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Casa Branca

11/11/2014

às 17:33 \ Política & Cia

Petição à Casa Branca para que os EUA “ajudem” contra a “marcha para o comunismo bolivariano” no Brasil quer que os EUA resolvam problema que é dos brasileiros. E tem o sinal da vocação para capacho

Dilma com Obama na Casa Branca: a verdade é que o presidente americano pode até se preocupar com os rumos do governo lulopetista, mas querer que se imiscua em assuntos internos do país é voltar a uma submissão que ficou para trás (Foto: planalto.gov.br)

Dilma com Obama na Casa Branca: a verdade é que o presidente americano pode até se preocupar com os rumos do governo lulopetista, mas querer que se imiscua em assuntos internos do país é voltar a uma submissão que ficou para trás (Foto: planalto.gov.br)

Publiquei ontem, no blog, notícia sobre a petição pública assinada por mais de 100 mil pessoas que, utilizando um recurso propiciado pela Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, pede à Casa Branca, afirma que a presidente Dilma Rousseff ganhou as eleições de forma ilegítima e comanda um processo de transformação do regime vigente no país em um “comunismo bolivariano”, em moldes “propostos pelo Foro de São Paulo”.

Diz, mais adiante, que os Estados Unidos “precisam ajudar” os “promotores da democracia e da liberdade no Brasil”.

No parágrafo final, a petição pede o seguinte:

“Nós pedimos uma posição da Casa Branca em relação à expansão do comunismo na América Latina. O Brasil não deseja e não vai ser uma nova Venezuela, e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil”.

Publiquei a notícia e, como não comentei, pode ser que haja leitores imaginando que eu concorde com o documento.

DE FORMA ALGUMA! As questões brasileiras — dificuldades, tropeços, dramas e tragédias – só cabe a nós, brasileiros, resolver. E de forma pacífica.

Acho que, SIM, o PT tem laços poderosos com o movimento bolivariano que aos poucos vai engolindo nações outrora plenamente democráticas da América Latina. Mas toda e qualquer reação a isso tem que partir dos brasileiros democratas que se opõem a essa aproximação e a esse alinhamento — como, aliás, ocorreu com os 51 milhões de eleitores que votaram em Aécio Neves na eleição do mês passado.

O que a petição à Casa Branca faz, na prática, é sugerir, se é que não PEDE, uma intervenção norte-americana no Brasil!

É o fim da picada. Somos tão viralatas que não podemos lidar com nossos próprios problemas?

Sem contar que o governo do presidente Barack Obama está obviamente atento e preocupado com os rumos da política externa e interna do lulopetismo, mas o mundo de hoje não comporta que os EUA se imiscuam em questões internas de um país do porte do Brasil. É inconcebível.

Que me perdoem os signatários de boa-fé, mas a petição caracteriza uma enorme vocação para capacho.

O porta-aviões "USS Forrestal", nau-capitânea da força-tarefa naval enviada pelos EUA ao Brasil nas proximidades do golpe de 1964 -- que deu meia-volta porque o governo Jango já fora derrubado (Foto: US Navy)

O porta-aviões “USS Forrestal”, nau-capitânea da força-tarefa naval enviada pelos EUA ao Brasil nas proximidades do golpe de 1964 — que deu meia-volta porque o governo Jango já fora derrubado (Foto: US Navy)

Essa atitude desastrada nos remete aos idos de março de 1964, quando o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, acertava com o então presidente Lyndon Johnson a chamada “Operação Brother Sam”, que mobilizou uma força-tarefa de nove navios de guerra da 4ª Frota americana, sob o comando da nau-capitãnea, o USS Forrestal, então o maior porta-aviões do mundo, que deslocava 59,5 mil toneladas para transportar uma tripulação de 5.500 homens e 90 dos mais modernos aviões do arsenal dos Estados Unidos.

A revelação completa do projeto de intervenção armada dos EUA no Brasil foi revelada, mais de uma década depois, por uma série de reportagens do grande jornalista Marcos Sá Corrêa, no Jornal do Brasil, resultado principalmente de sua paciente garimpagem de documentos mantidos secretos por muitos anos, mas depois tornados disponíveis na Biblioteca Presidencial Lyndon Johnson, em Austin, no Texas.

O grande jornalista Marcos Sá Corrêa: foi ele quem descobriu todos os detalhes sobre a "Operação Brother Sam", em fantástica contribuição à história do país (Foto: Arquivo Pessoal Marcos Sá Corrêa)

O grande jornalista Marcos Sá Corrêa: foi ele quem descobriu todos os detalhes sobre a “Operação Brother Sam”, em preciosa contribuição à história do país (Foto: Arquivo Pessoal Marcos Sá Corrêa)

As reportagens — uma preciosa contribuição à história contemporânea do país — foram depois reunidas no indispensável livro 1964, Visto e Comentado pela Casa Branca, publicado em 1977 pela Editora L&PM e esgotadíssimo — é uma tal raridade histórica que mesmo no sebo Estante Virtual, que reúne 12 milhões de livros de livrarias de todo o país, havia, hoje, um único exemplar disponível.

Capa do livro de Marcos: raridade

Capa do livro de Marcos: raridade

A task force levantou âncoras no dia 31 de março, mas foi desativada pelo embaixador Gordon já no dia 3 de abril, quando ainda singrava o Mar do Caribe, por absoluta desnecessidade. O governo de João Goulart já tinha caído de vez na véspera.

É justo dizer que não era só o embaixador que chamava os marines.

Os políticos reunidos em torno do então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, e de dois “centros de estudos” conspiratórios ligados ao general Golbery do Couto e Silva, com a maior parte da elite empresarial brasileira e de executivos de grandes multinacionais, sem descartar praticamente toda a grande imprensa, estavam mergulhados até o pescoço na conspiração para derrubar o governo.

