Astronomia

Próximo eclipse total da Lua só será visto no Brasil em 2014

Fenômeno se repete com regularidade estudada desde a Babilônia

  • Eclipse da lua visto de São Paulo

    Miguel Schincariol/AE

  • Sequência do eclipse da lua visto em Belgrado, Sérvia

    Marko Drobnjakovic/AP

  • Eclipse da lua visto em Belgrado, Sérvia

    Marko Drobnjakovic/AP

  • Eclipse da lua visto de Madri, Espanha

    Gustavo Cuevas/EFE

  • Eclipse da lua visto em Manila, Filipinas

    Bullit Marquez/AP

  • Eclipse da lua visto em Srinagar, Índia

    Farooq Khan/EFE

  • Eclipse da lua visto em Peshawar, Paquistão

    Arshad Arbab/EFE

  • Eclipse da lua visto em Peshawar, Paquistão

    Arshad Arbab/EFE

  • Eclipse da lua visto em Nápolis, Itália

    Ciro Fusco/EFE

  • Pessoas observam o eclipse lunar na cidade de Putrajaya, Malásia

    Ahmad Yusni/EFE

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O eclipse total lunar desta quarta-feira é o único que pode ser observado este ano no Brasil. O próximo, em 10 de dezembro, será visível apenas em países da Europa, Oceania, Ásia e América do Norte. O mesmo fenômeno só poderá ser observado novamente no Brasil em abril de 2014. 

Para que ocorra um eclipse, Terra, Lua e Sol devem estar alinhados. Dependendo da ordem dos astros, o resultado é um eclipse solar (com a Lua entre o Sol e a Terra) ou um lunar (a Terra entre o Sol e a Lua). Eclipses podem ser totais, parciais ou penumbrais. O eclipse lunar total, como o de hoje, ocorre quando a Lua fica completamente dentro do cone de sombra da Terra. O eclipse parcial acontece quando apenas parte da Lua é obscurecida pelo cone de sombra. O penumbral, quando a Lua entra numa região de transição entre luz e sombra, ao redor do cone, com iluminação apenas parcial do Sol.

Repetição - Se as órbitas da Terra (em torno do Sol) e da Lua (em torno da Terra) estivessem no mesmo plano, teríamos eclipses solares em todas as luas novas e eclipses lunares em todas as luas cheias. Mas não: os planos orbitais terrestre e lunar estão inclinados cerca de 5 graus. Assim, durante os 28 dias de seu giro em torno da Terra, a Lua só atravessa o plano orbital terrestre duas vezes. É a chance de ocorrer uma eclipse, mas para tanto é necessário o alinhamento do Sol ao sistema Terra-Lua, o que acontece no máximo sete vezes ao ano.

Eclipses repetem-se com uma regularidade estudada há milhares de anos na Babilônia e na China. Esta regularidade é conhecida como ciclo de Saros, termo cunhado pelos caldeus, que significa, justamente, "repetição", e que leva em conta as posições da Terra e da Lua em relação a suas órbitas e a distância entre os astros. A "repetição" exata, com Sol, Terra e Lua ocupando as mesmas posições, só acontece de 18 em 18 anos aproximadamente.

Calendário - De acordo com as estimativas da Nasa, a agência espacial americana, os próximo eclipses totais da Lua poderão ser observados em:

- 10 de dezembro de 2011 (Europa, África, Ásia, Austrália, Pacífico e América do Norte)

- 15 de abril de 2014 (Austrália, Pacífico e Américas)

- 28 de setembro de 2015 (Pacífico, Américas, Europa, África e Ásia)

- 31 de janeiro de 2018 (Ásia, Austrália, Pacífico, América do Norte)

- 27 de julho de 2018 (América do Sul, Europa, África, Ásia e Austrália)

- 21 de janeiro de 2019 (Pacífico, Américas, Europa e África)

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