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mensalão

30/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Com a rejeição ao PT em São Paulo, o partido teme perder lugares na bancada da Câmara dos Deputados. Se for assim, a situação se complica para alguns que querem a Presidência da Casa, como Arlindo Chinaglia

(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A dificuldade do PT em eleger deputados federais por São Paulo diminui as chances de Arlindo Chinaglia conquistar a presidência da Câmara no ano que vem (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

FUTURO INCERTO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

O péssimo desempenho de Alexandre Padilha na disputa pelo governo de São Paulo não preocupa apenas a presidente Dilma Rousseff, que está atrás de Marina Silva no maior colégio eleitoral do país. O PT paulista aposta que o número de deputados federais petistas eleitos por SP cairá de dezesseis para dez.

Além de enfraquecer o grupo político que comanda o partido e já testemunhou a cassação e a renúncia dos mensaleiros José Dirceu, João Paulo Cunha e José Genoino, essa redução na bancada dificultará o plano do PT de retomar a presidência da Câmara em 2015, posto que é cobiçado, entre outros, por Arlindo Chinaglia.

30/09/2014

às 6:00 \ Disseram

É inaceitável dizer o óbvio

“É inaceitável. Como ele diz uma coisa dessas?!”

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, ao criticar as declarações do coordenador da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) e prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, sobre a relação entre a dificuldade dos candidatos petistas de conquistar o eleitorado paulista e o escândalo do mensalão

28/09/2014

às 17:15 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: “Voto útil” na Marina é voto inútil

Marina Silva, que só rouba votos de Aécio, mas nada faz para impedir a reeleição de Dilma, espera chegar à Presidência usando a emoção, diz Neil Ferreira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Marina Silva, que só rouba votos de Aécio, mas nada faz para impedir a reeleição de Dilma, espera chegar à Presidência usando a emoção, diz Neil Ferreira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Artigo de Neil jamais entrego a rapadura Ferreira publicado no jornal Diário do Comércio, de São Paulo

Antes Scriptum: Youssef quer jogar petróleo no ventilador, vai voar petróleo pra tudo quanto é lado.

Faltam 10 dias pra gente votar no Aécio, no Alckmin e no Serra. Puseram na cabeça dos eleitores que o voto na Marina é “voto útil” pra derrubar a Dilma e limpar o Brasil do PT.  Não é.

Voto na Marina é “voto útil” contra o Aécio,  é voto inútil para derrubar o PT. Com Marina, o reinado do PT continua; é trocar seis por meia dúzia. Dizem que estou ajudando a reeleger a Dilma escrevendo isso;  não estou.

Não quero nem Dilma nem Marina, uma é PT, a outra é PT do B. Perdemos com qualquer das duas. Por mais que as pesquisas coloquem Aécio em 3º lugar, mais acredito que devemos votar nele.

O Ibope de 4ª feira deu Dilma 9 ponto na frente da Marina. Dilma mete o pau na Marina e sobe, Marina mete o pau na Dilma e desce. As duas que se lixem, quem me interessa é o Aécio.

Acredito mais no Carlinhos Sensitivo, que anteviu a vitória apertada do Aécio, do que no Ibope e DataFalha. E na Maricy, astróloga que há 20 anos fez um mapa astral perfeito da minha filha.

A opinião dela:  “—(…) Teremos Lua Nova no dia 24 de Setembro, no grau 1 de Libra, que acionará o Júpiter Natal de Aécio, no grau 1 de Capricórnio. A partir dessa data ele deve decolar. Júpiter faz expandir, crescer”.

E mais: “—O mapa da Dilma apresenta Vênus sendo bombardeada por Plutão – Oposição e Urano fazendo quadratura (…). Se eu errar e ela for eleita, preparem-se, o Brasil vai quebrar, não haverá ministro da Fazenda que faça milagres.

Acredito nos dois; também acredito em OVNIs e Aliens.

Se o “país dos mais de 80%” pago pela bolsa esmola derrotar o nosso candidato, vamos pra oposição de verdade, não essa oposicinha chinfrim que tivemos até agora.

