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Delúbio se defende de acusações em blog

Por Da Redação
3 ago 2012, 08h45

Por Débora Álvares

São Paulo – No mesmo dia em que os ministros do Supremo Tribunal Federal iniciaram um erudito e acalorado debate na sessão inicial do julgamento do mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares inovou no estilo e literalmente rasgou o verbo para novamente negar a existência de um esquema de compra de votos no Congresso Nacional durante o governo Lula.

Delúbio, reconhecido pela fidelidade que sempre devotou ao PT, parecia inspirado pela fala rebuscada que costumam utilizar os ministros da Suprema Corte brasileira. O ex-tesoureiro utilizou seu blog na internet para criticar a imprensa e afirmar que está “isento da companhia insalubre” de quem tenta transformar o julgamento do mensalão em um “circo midiático”.

Para isso, fez no texto de 11 parágrafos referência até ao cineasta italiano Federico Fellini. “Ingênuos são os que não conseguem ver a mais cristalina das verdades, que brilha sob o sol desse País tropical: a manipulação midiática e as mais abjetas pressões, que pensam se esconder sob o manto roto da cobrança por justiça, são apenas o óbvio e felliniano terceiro turno das seguidas eleições presidenciais que vencemos com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.”

O ex-tesoureiro é citado no processo como integrante do núcleo político do esquema do mensalão. Ele é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa. Apesar disso, manteve-se firme na tese do ex-presidente Lula, que, ao deixar a Presidência da República, disse que se ocuparia em provar que o mensalão não existiu. “Não houve a compra de partidos políticos, de senadores ou de deputados para que votassem matérias de interesse do governo. Não existiu �mensalão� nenhum. Não existe o enriquecimento de nenhuma das pessoas denunciadas na Ação Penal 470”, destacou no texto no blog de Delúbio.

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Ao final, Delúbio disse acreditar na Justiça. “Não creio na judicialização da vida institucional. Nem creio na politização do Poder Judiciário. Creio na Justiça de meu país como creio em Deus e no meu povo. E essa crença vem do coração, da alma, do espírito de luta e dos ideais que movem minha vida pública e acalentam a imorredoura confiança na verdade”, escreveu.

Ao longo de 11 parágrafos, além de rejeitar a existência do mensalão, Delúbio reforçou seu papel de cumpridor de ordens do partido. Ele citou novamente afirmações suas a colegas do PT em maio de 2009. “Escolhi os caminhos a serem percorridos e aceitei os riscos da luta. Mas não fui, senão, em todos os instantes, sem exceção, fiel cumpridor das tarefas que me destinou o PT.”

Fiel sobretudo ao discurso da negação da existência do esquema de compra de votos, ele chegou a comparar o escândalo do qual é acusado de integrar ao lado de outros 37 réus com tentativas de golpes cometidas contra outros presidentes do Brasil. “Ontem era o �mar de lama� contra Getúlio, a �maioria absoluta� contra JK, a �república sindicalista� contra Jango. Hoje, é o �mensalão�”, afirmou o ex-tesoureiro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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