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Classe C amplia suas compras pela web

Por Da Redação 31 mar 2009, 11h15

Por Maria Carolina Maia

As redes de varejo popular já miravam a classe C brasileira havia anos, mas pouco a pouco vêm descobrindo uma maneira de ampliar seus lucros nesse nicho: as operações virtuais. Entre as grandes, a última a chegar à internet foi a Casas Bahia. Lançado em fevereiro após um investimento de 3,7 milhões de reais, o site de vendas já tem uma média de 100.000 acessos diários e deve encerrar o ano com receita de 278 milhões de reais, segundo estimativas do diretor-executivo da empresa, Michael Klein. “No primeiro ano, a internet deve responder por até 2% do faturamento da companhia, que este ano deve repetir 2008, ficando em 13,9 bilhões de reais.”

A estratégia adotada pela Casas Bahia explica a sua demora em cair na rede. Para enfrentar os concorrentes Magazine Luiza e Ponto Frio, a empresa procurou municiar seus consumidores com dois itens fundamentais para as compras on-line – computador e cartão de crédito – e só depois lançou a loja virtual. “Esperamos que os computadores fossem adquiridos pelo nosso público alvo, que é das classes C, D e E: só no ano passado, vendemos quase 600.000 máquinas”, diz Klein. “Outra condição para iniciar a operação na web era atingir a marca de 4,5 milhões de cartões de crédito emitidos, número alcançado no primeiro semestre de 2008. No final do ano passado, já estávamos com 5,7 milhões de plásticos.”

Realidade – Para Haroldo Torres, diretor-executivo da empresa de pesquisa e consultoria Data Popular, as condições para o consumidor da classe C comprar pela internet já estão dadas. Em pesquisa realizada para a agência McCann Erickson, que acaba de lançar uma unidade de negócios especializada no segmento, a Data Popular percebeu que a web é já uma realidade para o consumidor emergente. Um exemplo: quase 80% dos entrevistados acham que “não dá para viver sem computador” (veja outros resultados do levantamento). “O crescimento do comércio eletrônico junto a esse nicho agora depende da familiaridade do consumidor emergente com os meios de pagamento empregados pela internet”, avalia Torres.

A se levar em conta o desempenho do Magazine Luiza, esse mercado já é forte – e cresce em ritmo acelerado. No ano passado, os canais virtuais da companhia – web, televendas, lojas virtuais e para empresas – tiveram receita 56% maior do que em 2007, alcançando 411 milhões de reais. O montante representou 13% da receita total, de cerca de 3,2 bilhões de reais. Neste ano, a rede espera nova expansão, desta vez de 50%. E com a ajuda da classe C. A estratégia na internet inclui uma parceria com o Google, iniciada em 2007, pela qual produtos comercializados em seu site ganham apresentação em vídeos no YouTube.

Já o Ponto Frio – que está à venda, como adiantou nota do Radar On-line deste domingo – obteve, nos primeiros nove meses do ano passado, um aumento de 12,2% em suas vendas pela internet. Os negócios virtuais da rede passaram de 117,5 milhões de reais entre janeiro e setembro de 2007 para 131,8 milhões no mesmo período de 2008.

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