Marina foi petista de carteirinha por mais de 30 anos e fez uma carreira de profissional da política (não fez outra coisa na vida), de vereadora a duas vezes Senadora, dentro do PT. Nunca fez nada na vida a não ser politicagem a favor do PT.

Foi ministra do Lula por 5 anos, Lula disse que ela era “o Pelé do Ministério” (sic). Como o seu mentor, ela não viu nada, não ouviu nada e nem falou nada do Mensalão, cuja lama beijava a barra da sua saia.

Também não viu nada, não ouviu nada e nem falou nada quando seu aliado, Tião Viana, despachou haitianos para o Sul, como lixo humano.

Marina não serve para quem quer limpar o Brasil da praga que é o PT – uma vez petista, sempre petista.

Ao “deixar” o PT, escreveu uma carta ao Lula, distribuída à imprensa para que o mundo ficasse sabendo que “deixava a mesma casa mas continuava no mesmo bairro” (sic). Chora cada vez que resmunga sua luta pelo Lula e sua participação na propagação do “Lulinha Paz e Amor”, o maior embuste eleitoral a que o Brasil já  foi submetido,  e outro, o estelionato da “Esperança venceu o medo”. Chora a cada proximidade de uma câmera ou de uma repórter.

Na tv, sem ter nada pra explicar sua candidatura, vende a imagem marqueteira da pobrinha, coitadinha, magrelinha e a turma vota nela de dó de quem já “passou fome”; “Imagery is all, Reality is nothing”. Cada povo tem o governo que merece.

Tudo é marketing na figura dela, como eram falsas as caspas do Jânio. E a Dilma com aquele paletózinho vermelho, vou te contar hem. Se fosse pra melhorar a imagem da nossa eleição, a gente ia logo votar na Flávia Furacão, de Brasília, aquela sim é que é candidata.

Sozinho como a Marina, Jânio ganhou; não durou 7 meses. O Collor também era sozinho como a Marina, durou o quê? Dois, três anos. Foi guloso: se tivesse rachunchado com o PMDB, era presidente até hoje, assim como o Lula foi Presidente 8 anos, mais 4 mandando na Dilma. Rachunchou.

Quem ouviu Marina falar de limpeza nos “cargos de confiança”, ocupados pela cumpanherada? Fernando Rodrigues, da Falha de S. Paulo, escreveu na sua coluna que são 20 mil só em Brasília.

Já ouvi (ou li) que são mais de 200 mil no Brasil inteiro. Também nada falou  sobre o que faria com os 39 Ministérios, imunda moeda de barganha com a base comprada.

Sozinha, vai ter que manter essa estrutura lulopetista que queremos derrubar. Ela disse que governará “com os melhores” e assim também falou Collor. Então, repito: nem Dilma nem Marina — Aécio.

Voto “útil” na Marina é voto inútil; só é útil para derrubar o Aécio. Voto útil neste 1º turno é no Aécio, vamos levá-lo para o  2º turno.

Se cada um de nós levar meio voto a mais para o Aécio, essa dupla infernal estará quebrada pela metade; e aí sim, a esperança vai vencer o medo que temos dessa corja não ser expulsa do poder.

Tremam os ladravazes da Petrobras, que deram um rombo de uns 10 bilhões. Põe aí uma nota ao lado da outra, dá volta ao mundo.

Eleito, Aécio terá que enfrentar as guerrilhas urbanas da CUT e as do MST, cujos pelegos sindicais e das invasões já ameaçam fazer. Ele e nós estaremos preparados,  lembre dos Idos de Junho.

Aécio quer lidar com os nosso problemas com a razão; Dilma mentindo; Marina chorando e rezando, espera que Deus seja o seu ministro da Fazenda. Você escolhe.

Nosso voto nossa arma. Vamos atirar para matar.

25/09/2014

às 18:00 \ Disseram

Convite estendido

“Quando eu for convidado, meu amor. Eu não recebi nada.”

Lula, ex-presidento, em resposta à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sobre quando irá depor em inquérito complementar do mensalão; ele diz que não foi intimado pela Polícia Federal

24/09/2014

às 16:03 \ Política & Cia

Vocês podem imaginar uma coisa dessas? Lula, fugindo há meses de um depoimento à Polícia?

