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mensalão

20/10/2014

às 18:25 \ Política & Cia

Se o governo Dilma quisesse mesmo combater a corrupção, começaria por se distanciar dos corruptos

(Foto: AFP)

Debaixo dos narizes de Dilma e Lula, que “não sabiam de nada”, ocorreram os piores escândalos de corrupção da história do Brasil (Foto: AFP)

A DESMORALIZAÇÃO VINDA DA CORRUPÇÃO

Por Aloísio de Toledo César

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

É profundamente desanimador comprovar pelas rádios, pelas televisões e pelos jornais que a nossa democracia, conquistada após tanto sofrimento, vem sendo conspurcada, violentada, humilhada por um grupo de pessoas que chegou ao poder e age de forma absolutamente imoral, como se pretendesse destruir nossos valores e abalar nossas instituições.

Isso não se dá por incompetência e inabilidade dos administradores públicos, mas por ação consciente e programada do partido político que defende o crescimento do Estado, nas mãos dele, o que certamente resultaria no estrangulamento da iniciativa privada e da imprensa, como vemos ocorrer na Venezuela, na Argentina e no Equador.

Se incompetência e inabilidade constituíssem crime, a penitenciária de Papuda estaria bem mais cheia e José Dirceu e outros do mensalão teriam de dividir espaço com os iguais da Petrobras. Mas furto de dinheiro público e corrupção, ativa e passiva, são crimes, de tal forma que é só uma questão de tempo: essa turminha sem escrúpulos vai viver o mesmo tormento e ter o mesmo destino dos iguais que fizeram o mensalão.

A sociedade brasileira, e cada um de nós, tem o direito de acompanhar a punição desses delitos, que devem ser investigados em profundidade, doa a quem doer. A loucura incontida de avançar sobre dinheiro público é traço marcante do grupo que conquistou o poder 12 anos atrás. Sob a alegação hipócrita de ser necessário implantar um projeto nacional em favor dos mais pobres, a ação de seus integrantes passou a ter como alvo principal os órgãos e empresas estatais onde rola muito dinheiro.

Se tivessem sido indicadas pessoas competentes e honestas para esses cargos, certamente não seria possível cobrar as comissões das empreiteiras e enriquecer o grupo. Essa foi a razão de terem sido nomeadas pessoas da pior espécie, essas que hoje ocupam as páginas políticas, quando, em verdade, deveriam estar nas páginas policiais, porque se tornou notória a ocorrência dos crimes praticados.

Nossas leis punem tais crimes, mas, em razão da necessidade do devido processo legal, do contraditório e de ampla defesa, esses péssimos brasileiros talvez consigam empurrar o desfecho de decisão condenadora por alguns anos.

Depoimentos feitos perante juiz federal demonstraram que o detido ex-diretor da Petrobras concordou em devolver milhões de dólares que escondia no exterior. Por essa conduta se torna fácil imaginar como devem estar recheados os bolsos dos demais que receberam a propina. O volume de beneficiados pela farra naquela estatal é muito maior e envolve, como tantas vezes divulgado, elementos da cúpula do Partido dos Trabalhadores.

O assunto é grave e não pode ser esquecido. Se não se concretizar a necessária punição, prevista em lei, restará a ideia da impunidade e do prevalecimento da esperteza.

O incrível é que, entre tantos beneficiados, somente dois estejam na cadeia.

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16/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Dependendo do interesse de Dilma, a Polícia Federal ou é autônoma ou precisa de sua autorização para fazer investigações. A verdade: não precisa, não!

