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Seleção Brasileira

11/10/2014

às 0:00 \ Disseram

O espetáculo

“As pessoas querem o espetáculo, mas a primeira coisa que querem saber é qual foi o resultado do jogo.”

Dunga, técnico da Seleção Brasileira, em O Estado de S. Paulo

10/10/2014

às 0:00 \ Disseram

Apenas uma opção

“Para a Seleção Brasileira só existe uma alternativa, não importa o adversário que será enfrentado: vencer. É isso que vamos procurar fazer, sempre.”

David Luiz, zagueiro do time, ao afirmar que pretende vencer a Argentina neste sábado, em Pequim

05/10/2014

às 0:00 \ Disseram

Redenção do futebol brasileiro

“Queremos esse jogo, e que seja logo, para espantar o que aconteceu na Copa.”

José Maria Marin, presidente da CBF, referindo-se à revanche que pretende marcar contra a Alemanha, como se ela fosse capaz de apagar da lembrança o vexaminoso 7 a 1 do Mundial

02/09/2014

às 12:00 \ Disseram

O gigante voltou

“O gigante caiu, mas já levantou.”

David Luiz, zagueiro da Seleção Brasileira, ao garantir que o time já se recuperou da humilhação sofrida na Copa do Mundo

29/08/2014

às 6:00 \ Disseram

Queremos o Neymar alegre

“Queremos o Neymar do Santos, criativo, espontâneo, jogador determinante para a Seleção, mas sem perder a alegria dele próprio.”

Dunga, técnico da Seleção Brasileira, ao afirmar que o atacante jogará os dois amistosos nos Estados Unidos no início de setembro

21/08/2014

às 16:44 \ Tema Livre

RESULTADO DA ENQUETE: Maioria esmagadora dos leitores do blog não aprova a escolha de Dunga como técnico da Seleção. Nova enquete já está no ar

(Foto: Getty Images)

Os amigos do blog não gostaram da volta de Dunga (Foto: Getty Images)

Em 21 de julho, com o anúncio que Dunga voltaria a comandar a Seleção Brasileira após o fracasso na Copa de 2010, abrimos nossa enquete — afinal, os leitores do blog aprovam ou não a volta do ex-jogador ao comando da Seleção? Um mês e 5 303 votos depois, eis o que apuramos.

Os resultados não deixaram dúvida: esmagadores 74% das respostas (3 910 votos) foram “não”. Em seguida, com 18% (ou 961 votos), vieram os que aprovaram a escolha. Os 9% restantes se dividiram entre “talvez” (5%, ou 241 votos) e “não sei” (4%, ou 191 votos).

As conclusões não foram surpreendentes, já que a contratação de Dunga foi, em geral, mal recebida.

Nossa nova enquete já está no ar, no lugar de sempre, à direita desta coluna.

O tema é outro — e não poderia deixar de ser a eleição presidencial.

Vamos lá, pessoal, vamos votar!

11/08/2014

às 6:00 \ Disseram

Como transformar o Brasil em uma Alemanha?

“Tivemos, todo mundo sabe, uma série de problemas na gestão do Ricardo Teixeira [na presidência da CBF], que foi excessivamente longa e deixou sombras que o obrigaram a renunciar. Mas foi uma gestão com várias conquistas esportivas. Seria muito melhor que elas tivessem acontecido sem as sombras. Está respondido?”

Galvão Bueno, narrador esportivo da Globo, respondendo às Páginas Amarelas de VEJA à pergunta sobre se, sem mudanças no comando da CBF, achava possível a Seleção dar um salto como deu a Alemanha a partir da Eurocopa de 2000

08/08/2014

às 0:00 \ Disseram

7 a 1 é passado

“Se a Copa do Mundo acabasse nas quartas de final não haveria essas questões. Esse é o futebol (…). Mas isso é parte do passado.”

David Luiz, zagueiro da Seleção Brasileira, agora no Paris Saint-Germain, sobre as dúvidas em relação à sua atuação no Mundial, do qual o Brasil saiu humilhado

03/08/2014

às 6:00 \ Disseram

Gols são meros detalhes

“A bola entrar ou não é um detalhe mínimo.”

Carlos Alberto Parreira, então técnico da Seleção Brasileira, em agosto de 1993; menos de um ano depois, o Brasil conquistaria seu quarto título mundial

31/07/2014

às 16:20 \ Tema Livre

Agora é a vez de Dunga — e o novo treinador da Seleção quer mais jogadores como ele

REABILITAÇÃO — Dunga, de volta depois de perder a Copa da África do Sul: "Quem não ganha está fora"

REABILITAÇÃO — Dunga, de volta depois de perder a Copa da África do Sul: “Quem não ganha está fora”

DUNGA QUER DUNGAS

Entrevista a Leslie Leitão publicada em edição impressa de VEJA

Reconduzido ao comando da seleção, o gaúcho Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, de 50 anos, diz que a derrota nesta Copa mostrou que é preciso mudar o futebol brasileiro, sim, mas “com calma”.

Em seu modo sem sutilezas, estilo que a CBF está tentando suavizar, Dunga reconhece que a maré de craques anda baixa, ataca a Lei Pelé e fala que há muito jogador por aí mais preocupado com a imagem do que com a bola.

“Organização” foi a palavra que mais repetiu nesta entrevista, dada já em sua nova sala, no Rio de Janeiro, onde não faltaram as usuais frases feitas e citações ao ídolo Nelson Mandela.

A VIDA SEM CRAQUES

Convocar um time todo formado por gente muito jovem não vai resolver o problema. Nosso futebol não é terra arrasada. Aquele 7 a 1 contra a Alemanha foi uma fatalidade.

