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Seleção Brasileira

18/06/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Vaiada na abertura da Copa das Confederações, Dilma não assistirá aos demais jogos do Brasil nem às semifinais. Só estará — sem discurso — na final, no Maracanã, dia 30

 

Enquanto Blatter falava, a presidente era vaiada no Mané Garrincha. Protocolo do Planalto quer evitar a repetição da cena no Maracanã (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Por Eduardo Bresciani, do jornal O Estado de S. Paulo

Dilma será discreta no Maracanã

A vaia recebida no Estádio Mané Garrincha, em Brasília antes da partida entre Brasil e Japão, não afastará a presidente Dilma Roussef da final da Copa das Confederações, no Maracanã, no dia 30 de junho.

A assessoria do Palácio do Planalto confirmou que ela estará no Rio para acompanhar a decisão. Aliados e integrantes do govemo avaliam que Dilma não deveria aceitar eventual convite para discurso ou até pedir para não aparecer no telão para evitar novos apupos.

A manifestação do público foi avaliada por petistas e assessores como um ato desvinculado de motivações políticas. “É um jeito moleque do torcedor brasileiro. Qualquer político que fosse ao estádio e anunciassem o nome seria recebido da mesma forma”, resumiu o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). A previsão já era de a presidente comparecer a apenas dois jogos, a abertura e a final.

Ela não deverá estar presente nesta semana nas partidas do Brasil em Fortaleza, na quarta-feira, e em Salvador, no sábado, nem nas semifinais. Dilma fará, inclusive, uma viagem ao Japão na próxima semana e chegará de volta ao país já no dia da decisão do torneio no Maracanã.

A vaia deverá apenas fazer com que o governo brasileiro aumente a preocupação com o protocolo.

Aliados da presidente defendem que seja evitada nova situação que a exponha a manifestações negativas. “Estádio não é ambiente para discurso, é um público arredio a político e acostumado a vaiar porque já faz isso com os times”, observa o deputado Vicente Cândido (PT-SP), dirigente da Federação Paulista de Futebol

A intenção dos aliados é solícitar à FIFA que a presença seja tratada de forma discreta. Além de evitar o microfone, anúncios da presença e imagens dela no telão não deveriam ser mostradas, na visão de pessoas próximas a Dilma. O líder do PT na Câmara, porém, acredita não ser necessária tanta preocupação, não devemos perder o sono, foi algo contra a política em geral, não contra ela, avalia Guimarães.

O ex-capitão da seleção brasileira e hoje membro do Comitê Técnico da FIFA, Cafu, admite que a vaia que a presidente Dilma Rousseff recebeu “não repercutiu muito bem”, mas alertou que essa era a voz do povo brasileiro”.

Em coletiva de imprensa, Cafu respondeu a uma questão do Estado sobre a situação vivida por Dilma no sábado, “Ela é a presidente do Brasil, é a autoridade máxima, que sem sombra de dúvida impõe respeito”, disse. “Mas é o povo brasileiro e não dá para conter a todos. É uma situação desagradável, é uma situação ruim e não repercutiu muito bem. Mas é a voz do povo brasileiro”, declarou.

Durante a vaia, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, deu uma bronca na torcida, pedindo que o público respeitasse a presidente e que adotasse uma posição de “fair-play”. O cartola foi ignorado. A assessoria de imprensa da Fifa questionada sobre o motivo pelo qual Blatter teria dado a bronca na torcida, se recusou a fazer comentários.

15/06/2013

às 12:15 \ Tema Livre

A Seleção Brasileira pode até não convencer, mas chega para a Copa das Confederações como única tricampeã do torneio e deve ser respeitada. Em VÍDEOS, relembre os últimos dois títulos

Seleção-Brasileira-copa-das-confederações

A Seleção posa antes da vitória por 3 x 0 contra a França na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no último domingo. Em pé: Júlio César, Fred, David Luiz, Hulk e Thiago Silva; Agachados: Oscar, Daniel Alves, Neymar, Marcelo, Paulinho e Luiz Gustavo (Foto: Jefferson Bernardes - VIPCOMM)

Por Daniel Setti

A Seleção Brasileira chega para a disputa da Copa das Confederações, que começa hoje, sob olhares desconfiadíssimos do torcedor.

Pesam, além de fatores extra-campo como a rejeição pela CBF e ao superfaturamento e atraso na entrega dos estádios, os critérios puramente futebolísticos.