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Agentes da Polícia Federal apuram um repasse de 7 milhões de reais da Portugal Telecom ao PT, que teria sido intermediado pelo ex-presidente; a acusação partiu de Marcos Valério

De VEJA.com

Há sete meses a Polícia Federal tenta, sem sucesso, ouvir o ex-presidente Lula em inquérito que apura sua atuação no mensalão, segundo reportagem desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

Em abril de 2013, o Ministério Público Federal solicitou à PF que apurasse as denúncias feitas pelo operador do esquema, Marcos Valério de Souza, de que o ex-presidente intermediou um repasse de 7 milhões de reais feito ao PT por uma subsidiária da Portugal Telecom. Além de Lula, o ex-ministro Antonio Palocci Filho também é citado no caso.

De acordo com o jornal, o advogado do ex-presidente, Marcio Thomaz Bastos, disse à cúpula da PF que Lula estará na quinta-feira em Brasília e tentará agendar a data da oitiva. Na PF, contudo, afirma-se que os acertos para o depoimento – sempre informais – não foram adiante. Os agentes esperam ouvir Lula para encerrar o inquérito, cuja conclusão foi adiada algumas vezes.

Medo de atrapalhar a campanha eleitoral do PT

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que o petista teme o vazamento do depoimento para a imprensa – e os estragos disso à campanha eleitoral. Lula não foi intimado, apenas convidado a falar. E, de acordo com o jornal, não deverá ser. A avaliação da cúpula da PF é de que uma intimação seria medida exagerada.

Segundo Valério, o ex-presidente teria intermediado a obtenção do repasse milionário de uma fornecedora da Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido. Os recursos teriam sido usados para quitar dívidas eleitorais dos petistas. De acordo com o operador do mensalão, Lula intercedeu pessoalmente junto a Miguel Horta, presidente da companhia portuguesa, para pedir os recursos. As informações eram desconhecidas até 2012, quando Valério – já condenado – resolveu contar parte do que havia omitido até então.

O caso investigado

 A transação investigada pelo inquérito estaria ligada a uma viagem feita por Valério a Portugal em 2005. O episódio foi usado, no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário em negociações financeiras envolvendo o PT.

O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal a partir das acusações feitas por Valério em depoimento à Procuradoria-Geral da República. Como Lula e os outros acusados pelo publicitário não têm foro privilegiado, o caso foi encaminhado à representação do Ministério Público Federal em Brasília. Ao todo, a PGR enviou seis procedimentos preliminares aos procuradores do Distrito Federal. Um deles resultou no inquérito aberto pela PF. Outro, por se tratar de caixa dois, foi enviado à Procuradoria Eleitoral.

Os segredos de Valério

Com a certeza de que iria para a cadeia, Marcos Valério começou a contar os segredos do mensalão em meados de setembro de 2012, como revelou VEJA. Em troca de seu silêncio, Valério disse que recebeu garantias do PT de que sua punição seria amena. Já sabendo que isso não se confirmaria no Supremo – que o condenou a quase 40 anos por corrupção ativa, evasão de divisas, peculato e lavagem de dinheiro – e, afirmando temer por sua vida, ele declarou a interlocutores que Lula “comandava tudo” e era “o chefe” do esquema.

Pouco depois, o operador financeiro do mensalão enviou, por meio de seus advogados, um fax ao STF declarando que estava disposto a contar tudo o que sabe. No início de novembro daquele ano, nova reportagem de VEJA mostrou que o empresário depôs à PGR na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios.

23/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

LEI FROUXA DÁ NISSO: Delúbio Soares, mensaleiro que pegou 6 anos e 8 meses de cadeia, já vai poder cumprir pena em casa — após apenas 10 meses

MOTIVOS PARA SORRIR -- Delúbio vai cumprir pena confortavelmente, em casa (Foto: André Coelho/Agência O Globo)

MOTIVOS PARA SORRIR — Condenado a 6 anos e 8 meses de cadeia, Delúbio pagou 10 meses, em regime semiaberto, e agora vai cumprir o restante da pena confortavelmente, em casa (Foto: André Coelho/Agência O Globo)

Amigas e amigos do blog, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu autorizar o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares a cumprir em casa a pena a ele imposta pela Corte por participação no esquema do mensalão.

