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Caveirão branco, a novidade das UPPs no Rio

Policiais ganharão um veículo blindado para se protegerem dos ataques de traficantes que voltaram a dominar os territórios e já balearam quase 500 soldados

Por Leslie Leitão
Atualizado em 22 dez 2016, 12h55 - Publicado em 22 dez 2016, 10h30

Na década passada os veículos blindados – chamados de Caveirões – se tornaram uma espécie de símbolo desses confrontos armados diários na favelas cariocas. Com a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), em 2008, a promessa do governo e do então secretário José Mariano Beltrame era de colocar um ponto final nessa guerra. De lá para cá, no entanto, quase 500 policiais foram baleados e pelo menos 42 morreram justamente nessas regiões ocupadas. Com base em números como esses, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar tomaram uma medida radical, dando a esses territórios considerados pacificados um caveirão para proteger sua tropa dos tiros cada vez mais constantes.

Em reuniões fechadas da segurança já se discute a possibilidade de o estado recuar em algumas áreas, retirando UPPs que não tem qualquer utilidade, tendo praticamente se transformado em alvos fáceis de traficantes. Enquanto isso não acontece na prática, um blindado todo pintado de branco chegou ao pátio do Comando de Polícia Pacificadora (CPP), em Ramos, Zona Norte da cidade, na última quarta-feira.

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Reformado pela Marinha, o carro originalmente preto ganhou a nova cor e ainda receberá a inscrição UPP em azul na lataria. Antes, porém, passará por reparos na parte elétrica, substituição de peças, pneus, refrigeração e vidros (que apresentam avarias por conta de antigos conflitos). A novidade fez tanto sucesso no pátio do CPP que policiais fizeram selfies com o carro.

As autoridades fluminenses sabem do desgaste que a medida poderá causar para um programa idealizado com a promessa de acabar com as armas nessas favelas. “Para um projeto que se propõe a levar paz a esses locais, realmente, pode parecer uma atitude antipática. Mas o mais importante é garantir a vida dos policiais que estão lá sendo atacados toda hora”, diz um oficial da PM ouvido pelo site de Veja.

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