Convenhamos: há muito tempo a Canarinho decepciona dentro das quatro linhas, e os exemplos retrospectivos vêm desde os fracassos nas Copas do Mundo de 2006 e 2010 ao futebol burocrático que o elenco atual comandado por Felipão e Parreira tem exibido.

A pentacampeã é, também, tricampeã

No entanto, é sempre imprescindível respeitar a pentacampeã do mundo. E não apenas por jogar em casa – embora isso possa se tornar um potente fator contra, a julgar pelas recentes vaias e “caxiroladas” -, mas principalmente por nosso currículo nesta “Champions League de seleções”.

Ganhador em 1997 (na Arábia Saudita), 2005 (na Alemanha) e 2009 (África do Sul), o Brasil é o único tricampeão do torneio. A França vem em seguida, com dois canecos. Tudo bem que até hoje foram apenas seis edições – entre as organizadas pela FIFA -, mas sem dúvida é contundente do que ganhar a metade delas.

Se considerarmos, ainda, que só desde 2005 vale o formato atual, disputado uma vez a cada quatro anos no país sede do Mundial seguinte, reunindo os melhores de cada confederação continental, o vencedor da última Copa e o próximo anfitrião, somos os únicos “campeões legítimos” da Copa das Confederações. Bicampeões, aliás.

Se o estilo de jogo convence ou não, aí são outros quinhentos. Mas por hora, não custa revermos resumos dos dois últimos títulos:

Copa das Confederações 2005 – Tudo ia mal após um empate com o Japão e uma derrota para o (algoz) México.

Mas a equipe de Parreira acabou entrando nos eixos batendo na semifinal os sempre poderosos alemães, donos da casa, e goleando espetacularmente eles, os argentinos, no final (4×1). O vídeo é curiosamente nostálgico por trazer, por exemplo, o depois prematuramente arruinado Adriano no auge de sua forma:

Copa das Confederações 2009 – A campanha dos soldados de Dunga, liderados por Kaká e Luís Fabiano, teve menos sobressaltos e incluiu uma vitória sobre a Itália na fase de classificação.

Esperava-se um confronto histórico com os espanhóis na final, mas La Roja caiu diante dos EUA antes da hora. Os americanos, por sua vez, se mostraram um adversário duríssimo na emocionante decisão, abrindo 2×0 no placar, só revertido a duras pena com gol de cabeça do então capitão Lúcio:

29/05/2013

às 19:19 \ Tema Livre

FUTEBOL: Tempo exíguo, quase miserável, de preparo da Seleção para a Copa das Confederações é um desafio e tanto para Felipão

Felipe Melo e Felipão (Fotos: AP :: Mowa Press)

Felipe Melo: satisfeito com os poucos dias de preparação da Seleção Brasileira de Felipão (Fotos: AP :: Mowa Press)

Participanto hoje do excelente programa esportivo Arena SporTV, o volante Felipe Melo, que está voltando para o Juventus da Itália depois de ser emprestado ao Galatasaray da Turquia, manifestou sua satisfação pelo “bom tempo de treinamento” que a Seleção Brasileira terá antes da Copa das Confederações.

Felipe Melo já atuou diversas vezes pela Seleção, embora não esteja entre os atuais convocados de Felipão, e é um jogador experiente.

Mas Deus do céu! A Copa começa já no próximo dia 15, e ainda faltam jogadores para se apresentar.

Sabem quando foi o primeiro treino da seleção?

HOJE!

Sabem com quantos jogadores, dos 23 convocados, Felipão contou?

Só dezesseis!

Vamos comparar com a preparação ideal, a melhor de todos os tempos, feita com a Seleção de 1970, que levou o tri no México.

Claro que não é justo, ao pé da letra, comparar uma coisa e outra: a muito mais modesta Copa das Confederações é muito diferente de uma Copa do Mundo — sobretudo daquela, que o Brasil queria levar a qualquer custo, por ter sido bicampeão em 1958 e 1962, por ter perdido em 1966 com jogadores fabulosos mas péssimo preparo, e por ser a última Copa do inigualável Pelé.

Mas lembro 1970 só para tornar mais aguda a comparação.

Zagalo, que herdou terreno fértil do demitido João Saldanha — vencedor invicto, sem perder um ponto sequer, das eliminatórias com suas “Feras do Saldanha” — dispôs de TRÊS MESES para chegar ao time ideal.

