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Debate em SP foi morno e cansativo, diz analista

Por Da Redação
3 ago 2012, 16h20

Por Guilherme Waltenberg

São Paulo – O primeiro debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, promovido na noite desta quinta pelaRede Bandeirantes, foi morno e evidenciou a polarização entre o PT e o PSDB. A opinião é do especialista em análise eleitoral e marketing político Sidney Kuntz. “Não houve um vencedor. Para mim não foi um debate, foi a apresentação dos candidatos.”

Para Kuntz, a polarização ficou clara nas críticas do candidato petista Fernando Haddad ao atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), aliado do tucano José Serra, de um lado, e de Serra à administração da ex-prefeita do PT, Marta Suplicy. “No mais, eles tentaram mostrar a experiência deles como administradores”, explicou. “Não houve picos de emoção. Foi cansativo. Houve uma polarização e os outros permitiram.”

O especialista afirmou que o debate não cumpriu o seu papel de “discutir propostas”. “Eles (os candidatos) decoraram uma cartilha de quais são os principais problemas da cidade de São Paulo e falaram quase a mesma coisa”, afirmou. Na opinião de Kuntz, faltou aprofundamento das ideias e houve um excesso de cautela dos candidatos para passar uma boa imagem ao público. “Faltou discussão de ideias mais profundas. Todo mundo pisou em ovos para não mostrar uma imagem ruim ao telespectador. Faltou eloquência, o cara ser incisivo, que é o que se espera de quem quer ser prefeito de uma das maiores cidades do mundo.”

Kuntz destacou cinco temas que, segundo ele, nortearam a discussão: segurança pública, mobilidade urbana, saúde, redução de impostos e corrupção. O debate sobr corrupção foi introduzido pelo candidato do PSOL, Carlos Gianazzi. “O Gianazzi abriu a metralhadora criticando tucanos sobre apoio de Waldemar da Costa Neto (PR, um dos 38 réus do julgamento do Mensalão) e das gestões de Serra e Kassab. As críticas feitas aos petistas foram de igual intensidade, principalmente em montar aliança com Maluf que é procurado pela Interpol. (Gianazzi) Disse ter sido expulso do PT por conta de não aceitarem suas propostas em destinar maiores recursos à educação”.

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Dentre os candidatos, Kuntz elogiou a eloquência de Soninha Francine (PPS). “A Soninha estava mais clara, acho que o jovem assimilou (seu discurso). Dentro do que esperávamos, passou uma imagem boa”. Já o candidato do PDT, Paulinho da Força, “foi o mais nervoso da noite”. Para Kuntz, o grande premiado foi o candidato do PRTB, Levi Fidelix. “Levy foi o grande premiado da noite ao ver seu projeto do aerotrem sendo defendido por boa parte dos candidatos, arrancando risos da plateia ao ser perguntado por Serra sobre o tema alternativa para a melhoria da mobilidade urbana”, afirmou.

Chalita, para Kuntz, saiu como o bom moço da noite. “Ele defendeu o tempo todo que caso seja eleito fará um governo em sintonia com o governo estadual e federal, e que no passado as coisas não foram melhores justamente por não adotarem esta postura”, afirmou.

Kuntz criticou a produção do debate da Bandeirantes. Segundo ele, foram cometidos “erros crassos”. “Houve falhas na maquiagem feita nos candidatos (se é que foram feitas em todos). Haddad, Paulinho e Russomanno pareciam ter praticado algum esporte antes de participarem do debate, com fisionomias cansadas e rostos suados e brilhantes”, disse. Além disso, a quantidade de participantes, oito ao todo, impediu um debate mais acirrado entre os candidatos.

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