Ele foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão pelo crime corrupção ativa. Até agora, Delúbio cumpriu cerca de 10 meses no regime semiaberto, em que podia sair da prisão durante o dia para trabalhar, retornando à noite para dormir. Agora, Delúbio cumprirá 5 anos e 10 meses de pena em casa, no chamado “regime aberto”.

Penas em regime aberto devem ser cumpridas em “casas de albergado” — estabelecimentos prisionais nos quais o condenado deve dormir e frequentar em determinadas condições e que, segundo a nossa ultra-benevolente e em alguns casos cômica Lei de Execução Penal, deve “caracterizar-se pela ausência de obstáculos físicos contra a fuga”.

Há muito poucas no país inteiro e, em sua quase totalidade, estão com suas vagas preenchidas por condenados ao regime semiaberto.

Na prática, então, os condenados ao regime aberto “cumprem a pena” em suas próprias casas. É o já está ocorrendo desde o mês passado com o ex-deputado José Genoino, condenado a 4 anos e 8 meses de cadeia pelo crime de corrupção no processo do mensalão, e com o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, que pegou 5 anos por lavagem de dinheiro. O próximo a ter a mordomia legal é o ex-deputado Bispo Rodrigues, condenado a 6 anos e 3 meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Molezas que a lei permite, e que trazem o descrédito enorme que cada vez mais grassa entre os brasileiros quando à punibilidade dos corruptos de porte. “Na realidade, (…) tem-se que o preso em regime aberto não tem sua liberdade tolhida de forma alguma, sobretudo porque ninguém fiscaliza se o detento cumpre o compromisso de se recolher em sua residência no período noturno e aos finais de semana”, escreve em seu blog o juiz de Direito Marcelo Bertasso, titular da 2ª Vara Cível de Umuarama (PR).

Genoino quando deixava o edifício onde se situa a Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do DF, na qual recebeu autorização para cumprir o restante de sua pena em regime aberto (Foto: Alan Marques/Folhapress)

Genoino quando deixava o edifício onde se situa a Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do DF, na qual recebeu autorização para cumprir o restante de sua pena em regime aberto — ou seja, em casa (Foto: Alan Marques/Folhapress)

Tem toda razão o magistrado. As “terríveis limitações” do regime aberto — que, como ele assinala, ninguém fiscaliza — limitam-se a permanecer em casa entre 21 horas e 5 horas da manhã, não se encontrar com outros sentenciados em cumprimento de pena, não portar armas (como se portá-las fosse um direito generalizado…), não ingerir bebidas alcoólicas (como fiscalizar, se o camarada está em sua própria casa? Parece piada…) e não “frequentar locais de prostituição, jogos, bares e similares”.

(É curioso que a lei equipare bares a locais de prostituição, para esse efeito, mas este é o Brasil, não é mesmo?)

A lei que dá moleza a bandidos foi sancionada… durante a ditadura!

A Lei de Execução, essa mesma que permite que mesmo assassinos sanguinários, responsáveis por atos pavorosos, fiquem livres, leves e soltos após cumprir apenas UM SEXTO da pena, está em discussão para ser reformada pelo Congresso.

O relator do projeto no Senado é o senador Pedro Taques (PDT-MT), candidato ao governo de seu Estado.

Como já fiz anteriormente, sugiro aos leitores encher a caixa de email dele de pedidos para que apresse a mudança nessa lei que só dá moleza a bandido. O link para o site do senador está aqui.

Ah, um detalhe importante: sabem quando foi promulgada essa lei cômica, que desmoraliza o senso de justiça dos brasileiros?

Durante o REGIME MILITAR, pelo então general-presidente João Figueiredo, em 1984.

Isso é refrescar a memória de quem acredita que a ditadura teria sido “dura” com os bandidos.

Não foi! A criminalidade naqueles tempos apresentava índices horríveis! A ditadura foi, sim, implacável — e cruel — ao combater a luta armada, só que levando de roldão muita gente inocente e, nos casos dos efetivamente implicados, atropelando sem pudor leis e direitos humanos. Com os bandidos, contudo, foi um fracasso gigantesco.