Não acho que seja o caso de começar tudo do zero. É no contato com jogadores mais experientes que os novos experimentam o gosto de vencer e vão crescendo.

Hoje, temos bons atletas que podem até virar craques, mas o Neymar sobressai. Só que talentos como ele, Romário, Ronaldo não aparecem toda hora. Por isso, temos de descobrir mais Dungas, mais Jorginhos e Mauros Silva, para formar um grupo forte, compacto, guerreiro. O importante é ter organização.

MAIS ESFORÇO

Todo mundo fala dos grandes ídolos da Copa de 70 – Pelé, Jairzinho, Carlos Alberto – como se só o talento tivesse levado à conquista da taça. Foi muito mais do que isso: aquela era uma equipe bem organizada, que sabia se defender, sabia atacar e se preparou fisicamente. Em 1994, o time podia não ser tão técnico, mas era organizado, tinha laterais que cruzavam, diversificação de jogo.

Para mim, está claro que precisamos nos esforçar mais. Não podemos botar na cabeça de um menino de 14 anos que ele é gênio, que vai ganhar todas sem marcar nem correr.

ESCOLA ALEMÃ

Na Alemanha, o futebol sempre teve planejamento e contou com ótima estrutura. O que realmente fez a diferença na Copa foi esta safra excepcional de jogadores. Durante toda a competição, o treinador fazia substituições e o padrão continuava igual.

Se o time achar a maneira de jogar, independentemente do técnico, vai ganhar. A Alemanha foi a equipe mais regular do Mundial e mereceu o título. Mas o futebol é engraçado: se a Argentina tivesse vencido aquele jogo, estaríamos todos falando dela. E como é mesmo o futebol na Argentina?

PEDRA NO CAMINHO

Para fazer uma revolução para valer no futebol brasileiro, é preciso começar com uma revisão na Lei Pelé (ela diz que o passe do jogador pertence a ele, e não ao clube).

Antes, o atleta cultivado nas categorias de base chegava ao time principal com 22, 23 anos, quando estava formado técnica, tática e psicologicamente. Agora, aos 18, os que se destacam vão para a Europa. O resultado é ruim para o jogador, que é imaturo e muitas vezes amarga o banco lá fora, e para o clube.

Não dá para investir em 2 000 meninos ao longo de dez, quinze anos, descobrir uma pedra preciosa e, na hora em que ela começa a brilhar, perdê-la.

CHORORÔ DEMAIS

Uma cena de choro como a do jogo contra o Chile pega mal no meio do futebol. Nós somos machistas, temos aquela coisa de que homem não chora, mas precisamos saber respeitar. E, quanto a Thiago Silva não querer bater pênalti, a situação é braba mesmo. Você pensa: se eu errar, não posso mais pisar no Brasil. Ele pelo menos foi honesto e teve coragem de dizer que não estava pronto.

O que não me agradou mesmo foi aquele gesto de chegar todo mundo com “Força, Neymar” escrito no boné. A mensagem que passou foi: perdemos um guerreiro. Só que, se vamos para a guerra, não podemos ficar chorando perdas. Temos é que dar força ao soldado que entrou no lugar.

CLIMA DE “JÁ GANHOU”

Pressão sempre aparece. Em 1994, por exemplo, sentíamos o peso de uma seleção que não conquistava um título fazia mais de duas décadas. A gente sofria com isso. Nesta Copa, a história de que o hexa era nosso atrapalhou. A coisa tomou uma proporção absurda nas ruas.

A verdade é que, desde os 10, 12 anos, o menino já começa a lidar com a pressão no futebol. Não sei se psicólogo resolve. Nada contra, mas somos desconfiados, temos sempre o pé atrás. Dificilmente um jogador vai se abrir em cinco minutos. A primeira coisa que pensa é: “Será que ela vai contar ao treinador o que eu falei?”.

“NÃO GOSTO DE BRINQUINHO”

Tem jogador investindo muito mais na imagem do que no campo. O cara quer colocar dois brinquinhos, um boné torto, e acaba perdendo o foco no trabalho. O jogador fica na mira dos holofotes. Se ganha, tudo bem. Mas, como não vai ganhar sempre, cria uma carga desnecessária de expectativa.

Além disso, quando veste o uniforme da seleção, não existe mais o individual. Os atletas precisam entender. Eu não vou proibir esse tipo de coisa. As pessoas falam que sou durão, mas nunca proibi nada. Só deixo bem claro: “Se vai por esse caminho, assuma as consequências”. O pior é decidir pelos outros.

A DEMISSÃO

Quando fui demitido, depois da derrota na Copa de 2010, fiquei decepcionado. Mas no Brasil é assim: não ganhou, está fora. Faz parte do jogo. Não tenho nenhum arrependimento do meu trabalho com aquela seleção. Falam muito de eu não ter convocado o Adriano, mas tentei. Conversei com ele na Inglaterra e fizemos um trato. Uma semana depois, ele começou a faltar aos treinos no Flamengo e decidi deixá-lo de fora.

Até hoje o povo cobra por eu não ter levado o Neymar e o Ganso para a África do Sul, mas não perdemos pela falta de um ou outro jogador. Perdemos, sim, pelos nossos erros. Agora, o fracasso marca. Veja o que fizeram com o Barbosa, o goleiro da derrota para o Uruguai em 1950. Hoje todo mundo diz que perdoa, mas é pura demagogia. Passaram sessenta anos batendo no cara. E quem vê o lance percebe que nem foi só culpa dele.

O RETORNO

Não vejo nas ruas essa rejeição toda a meu nome que as pesquisas mostram. De dez pessoas entrevistadas, dez estão contra mim. Ora, nem Judas teve isso. Estavam falando que era a vez do Tite. Sempre falam que é a vez de outro. Agora é a minha.

 

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