próximo objetivo será faturar o troféu de Roland Garros para que se tornar campeão dos quatro principais torneios do tênis.

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“Ainda há muitas coisas para provar a mim mesmo e ao mundo do tênis”, disse o sérvio que neste ano caiu nas semifinais de Roland Garros para Roger Federer. “Eu ainda quero vencer mais Grand Slams. É o amor pelo esporte, que continua a prender-me. A sensação de ganhar na quadra, enquanto estiver comigo, irei continuar trabalhando para conseguir mais troféus. Seria ótimo completar o Grand Slam de carreira, vencer Roland Garros. É uma ambição, mas vai levar tempo”.

Djokovic revelou ter alterado a sua forma de encarar Federer e Nadal para assumir o controle do tênis nesta temporada. “Eu tenho uma abordagem diferente nas semifinais e finais de Grand Slam, especialmente quando confrontado com dois campeões como Rafa e Roger”, disse. “Nos últimos anos não foi o caso. Eu estava quase sempre à espera de seus erros ou jogando meu melhor tênis, mas sem a atitude positiva e acreditando que eu poderia ganhar”.

Antes de bater Nadal, Djokovic passou por Federer nas semifinais, em uma partida épica, vencida de virada por 3 sets a 2. O sérvio admitiu ser especial vencer os dois rivais. “Por um lado é uma grande sensação ser capaz de derrotá-los, por outro lado, é muito decepcionante quando você perde, porque eles são os seus principais rivais”, disse.

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“A meu ver, é necessário muito esforço físico e mental para superar especialmente Rafa. Nunca desiste. O que vimos hoje. Dois sets abaixo, quebra contra, sacando para o partida, mas se recuperou. Por isso, é um grande campeão. Então, quando eu perdi o terceiro set, com certeza não foi divertido. Eu sei que fisicamente eu não estava lá. Eu não estava tão em forma como no início do ano, então eu precisava pegar minhas chances e eu fiz. Foi um set (o quarto) incrível”.

Nadal deixou o US Open sem conseguir defender o seu título de 2010 e novamente derrotado por Djokovic, que o superou nas seis finais que disputaram nesta temporada. “Vou para casa sabendo que estou no caminho”, disse o espanhol. “Eu gosto de lutar, quero aproveitar estas batalhas contra ele. É claro que seis derrotas consecutivas são dolorosas. Mas eu vou trabalhar todos os dias para mudar isso. A temporada (de Djokovic) é provavelmente impossível de repetir. O seu nível é fantástico. Está fazendo tudo muito bem mentalmente. Você só tem que aceitar. Aceitar o desafio e trabalhar”.

O espanhol, porém, garantiu não estar decepcionado com o vice-campeonato do US Open. “Eu não acho que a final (do US Open) é um mau resultado. Eu não me acho tão bom. A final é um resultado fantástico. Este ano eu ganhei uma em Roland Garros. Perdi seis finais, mas eu estava lá. É sábio aceitar a derrota com mesma calma que as vitórias e continuar a trabalhar sem pensar sobre o passado”.

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