20/09/2014

às 19:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: Mortal Combat — a Tigra contra a Dragoa. Qualquer bicho que dê, nós perdemos

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Marina Silva e Dilma Rousseff: A Tigra e a Dragoa é “a pior contra a pior”, diz Neil Ferreira (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Artigo de Neil  tô saindo de esgueia  Ferreira publicado no Jornal do Comércio, de São Paulo

Antes scriptum: Michael Moore no documentário sobre a posse de armas nos EUA: “ — Este é um trabalho de ficção; qualquer semelhança com pessoas reais não é mera coincidência”. Same here. (NF).

Lobisomens e Coisas-Ruins em dobro, escrevendo xingações mútuas. Chances em dobro de ver o combate mortal entre a Tigra e a Dragoa, nos 2 turnos; é a pior contra a pior e qualquer bicho que dê, tanto faz a Tigra quanto a Dragoa, nós perdemos. Mas tomem tento, uma empacou, outra caiu e Aécio acordou no último Ibope.

Eu tenho confiança, me lembro do Carlinhos Sensitivo prevendo que o Aécio ganha; eu acredito, como acredito em OVNIs e aliens, que me merecem mais fé do que o DataFalha e o Ibope.

O combate mortal entre as duas megeras é surdo, mas perceptível, é só ligar a tv e o rádio que se percebe a sujeira que rola, uma atirando esgoto não tratado na outra.

A Tigra bancando a coitadinha, respirando fundo como se estivesse segurando o choro pra dizer que “seus pais fingiam não estar com fome pra dividir um ovo entre 8 irmãos” (sic). A Tigra é atriz,  é uma “fingidora, que finge sentir a dor que deveras sente”. Pegou? Enganei um bobo na casca do ovo. A Tigra rosna um rosnado tão mentiroso quanto as mentiras da Dragoa. “Don’t  Cry For Lula oh Marina…”

Ambas aprenderam como o Imperador a se dizerem “Metamorfose Ambulante”, nelas uma mentira ululante. O Imperador sabe que a Dragoa vai perder e não vai guardar a cadeirona pra mais um ou dois mandatos. Mas sabe que Tigra vai. O Suserano, em desgraça, atiça as duas. Interessa a ele que se triturem, que cada uma devore a outra e que as duas se engasguem; quer continuar mandando da sua masmorra de luxo. Qualquer uma que vença está no bolso dele e pior pra nós.

Enfrentam-se em voos noturnos pelos telhados de Brasília, pondo medo e dando insônia nos 20 mil cumpanheros assentados em cargos de confiança. 20 mil só em Brasília.

Se a Dragoa vence, continua a mesma mixórdia. Se for a Tigra, em nenhum momento ela fala em reduzir os 39 Ministérios e nem o número de cumpanheros mamando na viúva. Uma pela outra, PT vs  PT do B, é trocar 6 por media dúzia e eles mais ó ni nóis. Hélas pour nous.

Telhados não. Niemeyer não assina telhados. Inspirado nos barracos das favelas, dá à luz lajes como as usadas pelos alegres excluídos, em festivos churrascos de gato, regados com cerveja geladinha e generosas talagadas de goró.

A Tigra e a Dragoa já foram vistas em vestes negras, peixeira na boca e porrete na mão, esgueirando-se por tortuosas e mal iluminadas vias secundárias. Uma procurando degolar a outra em traiçoeira emboscada. Feras ariscas, farejam presas à distância. Cascáveis, reconhecem uma os guizos da outra. Ovos da serpente.

Que se matem.

Na lua cheia dos Lobisomens e Coisas-Ruins, percebem-se seus vultos em velocidades incríveis. Tenta-se captar uma imagem, não é possível nem com os onipresentes celulares. São o pavor dos paparazzi.

Em apenas duas, são as Quatras Cavaleiras do Apocalipse: a Peste, Fome, a Guerra e a Morte. (Temos Quatras Cavaleiras neste país de Presidenta).