A Seleção embarcou para o México, sede da Copa, com um mês de antecedência, para aclimatar os jogadores à questão da altitude.

Não por acaso, além dos craques extraordinários daquele time inesquecível, o Brasil apresentou, disparado, o melhor preparo físico naquela Copa — a cargo, é sempre bom lembrar, do hoje supervisor Carlos Alberto Parreira, e também do injustamente esquecido Cláudio Coutinho, que depois se tornou um brilhante técnico de futebol. (Morreu prematuramente aos 41 anos, num acidente de mergulho, em 1981).

Sabemos que é impossível para qualquer seleção dispor de um prazo desses no cada vez mais profissional e exigente futebol de hoje.

Felipe Melo deve estar elogiando esse período curtíssimo de tempo porque o calendário europeu, embora sempre elogiado perto da bagunça brasileira, é de extenuar jogadores e comissões técnicas: os melhores times da Europa em geral disputam três certames simultaneamente — o campeonato de seu país, a Liga de Campeões e a copa respectiva (Copa do Rei, na Espanha, FA Cup na Inglaterra, Copa da Itália e assim por diante).

Ainda assim, essas magras duas semanas para alcançar um time serão um desafio e tanto para Felipão.

 

19/05/2013

às 20:13 \ Disseram

Felipão: “O que adianta eu agradar A, B ou C e ter dor de barriga?”

“O que adianta eu agradar A, B ou C e ter dor de barriga?”

Felipão, técnico da Seleção Brasileira de futebol, sobre seus critérios de escalação

01/05/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEO DE FUTEBOL – Conheçam a “Bombonera alemã”, o incrível estádio do Borussia Dortmund, desde ontem finalista da Liga dos Campeões da Europa. Lá, o Brasil é freguês

Signal-Iduna-Park

Jogadores do Borussia Dortmund agradecem apoio da torcida após jogo: não é qualquer um que encara o Signal-Iduna Park lotado (Foto: EFE)

Apesar da derrota de ontem para o Real Madrid por 2 x 0, no fervilhante Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, que timaço, o do Borussia Dortmund, não? Aqueles 4 x 1 sobre o Real na semana passada foram espantosos. E, com uma defesa de ferro, em que se sobressai o zagueirão Hummels, cobiçado pelo Barcelona, um técnico ousado e criativo, craques como Götze ou Lewandowski, um futebol veloz moderno e — vejam bem — uma média de idade de apenas 24 anos, esse time, se não for desmontado, vai longe.

A caminhada passará por duro teste no dia 25 de maio, finalíssima do melhor campeonato de clubes do mundo, a Liga dos Campeões da Europa.

Se a torcida do Real ontem teve um comportamento espetacular, a do Borussia, na semana passada, não foi diferente. Chama a atenção o impressionante estádio do time, Signal-Iduna Park, que mais lembra um “alçapão” sul-americano clássico como La Bombonera, do argentino Boca Juniors, do que as típicas arenas europeias.

Parede humana

Signal-Iduna

Parece La Bombonera, mas não é (Foto: Borussia Dortmund)

Imenso, o estádio tem capacidade de até 80 mil espectadores, e por isso é considerado o maior da Alemanha e um dos maiores da Europa (dependendo do critério, chega a ser o quarto). Seus dois níveis de arquibancadas são altíssimos e bastante inclinados, o que gera uma “parede” humana negra e amarela  – as cores do clube – de intimidar qualquer equipe grande.

A estes elementos se agrega a fidelidade dos torcedores, que sempre lotam suas dependências: na temporada 2011-2012 quebraram recorde germânico com o total de 1,37 milhões espectadores.

Tudo isso ajuda a entender a presença do Borussia Dortmund no 13º lugar da recém-publicada lista da revista Forbes de clubes de futebol mais ricos do mundo (a mesma que trouxe o Corinthians em 16º).

A Seleção Brasileira jogou lá – em duas copas 

Signal-Iduna

O estádio em foto de arquivo de data desconhecida, quando ainda se chamava Westfalenstadion e não passara pela reforma para a Copa de 2006

A semifinal do Borussia Dortmund contra o primeiro colocado deste ranking de times ricos, o Real Madrid de José Mourinho, não foi, é claro, a primeira vez que este estádio recebeu um grande evento futebolístico.