(Foto: Agência Brasil)

A presidente Dilma afirma ter “dado liberdade” à Polícia Federal para investigar denúncias de corrupção na Petrobras, mas a verdade é que ela não pode interferir: as prerrogativas da PF não vêm dela oude ninguém, mas da Constituição (Foto: Agência Brasil)

DILMA E A POLÍCIA FEDERAL

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo

Para tentar impedir que o escândalo do mensalão e as denúncias de corrupção contra o governo respinguem sobre sua campanha pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff vem alegando que concedeu à Polícia Federal (PF) total liberdade para investigar as denúncias de corrupção na Petrobras, inclusive orientando-a a instaurar inquéritos criminais e a adotar medidas para acabar com o uso de caixa 2 pelos partidos políticos e esquemas de lavagem de dinheiro para financiar campanhas eleitorais.

O argumento foi usado por ela em um dos últimos debates entre os presidenciáveis. “Eu dei autonomia à PF para prender o senhor Paulo Roberto e os doleiros todos”, afirmou na ocasião.

O mesmo argumento também foi repetido nos programas do PT durante o horário eleitoral, que deram a entender ter sido Dilma a primeira inquilina do Palácio do Planalto a ter colocado a PF a serviço do combate à corrupção e dos ilícitos cometidos em empresas estatais.

A propaganda do PT é enganosa e a fala de Dilma carece de consistência técnico-jurídica, deixando claro o quanto ela desconhece a Constituição que há quatro anos jurou cumprir.

Em palestra para cerca de 200 estudantes e professores de Direito de uma universidade de Brasília, quando discorreu por mais de uma hora sobre reforma política, financiamento de campanha eleitoral, compra de votos, corrupção e fortalecimento do regime democrático, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa enfatizou esse ponto.

“Não é a presidente da República que manda prender. Ela tem, no máximo, poderes para não interferir na atuação do órgão”, disse Joaquim Barbosa, confessando-se “surpreso” com o desconhecimento generalizado de direito constitucional por parte dos políticos – inclusive Dilma.

Essa foi uma crítica sutil às afirmações não só da presidente da República, mas também a recentes declarações do vice-presidente, Michel Temer, e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Eles haviam protestado contra a vistoria, por agentes da PF, de um avião da campanha do senador Edison Lobão Filho, candidato ao governo do Maranhão e filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acusando a corporação de ter sido “instrumentalizada para atingir candidaturas legitimamente constituídas”.

Na ocasião, Dilma – que hoje elogia as ações da PF – criticou a corporação. “Qualquer órgão integrado por pessoas pode cometer um erro. Mas autonomia não significa autonomia para cometer coisas incorretas. Uma das coisas que a gente tem que garantir, principalmente em processos eleitorais, é que órgãos governamentais não sejam usados em proveito de um ou outro candidato”, afirmou Dilma, com sua maneira tortuosa de se expressar, e de certo modo endossando a tese de que a ação de busca e apreensão executada pela PF teria tido o objetivo de “constranger” e “intimidar” políticos peemedebistas maranhenses.

Na realidade, como afirma o ex-ministro Joaquim Barbosa, a Polícia Federal é um órgão de Estado e não precisa de qualquer autorização presidencial para exercer suas atribuições funcionais.

Pela Constituição, ela tem competência para promover investigações independentes, mesmo quando os investigados sejam políticos da base do governo ou mesmo integrantes da administração direta e indireta.

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15/10/2014

às 6:00 \ Disseram

O epílogo

“O mensalão foi o prefácio, agora o Brasil está lendo o epílogo.”

Roberto Jefferson, ex-deputado que denunciou o mensalão, referindo-se às denúncias de corrupção na Petrobras

04/10/2014

às 16:00 \ Política & Cia

ELIO GASPARI: Como, em plena democracia, se pode tentar impedir um ex-presidente do STF de trabalhar?

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Responsável pela condenação dos réus do mensalão, como poderia Joaquim Barbosa ser impedido de advogar? (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

HÁ ALGO NO AR ALÉM DOS AVIÕES DE CARREIRA

O presidente da seccional de Brasília da OAB quer proibir o ex-ministro Joaquim Barbosa de advogar

Artigo publicado no jornal O Globo

elio gaspariDe acordo com o paragrafo 1º ao artigo 5º do Ato Institucional nº 5, o presidente da República podia “fixar restrições ou proibições (…) ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados”.