Quando em luta fingem doçura, não caia nessa. A Tigra já foi do Círculo Íntimo do Poder, a Dragoa é. O Imperador conhece-as de sobejo. Observe-o e descubra. Não observo mais, enjoei da cara e do sotaque dele.

A Tigra é magrelinha, moreninha, coitadinha, pobrinha. Imagem marquetera, mostra-se na tv qual Neymar, que se joga ao chão a qualquer ventinho do ventilador, berrando dor de falsa fratura exposta.

“Imagery is all, Reality is Nothing”. É felina, pisando em algodão e fazendo circunvoluções em volta da Dragoa; vai devorá-la, apostam Ibope, DataFalha e as casas de apostas de Londres, onde a Tigra é pule de 10.

(Foto: Alexandre Santana/VEJA)

A “Tigra” usa a imagem da jovem carente que foi antes da política (Foto: Alexandre Santana/VEJA)

Quando filhote, “descalça e analfabeta” (sic), rosnava como adulta e começou uma vitoriosa carreira de política profissional, montada no seu primeiro palanque, o caixão do Chico Mendes.

Mais tarde, foi arremessada às alturas quando o avião fantasma de Eduardo Campos se arremessou às baixuras e ela acrescentou mais um caixão ao seu palanque, o de Eduardo Campos.

Passou a fingir ser uma Tigra amansada, que chora quando fala do Imperador, ao mesmo tempo em que rosna para a Dragoa, cria do serpentário do Imperador.

No Retrato da Dragoa Quando Jovem, fica-se sabendo que ela assaltava cofres. “Expropriações”, ideologizava juvenil. Velhusca e roliça, subiu nas alturas quando o Imperador chutou os fundilhos do Suserano. Graças à prática com cofres, recebeu os cofres mais bem fornidos do Império, com os milhões do bolsa-esmola e os bilhões do PAC (Pranu di Aumentu da Cumpanherada).

A Dragoa fungou fogo pelas ventas. Branquela, mestra em disfarces com paletozinhos vermelhos, gasta fortunas para esconder os sinais notórios de que já passou do prazo de validade.

Há bilhõezinhos saindo para o ladrão, jorrados da Petrobras. As ações foram atiradas a profundezas semelhantes às do Pré-Sal, mas sobem a cada queda da Dragoa.

Façam suas apostas senhoras e senhores, a banca está aberta. Tombarão destroçadas ambas as megeras? Não custa sonhar.

A quem pertencerá o trono manchado de sangue (do Celso Daniel e Toninho de Campinas), malas locupletadas com o apoio que o Mensalão e a Petrobras compram neççepaíz?

O Imperador, cultor de churrascos, anda com a picanha friboi pendurada no pescoço. Nunca vai largar esse osso.

A Tigra e a Dragoa são imaginárias, as megeras são reais.

19/09/2014

às 17:30 \ Política & Cia

Vamos comparar a “banqueira de Marina” — que não é banqueira — com a banqueira (de verdade) do PT? Confiram a ficha de cada uma. A do PT está na cadeia

As duas banqueiras: Neca Setúbal, que na verdade nada tem de banqueira, é educadora de respeito e nunca exerceu qualquer cargo no Itaú, do qual é uma das acionistas, e Katia Rabello, ex-presidente e dona do Banco Rural, hoje na cadeia por ter alimentado os cofres do PT no escândalo do mensalão (Fotos: Sergio Lima/Folhapress :: Nelson Jr./STF)

As duas banqueiras: Neca Setúbal, que na verdade nada tem de banqueira, é educadora de respeito e nunca exerceu qualquer cargo no Itaú, do qual é uma das acionistas, e Katia Rabello, ex-presidente e dona do Banco Rural, hoje na cadeia por ter alimentado os cofres do PT no escândalo do mensalão (Fotos: Sergio Lima/Folhapress :: Nelson Jr./STF)

Absolutamente irretocável, beirando o genial pela constatação daquilo que em geral quase ninguém vê — o óbvio –, este início de artigo do colunista Leonardo Souza, da Folha de S. Paulo:

“A banqueira de Marina é socióloga e educadora, autora de mais de dez livros, um deles ganhador do prêmio Jabuti na categoria de melhor livro didático.