Erguido em 1974 com o nome Westfalenstadion, em referência ao Estado alemão de Renânia do Norte-Vestfália – do qual Dortmund faz parte – foi sede das duas copas organizadas pelos alemães, a daquele ano e a de 2006 (já rebatizada).

Os brasileiros com memória talvez recordarão: na copa de 1974, a Holanda de Johan Cruyff despachou o Brasil lá; trinta e dois anos depois, em 2006, a Seleção teve mais sorte, vencendo as partidas contra o Japão (4×1) e Gana (3 x 0) no estádio.

Venda e recompra

Borussia-estádio

Vista aérea do estádio em imagem recente (Foto: Borussia Dortmund)

Curiosamente, o clube quase chegou ao mundial de 2006 sem ser mais o dono do estádio. Com graves problemas financeiros, em 2002 o Borussia teve que vender o Westfalenstadion para um grupo de investidores.

A solução só viria três anos depois quando seus dirigentes chegaram a um acordo para a recompra em parcelas, reforma e a venda dos naming rights da arena, ou seja, a atribuição do nome de uma empresa ao estádio em troca de pagamento. Até 2021 ela se chamará Signal-Iduna Park, o nome de uma companhia de seguros alemã em troca de quantia estimada em 4,5 ou 5 milhões de euros anuais (algo entre 11,8 e 13 milhões de reais).

Assistam abaixo a um vídeo produzido pelo clube para mostrar as dependências do Signal-Iduna Park e a festa promovida pela torcida. Para quem pensava que os alemães eram “frios” neste quesito, recomendo saltar diretamente ao tempo 4’20” do clipe.

03/04/2013

às 17:00 \ Tema Livre

Quando é que Felipão vai deixar a postura de lorde inglês e voltar a ser ele mesmo? Onde está o Felipão incendiário e motivador?

Felipão, técnico da Seleção, em dois momentos: classificando para a final contra a Alemanha, na Copa de 2002, e no jogo contra a Rússia, no dia 25 passado (Fotos: Juca Varella / Folhapress :: Reuters)

Felipão, técnico da Seleção, em dois momentos: um fleugmático Luiz Felipe Scolari no amistoso contra a Rússia, no dia 25 passado, e o Felipão incendiário, que motiva e empurra o time, comemorando a ida do Brasil para a final contra a Alemanha na Copa de 2002 (Fotos: Juca Varella / Folhapress :: Reuters)

A Seleção Brasileira que se prepara para a Copa das Confederações, como passo importante no caminho da Copa de 2014, no Brasil, pode ter vários problemas.

Falta, é claro, definir um time-base. Falta saber se, nela, cabe Kaká, ou Ronaldinho Gaúcho — ou cabem os dois, pelo menos num banco luxuoso.

Falta saber qual será, afinal, o esquema tático utilizado, e falta que conheçamos suas eventuais variações.

Para mim, no entanto, como modesto observador, mas como titular do posto indiscutível de torcedor, o que está mesmo faltando, antes de tudo, é Felipão ser Felipão.

O fleugmático Luiz Felipe Scolari que aparece sentado no banco, tendo ao lado seu fiel escudeiro Murtosa, em amistosos como a derrota contra a Inglaterra e os empates contra a Itália e a Rússia, a meu ver, tem muito pouco a ver com o Felipão que foi chamado para resolver o problema da Seleção.

O Felipão incendiário, motivador, cheio de paixão e fúria, que não para um minuto sossegado na área técnica, que morde com energia, mas assopra com habilidade, o Felipão que grita, que comemora, que despeja palavrões e cujo grande dom é a capacidade de montar um time lutador e solidário — chamem-no ou não de “família Scolari” –, o Felipão que, montado o time, o empurra a cada minuto de cada partida, esse Felipão anda ausente.

Felipão lorde inglês não vai ganhar Copa alguma. Já o outro Felipão, se voltar, tem boas chances.

02/04/2013

às 16:14 \ Tema Livre

FUTEBOL – O gol que Pelé não fez na Copa de 70… mas que outros conseguiram depois, em diferentes e incríveis versões

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Boquiabertos, torcedores do Everton acompanham o esforço em vão de Adam Bogdan, do Bolton, em evitar o gol; o autor do disparo fora Tim Howard, arqueiro do Everton, desde sua própria área (Foto: Alex Livesey - Getty Images)

A mitologia em torno do desempenho de Pelé na Copa de 1970 não gira em torno apenas de seus majestosos gols, nem de seu comando sobre a equipe brasileira, considerada por muitos a melhor de todos os tempos.

