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Mantega surpreende aliados ao convidá-los para café

Por Da Redação
28 mar 2012, 15h54

Por Denise Madueño

Brasília – Na semana seguinte à série de derrotas do governo na Câmara, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, surpreendeu os líderes da base ao convidá-los para um café da manhã. Considerado um ministro frio e avesso a políticos, Mantega deixou aliados preocupados e curiosos quando receberam o convite, em um papel cartão branco dentro de um envelope com a marca do ministério, sem referência alguma ao tema do encontro. O café da manhã foi marcado para as 9h e solicitava, apenas, a confirmação da presença do parlamentar.

A abertura do encontro surpreendeu mais ainda o grupo político. Guido Mantega disse que os havia chamado ao ministério, porque deseja estreitar a relação da pasta com os parlamentares. “Não sei o que aconteceu com o ministro. Talvez ele tenha tomado um susto”, disse um aliado, que pediu para não ter o nome citado, revelando a pouca intimidade de Mantega com o Congresso.

“Foi o reflexo da crise. E o ministro de forma hábil decidiu tomar a iniciativa de aproximação. Todos nós achamos isso importante”, avaliou o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), após o encontro. Outros líderes também ressaltaram o encontro “positivo” com o ministro. “Na política, só há uma fórmula de resolver os problemas: o diálogo e a conversa”, disse o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), vice-líder do governo.

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O ministro levou com ele para o café da manhã grande parte dos secretários da pasta e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Mantega, sem entrar em muitos detalhes, afirmou que novas medidas de estímulo à economia serão anunciadas na próxima terça-feira. Ele defendeu a votação do projeto que muda a distribuição dos royalties do petróleo para depois das eleições municipais de outubro, porque a campanha eleitoral poderá contaminar as discussões do projeto.

O pacto federativo foi um dos assuntos do encontro, levantado pelo deputado Hugo Leal. Ele lembrou que há projetos na Câmara e no Senado e que, portanto, o governo deve entrar como mediador nessa discussão, sob o risco de a guerra fiscal continuar.

O encontro dos líderes com o ministro foi encerrado com a preocupação do vice-líder do governo na Câmara, Odair Cunha (PT-MG). As reuniões das comissões permanentes da Casa estavam se iniciando com vários requerimentos de convocação de ministros na pauta apresentados pela oposição. “Ministro, desculpe, mas temos de ir lá para salvar o senhor de convocação”, brincou Cunha.

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