18/06/2013
às 14:00 \ Política & CiaVaiada na abertura da Copa das Confederações, Dilma não assistirá aos demais jogos do Brasil nem às semifinais. Só estará — sem discurso — na final, no Maracanã, dia 30

Enquanto Blatter falava, a presidente era vaiada no Mané Garrincha. Protocolo do Planalto quer evitar a repetição da cena no Maracanã (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Por Eduardo Bresciani, do jornal O Estado de S. Paulo
Dilma será discreta no Maracanã
A vaia recebida no Estádio Mané Garrincha, em Brasília antes da partida entre Brasil e Japão, não afastará a presidente Dilma Roussef da final da Copa das Confederações, no Maracanã, no dia 30 de junho.
A assessoria do Palácio do Planalto confirmou que ela estará no Rio para acompanhar a decisão. Aliados e integrantes do govemo avaliam que Dilma não deveria aceitar eventual convite para discurso ou até pedir para não aparecer no telão para evitar novos apupos.
A manifestação do público foi avaliada por petistas e assessores como um ato desvinculado de motivações políticas. “É um jeito moleque do torcedor brasileiro. Qualquer político que fosse ao estádio e anunciassem o nome seria recebido da mesma forma”, resumiu o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). A previsão já era de a presidente comparecer a apenas dois jogos, a abertura e a final.
Ela não deverá estar presente nesta semana nas partidas do Brasil em Fortaleza, na quarta-feira, e em Salvador, no sábado, nem nas semifinais. Dilma fará, inclusive, uma viagem ao Japão na próxima semana e chegará de volta ao país já no dia da decisão do torneio no Maracanã.
A vaia deverá apenas fazer com que o governo brasileiro aumente a preocupação com o protocolo.
Aliados da presidente defendem que seja evitada nova situação que a exponha a manifestações negativas. “Estádio não é ambiente para discurso, é um público arredio a político e acostumado a vaiar porque já faz isso com os times”, observa o deputado Vicente Cândido (PT-SP), dirigente da Federação Paulista de Futebol
A intenção dos aliados é solícitar à FIFA que a presença seja tratada de forma discreta. Além de evitar o microfone, anúncios da presença e imagens dela no telão não deveriam ser mostradas, na visão de pessoas próximas a Dilma. O líder do PT na Câmara, porém, acredita não ser necessária tanta preocupação, não devemos perder o sono, foi algo contra a política em geral, não contra ela, avalia Guimarães.
O ex-capitão da seleção brasileira e hoje membro do Comitê Técnico da FIFA, Cafu, admite que a vaia que a presidente Dilma Rousseff recebeu “não repercutiu muito bem”, mas alertou que essa era a voz do povo brasileiro”.
Em coletiva de imprensa, Cafu respondeu a uma questão do Estado sobre a situação vivida por Dilma no sábado, “Ela é a presidente do Brasil, é a autoridade máxima, que sem sombra de dúvida impõe respeito”, disse. “Mas é o povo brasileiro e não dá para conter a todos. É uma situação desagradável, é uma situação ruim e não repercutiu muito bem. Mas é a voz do povo brasileiro”, declarou.
Durante a vaia, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, deu uma bronca na torcida, pedindo que o público respeitasse a presidente e que adotasse uma posição de “fair-play”. O cartola foi ignorado. A assessoria de imprensa da Fifa questionada sobre o motivo pelo qual Blatter teria dado a bronca na torcida, se recusou a fazer comentários.
Tags: Brasília, Cafu, Copa das Confederações, Dilma Rousseff, FIFA, Fortaleza, José Guimarães, Joseph Blatter, Maracanã, Salvador, Seleção Brasileira, vaia, viagem ao Japão, Vicente Cândido




































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