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Para EUA, Odebrecht praticou ‘maior caso de suborno da história’

Grupo empresarial fechou acordo de leniência com autoridades americanas e concordou em pagar 3,5 bilhões de dólares

Por Ricardo Helcias - Atualizado em 21 dez 2016, 19h00 - Publicado em 21 dez 2016, 18h54

No documento em que detalha o acordo de leniência fechado com a Odebrecht e a Braskem, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que o esquema praticado pelas duas empresas brasileiras foi “o maior caso de suborno internacional da história”.

“Odebrecht e Braskem usaram uma unidade secreta, porém totalmente operacional da Odebrecht – um ‘Departamento da Propina’, por assim dizer –, que sistematicamente pagou centenas de milhões de dólares para agentes governamentais corruptos em países de três continentes”, disse a procuradora Sung-Hee Suh.

Segundo as autoridades americanas, as admissões do acordo de leniência indicam que a Odebrecht esteve envolvida em um “sólido e incomparável esquema de suborno e fraude por mais de uma década”.

No acordo, Odebrecht e Braskem admitiram o pagamento, entre 2001 e 2016, de 1 bilhão de dólares em propinas em doze países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela. As companhias concordaram em pagar 3,5 bilhões de dólares para se livrar das ações judiciais.

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