Tão inesquecíveis quanto as jogadas do Rei que acabaram na rede foram as suas tentativas “frustradas” que, embora não resultassem em gol, entraram para a história.

Estamos falando, logicamente, do maravilhoso lance da partida de estreia contra a extinta Checoslováquia, vencida pela Seleção por 4 a 1, na qual o camisa 10 tenta encobrir o goleiro adversário, Viktor, com um tirombaço de trás do meio de campo, e por centímetros não consegue.

E também das duas obras-primas inacabadas protagonizadas pelo Atleta do Século na semifinal, em que o Brasil bateu o Uruguai por 3 a 1: o eterno drible no recém-falecido (e extraordinário) goleiro Mazurkiewicz sem utilizar as pernas – Pelé chutaria depois raspando a trave – e a pancada de primeira, em rebote a um tiro de meta, que o mesmo Mazurkiewicz defenderia. Relembrem as três pinturas abaixo:

Pois bem, jogadas como estas duas últimas seguem um tabu no futebol. Ninguém conseguiu concretizá-las. Já marcar desde a linha do campo de defesa aconteceu diversas vezes no futebol mundial. Incluindo de cabeça e pelos pés de não um, mas dois goleiros. Confiram os 5 melhores exemplares:

5- Nikita Korzun (Seleção da Bielorrússia sub-18)

Aconteceu há pouco, em 10 de janeiro de 2013. As equipes sub-18 de Bielorrússia e Bélgica disputavam amistoso quando este jovem de apenas 17 anos percebeu o defensor da meta oponente adiantado. O resto já é história.

4-Diego (Werder Bremen)

Verdadeiro grande jogador do Santos campeão brasileiro de 2002 – embora Robinho tenha levado a fama –, Diego teria posteriormente grande passagem pelo Werder Bremen (atualmente defende outro clube alemão, o Wolfsburg). Um dos pontos altos foi este golaço conseguido após chute de 62,5 metros de distância do gol. Em confronto contra o Aachen ocorrido em 20 de abril de 2007.

3-Jone Samuelsen (Odd Grenland, da Noruega)

O fraco campeonato norueguês ganhou as manchetes mundiais em 25 de setembro de 2011, quando Jone Samuelsen, do Odd Grenland, anotou um inacreditável tento, o terceiro de seu time contra o Tromsø. Após tentativa desesperada do goleiro rival de empatar cabeceando na área – uma das mais deliciosas modalidades do folclore futebolístico -, Samuelsen quis afastar o perigo de qualquer maneira com um forte cabeceio. Mal sabia ele que a pelota percorreria 57,3 metros de distância rumo ao gol vazio do Tromsø. O presidente do Odd quis até que a façanha fosse registrada no livro Guinness dos recordes.

2-Jung Sung-Ryong (Goleiro da seleção da Coreia do Sul sub-23)

Nem Nelson Rodrigues, cujas primordiais crônicas futebolísticas beiravam o realismo fantástico, imaginaria um gol como este, gerado a partir de um despretensioso “chutão” de goleiro disparado pouco à frente da linha da área. O responsável pelo épico movimento foi Jung Sung-Ryong, então guarda-metas da seleção sub-23 da Coreia do Sul – e posteriormente titular da equipe principal do país na Copa de 2010 – em amistoso contra a Costa do Marfim a 27 de julho de 2008. Entrou para o Guinness pela marca de 85 metros.

1-Tim Howard (Goleiro do Everton, da Inglaterra)

A alegria de Sung-Ryong, porém, durou pouco. Em mais uma prova de que os recordes existem para serem quebrados, Tim Howard, goleiro da seleção americana e do Everton inglês, superou o sul-coreano em 8 metros ao marcar desde dentro de sua própria área. Em partida entre Everton e Bolton, em 4 de janeiro de 2012. E percebam que o colega do outro lado nem estava tão adiantado assim…

 

31/03/2013

às 16:00 \ Política & Cia

ROMÁRIO ATIRA DE NOVO — e bate duro: “A eleição na CBF vai ser comprada”

O deputado Romário, o "Baixinho" tetracampeão mundial em 1994, em seu gabinete na Câmara (Alan Marques / Folhapress)

Do site de VEJA

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade.

Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF e afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a próxima eleição presidencial da CBF “vai ser comprada”.