Com base nisso, o marechal Arthur da Costa e Silva proibiu que os jornalistas Antonio Callado e Léo Guanabara exercessem a profissão.

Mesmo para tempos de treva, a medida foi vista como uma exorbitância e o presidente revogou-a pouco depois.

Agora, em pleno regime democrático, o advogado Ibaneis Rocha Barros Junior, presidente da seccional de Brasília da Ordem dos Advogados do Brasil, pediu a impugnação do pedido de inscrição de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. Sem registro na OAB um bacharel em direito não pode advogar.

O doutor justificou seu pedido mencionando episódios em que, segundo ele, Barbosa ofendeu e prejudicou a classe dos advogados. Em todos os casos, o ministro agiu no exercício de função pública e em nenhum deles teve sua conduta condenada pelos poderes competentes.

Felizmente, os tempos atuais são diferentes da treva que baixou sobre o país em 1968. O pedido de impugnação é uma iniciativa legítima e precisará ser ratificada por uma instância superior.

Do ponto de vista curricular, o doutor Ibaneis chegou à presidência da seccional da OAB de Brasília com menos títulos que o professor Luís Antônio da Gama e Silva, ministro da Justiça e redator do AI-5.

“Gaminha” havia sido reitor da Universidade de São Paulo e diretor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Era um liberticida a serviço de uma causa. Achava que proibindo Callado e Leo Guanabara de exercer a profissão de jornalista contribuía para assegurar uma “autêntica ordem democrática”. Afinal, foi isso que escreveu no preâmbulo do Ato Institucional. Essa “ordem democrática” expulsou do Supremo Tribunal os ministros Evandro Lins e Vitor Nunes Leal, mas não os impediu de advogar.

O doutor Ibaneis certamente acredita que a ordem jurídica brasileira e a própria advocacia terão a ganhar negando a um ex-presidente do Supremo Tribunal o direito de advogar. Há pessoas que aplaudem Barbosa na rua e há aqueles que o detestam. Em todos os casos, a opinião que se faz dele relaciona-se acima de tudo com a conduta que teve no STF ao relatar e presidir o julgamento dos réus do mensalão.

O pedido do presidente da seccional da OAB de Brasília é uma iniciativa individual, mas pode ser perigosamente associado a uma maneira de pensar do comissariado petista. Nenhum cidadão que aplaudiu a formação da bancada da Papuda acredita que Barbosa deve ser proibido de qualquer coisa, muito menos de advogar.

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03/10/2014

às 0:00 \ Disseram

Toda família tem defeitos

“O PT tem defeito? Tem. É como na casa da gente, a gente tem três, quatro filhos e nem todos são iguais, tem um que é bonzinho, tem um que é mais capetinha.”

Lula, ex-presidento, durante discurso em Diadema (SP), sem mencionar os “filhos” do partido presos pelo esquema do mensalão

01/10/2014

às 15:35 \ Política & Cia

ELEIÇÕES SP: O debate que você não viu: homofobia, mensalão e a reação das famílias dos candidatos

Os candidatos ao governo de São Paulo: Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro da esquerda para a direita,  Paulo Skaf (PMDB), segundo da direita para a esquerda, e Alexandre Padilha (PT), último da direita (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Os candidatos ao governo de São Paulo no debate da TV Globo: Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro da esquerda para a direita, Paulo Skaf (PMDB), segundo da direita para a esquerda, e Alexandre Padilha (PT), último da direita (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Por Bruna Fasano e Andressa Lelli, de São Paulo, para VEJA.com

Mensalão – Alexandre Padilha (PT) e Laércio Benko (PHS) travaram o bate-boca mais quente do debate. Apoiador de Marina Silva, o nanico questionou Padilha sobre os ataques do PT à presidenciável do PSB e disse que muitos petistas mudaram de lado: “Muitos estão por trás das grades”, disse, referindo-se aos condenados no escândalo do mensalão. A ala tucana na plateia caiu em risadas. Padilha cobrou respeito: “Por mais de dez anos passei pelas áreas mais complexas e nunca fui acusado de nada. Marina é quem muda de posição a cada dia.”

