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Daniel Alves e Marcelo, os parceiros de Messi e Ronaldo

No clássico de sábado entre Real e Barça, os brasileiros são coadjuvantes. Os laterais, porém, fazem duplas afinadas com os ídolos - dentro e fora do campo

“Quando cheguei ao Barcelona, ele foi um dos meus primeiros amigos”, conta Daniel sobre o colega Messi

Na quinta-feira, o tabloide inglês The Sun publicou uma foto do lateral brasileiro Daniel Alves enfurecido, apontando o dedo para torcedores ingleses num hotel de Londres. De acordo com o jornal, o jogador da seleção tinha se irritado com o assédio dos fãs, que queriam um autógrafo de Lionel Messi. Daniel desmentiu a versão do tabloide, dizendo que só interferiu quando os torcedores invadiram a área reservada aos jogadores para caçar Messi. Qualquer que tenha sido a circunstância, o episódio ilustra bem a relação entre o lateral do Barcelona e o melhor jogador do planeta. A afinidade entre Daniel e Messi é visível a todos em campo, onde o brasileiro e o argentino costumam formar uma dupla infernal, fazendo tabelas, trocando lançamentos e comemorando os gols sempre juntos. E a parceria se estende para fora do gramado, onde os jogadores têm uma forte amizade desde a chegada do brasileiro, que antes jogava no Sevilla. Curiosamente, um caso semelhante acontece em Madri. No Real, arquirrival do Barça, o craque do time também tem um lateral brasileiro como seu grande aliado, seja nas partidas, seja fora delas. O brasileiro Marcelo não desgruda do português Cristiano Ronaldo, e os dois até ensaiam coreografias para a comemoração dos gols.

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Além da semelhança entre as parcerias – que unem os laterais da seleção e os dois melhores jogadores do planeta – outra coincidência chama a atenção: nos confrontos entre Real e Barça, as duas duplas atuam na mesma faixa do campo (o lado esquerdo do ataque madrilenho e o direito do ataque catalão). No sábado, eles voltam a se enfrentar, em partida decisiva do Campeonato Espanhol, em Barcelona. O Real tem quatro pontos de frente sobre o Barça. O superclássico deve decidir o desfecho do campeonato – e determinar se a festa será de Cristiano e Marcelo ou de Messi e Daniel. O momento parece ser mais favorável para o par catalão, que tem encurtado a distância para o Real na tabela de classificação. E muito desse desempenho tem a ver com o entrosamento de Messi e Daniel Alves. Em um esquema tático que valoriza a posse de bola e os toques curtos, a colaboração entre o brasileiro e o argentino é uma arma perfeita do técnico Pep Guardiola. O lateral direito da seleção consegue defender e atacar com muita velocidade, distribui bem as jogadas no meio e auxilia o argentino nos lances de ataque. Uma das principais jogadas da dupla é a tabela na diagonal, perto da grande área, quando em poucos segundos Daniel deixa Messi na cara do gol. Ao argentino sobra só o trabalho de finalizar com sua famosa cavadinha sobre o goleiro.

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Nos treinos e viagens, os dois estão sempre juntos, e Daniel Alves sempre faz questão de manifestar sua admiração e gratidão ao argentino. “Quando cheguei ao Barcelona, ele foi um dos meus primeiros amigos”, contou o brasileiro em conversa com o site de VEJA. Do outro lado da rivalidade espanhola, em Madri, a intimidade é parecida, mas o tom é outro, de deboche e diversão. Cristiano e Marcelo são os mais brincalhões do elenco do Real, e às vezes até dão trabalho à comissão técnica, como se fossem garotos de colégio. Na hora de rodar um vídeo de Natal do clube, por exemplo, Marcelo e Cristiano Ronaldo tiveram ataques de gargalhadas e custaram a acertar os dez segundos de gravação (confira no quadro abaixo). Cristiano Ronaldo chegou ao Real Madrid em 2009, quando Marcelo já estava no clube havia dois anos. O fato de falarem o mesmo idioma ajudou a aproximá-los, e o bom desempenho em campo só aprofundou a relação. O lateral esquerdo da seleção está sempre ao lado do português – e, recentemente, um vídeo dos dois dançando Ai, Se Eu Te Pego, de Michel Teló, fez sucesso na internet. Em campo, Marcelo ajuda Cristiano executando uma função parecida com a de Daniel Alves servindo a Messi no Barcelona – com tabelas, cruzamentos e assistências, combinando a habilidade e rapidez dos dois jogadores. Para azar de quem gosta de futebol bonito, os clássicos entre Real e Barça são justamente as partidas em que as duplas costumam funcionar menos – como Daniel tem de acompanhar Cristiano e Marcelo tem de ajudar a marcar Messi, ambos ficam prejudicados na missão de municiar os dois melhores jogadores da atualidade.