No final do ano passado, Romário protocolou na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. E, ao ser questionado se acredita não haver interesse do governo em investigar a entidade, ele respondeu:

– Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.

O ex-jogador, campeão mundial pelo Brasil em 1994, destacou que “é tudo muito nebuloso na CBF” e, ao comentar o fato de que as eleições na entidade são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas, soltou: “A próxima eleição (em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.”

Romário ainda apontou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, como um nome de sua preferência para assumir a CBF. Ele disse que o dirigente “tem seus defeitos e problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo”. “Se ele se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.”

Chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira

Romário também disse que chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira no comando da CBF, embora o tenha criticado muito. “É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.”

Sobre a possibilidade de Del Nero assumir a CBF, na eventualidade da saída de José Maria Marin, Romário fez sérias acusações ao dirigente: “Ele (Del Nero) é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.”

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Romário disse defender o voto das federações e dos “mais de 200 clubes” filiados à CBF para eleger o presidente da entidade, e não apenas dos times que fazem parte da Série A do Brasileiro, conforme prevê o estatuto do organismo.

“Deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”

Romário admitiu estar descrente com a possibilidade de Marin ser afastado da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, após ter pedido para a Fifa tirá-lo destes cargos.

“Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem de sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

28/03/2013

às 21:31 \ Tema Livre

VOTE NA NOSSA ENQUETE: Você acha que o técnico Felipão ainda dá jeito na Seleção Brasileira até o início da Copa das Confederações, em junho?

Felipão, durante coletiva antes da partida contra a Rússia em Londres (Foto: Glyn Kirk / AFP)

O técnico Felipão antes da partida contra a Rússia, em Londres (Foto: Glyn Kirk / AFP)

A nossa nova enquete já está no ar. Queremos saber se vocês acham que Felipão, o técnico do pentacampeonato, em 2002, terá tempo de deixar no ponto a Seleção Brasileira que disputará a Copa das Confederações, estreando contra o Japão, no dia 15 de junho, em Brasília.

Desde que Felipão voltou ao comando da Seleção, há quatro meses, o Brasil disputou três amistosos contra adversários difíceis, perdendo para a Inglaterra, em Londres, por 2 a 1, e empatando com a Itália (2 a 2) em Genebra e com a Rússia (1 a a), novamente em Londres.

Antes da Copa das Confederações, a Seleção ainda enfrentará, em amistosos, a Bolívia, em Santa Cruz de la Sierra e, depois, em diferentes cidades brasileiras, o Chile, a Inglaterra e a França.

Até lá, vocês acham que o técnico terá tempo de acertar a mão para a competição? Votem à direita do blog, no local destinado às enquetes.

Se quiserem, comentem aqui.

28/03/2013

às 16:12 \ Tema Livre

RESULTADO DA ENQUETE: Nossos leitores indicam que, em matéria de Papa, não há rivalidade entre Brasil e Argentina

Recém-eleito, o argentino Jorge Bergoglio, papa Francisco, celebra a tradicional missa do Domingo de Ramos, na praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Andrew Medichini / AP)

Recém-eleito, o argentino Jorge Bergoglio, papa Francisco, celebra a tradicional missa do Domingo de Ramos, na praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Andrew Medichini / AP)

Parecia até que eram semifinais de uma Copa do Mundo: entre os alegados concorrentes, um italiano, Dom Angelo Scola, cardeal-arcebispo de Milão; um brasileiro, Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo; e um africano, o ganês Dom Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz. 

E, como o mundo inteiro sabe, deu uma tremenda zebra: um papa argentino, o primeiro latino-americano a chegar ao Trono de Pedro. O papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, foi eleito em dois dias.

Brincadeiras à parte, perguntamos aqui no blog: Você ficou satisfeito com a eleição de um Papa argentino? e, diferentemente do que ocorre no futebol, a maioria, 57%, com 1820 votos, disse que sim, e apenas 11% (364 votos) responderam não. Naturalmente, os 29%, ou 937 votos, que assinalaram a opção  “me é indiferentetambém não se opuseram à escolha. Apenas 3%, ou 83 pessoas disseram não saber o que pensar sobre o assunto.

Computamos 3.203 votos no total.

Agora a pergunta é outra, e desta vez sim, de futebol.

Diga lá: Você acha que o técnico Felipão ainda dá jeito na Seleção Brasileira até o início da Copa das Confederações, em junho?

Responda à enquete logo ali, do lado direito.

 

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