Sofá de casa – Todos os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes levaram a família para assistir ao debate promovido na TV Globo, o último no primeiro turno. O campeão de acompanhantes foi Paulo Skaf (PMDB), que levou quatro filhos. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, levou a esposa, Lu Alckmin, dois filhos e as duas noras. Postaram selfies e fotos no Instagram.

Cegonha – Mulher de Alexandre Padilha, a jornalista Thássia Alves deixou o estúdio duas vezes para ir ao banheiro durante o debate. Thássia está grávida de quatro meses do primeiro filho do casal e diz que fará o pré-natal e o parto pelo SUS.

Não foi desta vez – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que acompanha o debate no estúdio, reconheceu que a eleição para o governo do Estado de São Paulo está morna. “Eu tenho impressão de que as pessoas começaram a prestar atenção na eleição estadual agora, que estava muito apagada. Os problemas estaduais são muito graves”, afirmou. O candidato do partido de Haddad, Padilha, ainda não conseguiu sair da casa dos 9% das intenções de voto. Faltam apenas quatro dias para as eleições.

Meu bem, volto já – Haddad deixou o estúdio da TV Globo no fim do segundo bloco e não foi mais visto. O relógio marcava 23h45.

Asseclas – Tanto petistas quando tucanos reuniram também as principais lideranças dos partidos para o debate. Na plateia, na primeira fila, torcendo por Padilha, estava o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o senador Eduardo Suplicy e presidente estadual do PT, Emídio de Souza. No lado oposto, os apoiadores de Alckmin: o deputado José Aníbal e o presidente estadual dos PSDB, Duarte Nogueira.

Guarda-roupa – O petista Alexandre Padilha e o tucano Geraldo Alckmin sincronizaram a escolha do visual. Ambos vestiram terno escuro, camisa branca e gravata vermelha.

Sincronizados – Apenas um minuto de diferença separou a chegada de Skaf e de Alckmin. O carro blindado do peemedebista cruzou os portões da emissora às 21h36. O de Alckmin, às 21h37.

Repeteco – Na troca de perguntas entre Gilberto Natalini (PV) e Gilberto Maringoni (PSOL), o verde ironizou a formação da dupla, que se repetiu quase em todos os debates anteriores: ”Ah, que bom! Vou perguntar para o meu xará”.

Bateu no Aerotrem – O nanico Gilberto Maringoni (PSOL) usou parte do tempo de uma resposta sobre Transportes para criticar a fala homofóbica do candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB), durante debate da TV Record no domingo. Visivelmente constrangido e sem saber como abordar o assunto, o verde Gilberto Natalini, a quem caberia a réplica, preferiu não entrar na questão e voltou a discutir a mobilidade urbana.

Futuro – O candidato do PHS, vereador Laércio Benko, perguntou a Skaf sua opinião sobre reeleição. O peemedebista deu a entender que, se reeleito, o governador Geraldo Alckmin não completaria seu mandato, já de olho nas eleições presidenciais de 2018. Mas saiu pela tangente, uma vez que seu partido, o PMDB, apoia a reeleição de Dilma. Na réplica, Benko escorregou e disse: “sou contra a eleição de deputados”.

Conectado – O marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha de Skaf, acompanhou todo o debate sem tirar os olhos do celular. Ele conversava com várias pessoas ao mesmo tempo pelo WhatsApp.