“A banqueira de Marina é fundadora do Cenpec (Centro de Pesquisa para Educação e Cultura), referência nacional na produção de material didático, na formação de professores e na avaliação de escolas.

“Maria Alice Setubal anda de cabeça erguida e é festejada nos principais salões do país e no meio acadêmico como alguém que se dedica a melhorar a qualidade do ensino brasileiro. Especificamente nesta eleição, o “azar” de Neca, como Maria Alice é conhecida, foi nascer filha do dono do Itaú, Olavo Setubal, morto em 2008.

“E a banqueira do PT? Onde está a banqueira do PT? As pessoas esqueceram quem é a banqueira do PT?

Pois a banqueira do PT dorme num banco de concreto em uma penitenciária de Minas Gerais.

Dona do Banco Rural, Kátia Rabello presidia a instituição à época do mensalão. Como presidente do Rural, segundo a Procuradoria-Geral da República, ela negociou os empréstimos que alimentaram os cofres do PT e o valerioduto para a compra de apoio da base aliada ao governo Lula no Congresso.”

Falou e disse!!!

Observação: Kátia Rabello foi condenada pelo Supremo Tribunal a 16 anos e oito meses de cadeia pelos crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O texto completo está publicado no Blog do Tupan.

18/09/2014

às 16:00 \ Política & Cia

ELIO GASPARI: Lula requenta o truque de 2006

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

“Durante a campanha eleitoral de 2006, o comissariado encurralou o tucanato, acusando-o de tentar privatizar a Petrobras. Era mentira, mas deu certo. Agora, Lula requentou o truque (…), mas fica-lhe difícil achar que falar em petrorrobalheira possa prejudicar a empresa”  (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

“Nosso Guia” quer confundir a Petrobras com a gestão do comissariado petista com que ele próprio aparelhou a empresa

Artigo publicado no jornal O Globo

elio gaspariLula fez uma involuntária defesa do voto útil, aquele que vai para qualquer lugar, desde que o PT vá embora. Foi para a frente do prédio da Petrobras e disse o seguinte:

“Já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão de que essas pessoas pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. (…) Se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia.”

A Petrobras petista apareceu em várias CPIs. A primeira, de 2005, foi a do mensalão. Duas outras foram específicas e, com a ajuda do comissariado, deram em nada. Se Nosso Guia acha (e tem motivos para isso) que, incentivando-as, há “pessoas” achacando empresários que correm “atrás delas”, não se conhece uma só fala de petista denunciando achacados ou achacadores. O relator da comissão que está funcionando é o petista Marco Maia.

O primeiro comissário apanhado em malfeitorias relacionadas com a Petrobras foi o secretário-geral do PT, Silvio Pereira. “Silvinho” fez um acordo com Ministério Público e trocou o risco de uma condenação por 750 horas de trabalho comunitário. Ele ganhara um reles Land Rover de um fornecedor da Petrobras.

Nem Lula nem o PT condenaram-no publicamente. Se o tivessem feito, teriam emitido um sinal. Afinal, dissera o seguinte: “Há cem Marcos Valérios por trás do Marcos Valério.” Ele está na cadeia. Salvo a bancada da Papuda, os demais estão soltos.

Em 2009, quando foi instalada a primeira CPI para tratar exclusivamente da Petrobras, o comissariado disse que a iniciativa tentava tisnar a imagem da empresa. Resultou que ela tisnou a imagem do instituto da CPI e os petrocomissários continuaram nos seus afazeres. Paulo Roberto Costa estava na diretoria da Petrobras desde 2004. Em oito anos, amealhou pelo menos US$ 23 milhões.

A CPI de hoje é abrilhantada também pelos petistas Humberto Costa, José Pimentel e Sibá Machado. Nenhum deles, nem Marco Maia, deve vestir a carapuça da fala de Lula, mas jamais apontaram um achacador. “Paulinho” foi preso em abril pela Polícia Federal e em seu escritório foram recolhidas abundantes provas de seus malfeitos. Ele prestou um depoimento à CPI em junho e o senador Humberto Costa considerou-o “satisfatório”.