30/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Com a rejeição ao PT em São Paulo, o partido teme perder lugares na bancada da Câmara dos Deputados. Se for assim, a situação se complica para alguns que querem a Presidência da Casa, como Arlindo Chinaglia

(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A dificuldade do PT em eleger deputados federais por São Paulo diminui as chances de Arlindo Chinaglia conquistar a presidência da Câmara no ano que vem (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

FUTURO INCERTO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

O péssimo desempenho de Alexandre Padilha na disputa pelo governo de São Paulo não preocupa apenas a presidente Dilma Rousseff, que está atrás de Marina Silva no maior colégio eleitoral do país. O PT paulista aposta que o número de deputados federais petistas eleitos por SP cairá de dezesseis para dez.

Além de enfraquecer o grupo político que comanda o partido e já testemunhou a cassação e a renúncia dos mensaleiros José Dirceu, João Paulo Cunha e José Genoino, essa redução na bancada dificultará o plano do PT de retomar a presidência da Câmara em 2015, posto que é cobiçado, entre outros, por Arlindo Chinaglia.

30/09/2014

às 6:00 \ Disseram

É inaceitável dizer o óbvio

“É inaceitável. Como ele diz uma coisa dessas?!”

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, ao criticar as declarações do coordenador da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) e prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, sobre a relação entre a dificuldade dos candidatos petistas de conquistar o eleitorado paulista e o escândalo do mensalão

28/09/2014

às 17:15 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: “Voto útil” na Marina é voto inútil

Marina Silva, que só rouba votos de Aécio, mas nada faz para impedir a reeleição de Dilma, espera chegar à Presidência usando a emoção, diz Neil Ferreira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Marina Silva, que só rouba votos de Aécio, mas nada faz para impedir a reeleição de Dilma, espera chegar à Presidência usando a emoção, diz Neil Ferreira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Artigo de Neil jamais entrego a rapadura Ferreira publicado no jornal Diário do Comércio, de São Paulo

Antes Scriptum: Youssef quer jogar petróleo no ventilador, vai voar petróleo pra tudo quanto é lado.

Faltam 10 dias pra gente votar no Aécio, no Alckmin e no Serra. Puseram na cabeça dos eleitores que o voto na Marina é “voto útil” pra derrubar a Dilma e limpar o Brasil do PT.  Não é.

Voto na Marina é “voto útil” contra o Aécio,  é voto inútil para derrubar o PT. Com Marina, o reinado do PT continua; é trocar seis por meia dúzia. Dizem que estou ajudando a reeleger a Dilma escrevendo isso;  não estou.

Não quero nem Dilma nem Marina, uma é PT, a outra é PT do B. Perdemos com qualquer das duas. Por mais que as pesquisas coloquem Aécio em 3º lugar, mais acredito que devemos votar nele.

O Ibope de 4ª feira deu Dilma 9 ponto na frente da Marina. Dilma mete o pau na Marina e sobe, Marina mete o pau na Dilma e desce. As duas que se lixem, quem me interessa é o Aécio.

Acredito mais no Carlinhos Sensitivo, que anteviu a vitória apertada do Aécio, do que no Ibope e DataFalha. E na Maricy, astróloga que há 20 anos fez um mapa astral perfeito da minha filha.

A opinião dela:  “—(…) Teremos Lua Nova no dia 24 de Setembro, no grau 1 de Libra, que acionará o Júpiter Natal de Aécio, no grau 1 de Capricórnio. A partir dessa data ele deve decolar. Júpiter faz expandir, crescer”.

E mais: “—O mapa da Dilma apresenta Vênus sendo bombardeada por Plutão – Oposição e Urano fazendo quadratura (…). Se eu errar e ela for eleita, preparem-se, o Brasil vai quebrar, não haverá ministro da Fazenda que faça milagres.

Acredito nos dois; também acredito em OVNIs e Aliens.

Se o “país dos mais de 80%” pago pela bolsa esmola derrotar o nosso candidato, vamos pra oposição de verdade, não essa oposicinha chinfrim que tivemos até agora.

Marina foi petista de carteirinha por mais de 30 anos e fez uma carreira de profissional da política (não fez outra coisa na vida), de vereadora a duas vezes Senadora, dentro do PT. Nunca fez nada na vida a não ser politicagem a favor do PT.