“Paulinho” disse o seguinte: “A Petrobras não é uma empresa bandida nem tem bandidos em seus quadros.” Tinha pelo menos um, hoje confesso: ele próprio. Nessa comissão, como na anterior, a bancada governista não se deu conta do risco que corria. Descobriu-o há poucas semanas, quando “Paulinho” começou a colaborar com a Viúva.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

14/09/2014

às 16:00 \ Política & Cia

FERNANDO GABEIRA: Abençoado por Deus e roubado com naturalidade

(Foto: Wilson Junior/Agência Estado)

Fernando Gabeira, sobre o escândalo do Petrolão e corrupção: “Partimos daí: os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados são acusados de assaltar a Petrobras” (Foto: Wilson Junior/Agência Estado)

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

Tá lá o corpo estendido no chão. Acabou uma época imprensada entre a crise econômica e uma profunda desconfiança da política. Não quero dizer com isso que o atual governo federal, com sua gigantesca capacidade, milhões de reais e a máquina do Estado, perderá a eleição. Não o subestimo. Quando digo que acabou uma época quero dizer que algo dentro de nós se está rompendo mais decisivamente, com as denúncias sobre o assalto à Petrobras.

De um ponto de vista externo, você continua respeitando as leis e as decisões majoritárias. Mas internamente sabe que vive uma cisão. A contrapartida do respeito à maioria é negada quando o bloco do governo se transforma num grupo de assaltantes dos cofres públicos.

Uma fantástica máquina publicitária vai jogar fumaça nos nossos olhos. Intelectuais amigos vão dizer que sempre houve corrupção. Não se trata de um esquema de dominação. Ele tem seus métodos para confundir e argumentar.

O elenco escolhido pelo diretor da Petrobras para encenar o grande assalto na política não chega a surpreender-me. O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, Henrique Alves, são atores experimentados. A diferença agora é que decidiram racionalizar.

Renan e Alves viveram inúmeros escândalos separadamente. Agora estão juntos na mesma peça. Quem escreve sobre escândalos deve ser grato a eles. Com a presença num mesmo caso, Renan e Alves nos economizam um parágrafo. Partimos daí: os presidentes do Senado e da Câmara brasileira são acusados de assaltar a Petrobras.

Deixamos para trás um Congresso em ruínas e vamos analisar o governo. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi acusado, o tesoureiro do PT também foi denunciado. As declarações deixam claro que Lula levou o diretor para o posto e elogiava seu trabalho na Petrobras.

Em termos íntimos, não há governo nem Congresso para respeitar. Ambos já mudaram de qualidade. Os que se defendem afirmando que sempre houve corrupção não percebem a fragilidade do argumento. É como se estivessem diante do incêndio do Rio e alguém sussurrasse: “O Nero, lembra-se? O Nero também incendiou Roma”.

Grande parte dos analistas se interessa pela repercussão do escândalo na corrida presidencial. Meu foco é outro: a repercussão na sensação de ser brasileiro. Quem talvez conheça melhor essa sensação são as pessoas que vivem em favelas, dominadas pelo tráfico ou pela milícia.

Existem diferenças entre as favelas e o Brasil que as envolve. Diante de escândalos políticos somos livres para protestar, o que não é possível nos becos e vielas. E contamos com a Justiça. No caso do mensalão, o processo foi conduzido por um juiz obstinado e com dor nas costas, pouco tolerante a artifícios jurídicos.

Neste caso da Petrobras há indícios de que o juiz Sérgio Moro, competente em analisar crimes de lavagem de dinheiro, pretende avançar nas investigações. E avançar por um território que não é virgem, mas extremamente inexplorado: o universo das empreiteiras que subornam os políticos.

Lembro-me, no Parlamento, dos esforços do velho Pedro Simon para que se investigassem também as empreiteiras nos escândalos de suborno. Falar disso no Congresso é falar de corda em casa de enforcado. Ele não conseguiu. Mas Simon queria mostrar também que os políticos não se corrompem sozinhos. Desgastados, polarizam tanto a rejeição que poucos se interessam por quem deu dinheiro e com que objetivo.

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