Foi ministra do Lula por 5 anos, Lula disse que ela era “o Pelé do Ministério” (sic). Como o seu mentor, ela não viu nada, não ouviu nada e nem falou nada do Mensalão, cuja lama beijava a barra da sua saia.

Também não viu nada, não ouviu nada e nem falou nada quando seu aliado, Tião Viana, despachou haitianos para o Sul, como lixo humano.

Marina não serve para quem quer limpar o Brasil da praga que é o PT – uma vez petista, sempre petista.

Ao “deixar” o PT, escreveu uma carta ao Lula, distribuída à imprensa para que o mundo ficasse sabendo que “deixava a mesma casa mas continuava no mesmo bairro” (sic). Chora cada vez que resmunga sua luta pelo Lula e sua participação na propagação do “Lulinha Paz e Amor”, o maior embuste eleitoral a que o Brasil já  foi submetido,  e outro, o estelionato da “Esperança venceu o medo”. Chora a cada proximidade de uma câmera ou de uma repórter.

Na tv, sem ter nada pra explicar sua candidatura, vende a imagem marqueteira da pobrinha, coitadinha, magrelinha e a turma vota nela de dó de quem já “passou fome”; “Imagery is all, Reality is nothing”. Cada povo tem o governo que merece.

Tudo é marketing na figura dela, como eram falsas as caspas do Jânio. E a Dilma com aquele paletózinho vermelho, vou te contar hem. Se fosse pra melhorar a imagem da nossa eleição, a gente ia logo votar na Flávia Furacão, de Brasília, aquela sim é que é candidata.

Sozinho como a Marina, Jânio ganhou; não durou 7 meses. O Collor também era sozinho como a Marina, durou o quê? Dois, três anos. Foi guloso: se tivesse rachunchado com o PMDB, era presidente até hoje, assim como o Lula foi Presidente 8 anos, mais 4 mandando na Dilma. Rachunchou.

Quem ouviu Marina falar de limpeza nos “cargos de confiança”, ocupados pela cumpanherada? Fernando Rodrigues, da Falha de S. Paulo, escreveu na sua coluna que são 20 mil só em Brasília.

Já ouvi (ou li) que são mais de 200 mil no Brasil inteiro. Também nada falou  sobre o que faria com os 39 Ministérios, imunda moeda de barganha com a base comprada.

Sozinha, vai ter que manter essa estrutura lulopetista que queremos derrubar. Ela disse que governará “com os melhores” e assim também falou Collor. Então, repito: nem Dilma nem Marina — Aécio.

Voto “útil” na Marina é voto inútil; só é útil para derrubar o Aécio. Voto útil neste 1º turno é no Aécio, vamos levá-lo para o  2º turno.

Se cada um de nós levar meio voto a mais para o Aécio, essa dupla infernal estará quebrada pela metade; e aí sim, a esperança vai vencer o medo que temos dessa corja não ser expulsa do poder.

Tremam os ladravazes da Petrobras, que deram um rombo de uns 10 bilhões. Põe aí uma nota ao lado da outra, dá volta ao mundo.

Eleito, Aécio terá que enfrentar as guerrilhas urbanas da CUT e as do MST, cujos pelegos sindicais e das invasões já ameaçam fazer. Ele e nós estaremos preparados,  lembre dos Idos de Junho.

Aécio quer lidar com os nosso problemas com a razão; Dilma mentindo; Marina chorando e rezando, espera que Deus seja o seu ministro da Fazenda. Você escolhe.

Nosso voto nossa arma. Vamos atirar para matar.

25/09/2014

às 18:00 \ Disseram

Convite estendido

“Quando eu for convidado, meu amor. Eu não recebi nada.”

Lula, ex-presidento, em resposta à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sobre quando irá depor em inquérito complementar do mensalão; ele diz que não foi intimado pela Polícia Federal

 

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