Parte considerável da opinião pública mostrava-se claramente — e infelizmente — em favor do golpe e do ataque à Constituição, como ficou claro nas chamadas “marchas da família com Deus pela liberdade” realizadas em várias cidades.

A quase-intervenção norte-americana, que contava com o silêncio cúmplice de generais golpistas, caso julgassem realmente necessária, foi um episódio de submissão que envergonha os brasileiros de bem, como ocorre com toda nação que preza sua soberania e dignidade.

A petição dirigida ao presidente Barack Obama, se não pede claramente intervenção armada, vai na mesma direção de submissão e complexo de viralatas.

Se nós, brasileiros, abrirmos mão de resolver nossas próprias encrencas, não merecemos o país melhor, mais justo, mais livre e democrático que desejamos.

10/11/2014

às 18:46 \ Política & Cia

Petição no site da Casa Branca pedindo manifestação de Obama contra “a expansão do comunismo no Brasil”, “promovido pela administração de Dilma Rousseff”, “nos moldes do Foro de São Paulo”, já passa das 100 mil assinaturas requeridas para uma posição oficial do governo dos EUA

O selo oficial da Casa Branca (Reprodução: The White House)

O selo oficial da Casa Branca (Reprodução: The White House)

 

A coisa pode não ter maiores consequências diplomáticas, mas não é propriamente uma boa propaganda para o governo da presidente Dilma Rousseff e para o PT.

Há uma petição no site da Casa Branca, já com bem mais das 100 mil assinaturas requeridas no prazo previsto (leia abaixo), pedindo que o governo do presidente Barack Obama tome posição “contra a expansão do comunismo bolivariano no Brasil promovido pela administração Dilma Rousseff”.

O título da petição é “Posicione-se contra a expansão do comunismo bolivariano no Brasil promovido pela administração de Dilma Rousseff”.

A petição já recebeu, até o momento em que redigi o post, 141.339 assinaturas — e as regras sobre este tipo de manifestação, baseada na Primeira Emenda à Constituição americana, estabelecem que com mais de 100 mil assinaturas em um mês o governo responderá oficialmente aos peticionários.

A iniciativa começou há menos de um mês, a 28 de outubro, e portanto haverá algum tipo de manifestação oficial da Casa Branca a respeito.

Em tradução livre, diz o texto da petição, cujo teor vocês podem conferir aqui:

“No dia 26 de outubro, Dilma Rousseff foi reeleita, e continuará o plano de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil — os moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo.

Sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi plenamente democrática, mas as urnas de votação usadas não são confiáveis, além do fato de que os dirigentes do Judiciário são em maioria membros do partido vencedor.

Políticas sociais também influenciaram a escolha da presidente, e pessoas foram ameaçadas com a perda de seus benefícios de alimentação (sic) se não reelegessem Dilma.

Nós pedimos uma posição da Casa Branca em relação à expansão do comunismo na América Latina. O Brasil não não deseja e não vai ser uma nova Venezuela, e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil”.

02/10/2014

às 6:00 \ Disseram

Para o bem da nação

“Acho que é melhor para o Serviço Secreto e para a população americana que eu deixe o cargo.”

Julia Pierson, primeira mulher a chefiar o Serviço Secreto americano, ao pedir demissão, após diversas críticas à sua gestão, inclusive por causa de um incidente em que uma pessoa conseguiu entrar na Casa Branca

27/09/2014

às 12:00 \ Disseram

Possibilidades

“Bem, é verdade, estou pensando no assunto.”

Hillary Clinton, ex-secretária de Estado americana, falando, durante um evento em Iowa, sobre sua provável candidatura à sucessão de Barack Obama na Casa Branca

30/08/2014

às 17:00 \ Vasto Mundo

Mais boas novas para a economia americana: produção de carros, forte item das exportações dos EUA, explode e é a maior em doze anos

(Foto: Fast Company)

Tendo partido de menos de 4 milhões de carros produzidos em 2008, a indústria agora dá conta de mais de 13 milhões (Foto: Fast Company)

Os números acendem uma luz no fim do túnel para uma das indústrias que sempre foram base para a economia americana: a automobilística. A crise mundial de 2008 fez com que o setor cortasse milhares de empregos e diminuísse em grande escala a produção, que, em 2009, foi a menor desde os anos 60.

Agora, segundo divulgou a Casa Branca, o número de carros produzidos nos Estados Unidos é o maior nos últimos 12 anos. Entre 2008 e 2009, quando o país estava mais afundado pela crise, a taxa de produção anual ficou em 3,7 milhões de carros. As coisas mudaram para muito melhor: a projeção para este ano é de 13,2 milhões, de acordo com o governo americano.

A Casa Branca afirma que, desde 2010, quando acabou a fase mais crítica no setor automobilístico, já foram acrescentados 700 mil empregos na área.

O plano do presidente Barack Obama agora é investir no preparo dos trabalhadores para que a indústria continue crescendo. Isso envolve melhorias na área da educação e incentivos à criação de vagas de aprendiz no mercado.

02/08/2014

às 12:00 \ Disseram

Obama admite: houve tortura

“Nós torturamos algumas pessoas.”

Barack Obama, presidente americano, em coletiva de imprensa na Casa Branca, sobre as técnicas de interrogação da CIA (agência de inteligência americana) no período pós-11 de setembro

21/06/2014

às 12:00 \ Disseram

O dinheiro compra a mudança, que, na verdade, não custa caro. É isso mesmo, Kanye?

“Não há como fazer mudanças de dentro da Casa Branca desse jeito. Você precisa ter dinheiro.”

Kanye West, cantor americano, ao criticar o presidente Barack Obama em uma entrevista de rádio; o rapper diz que tem criatividade e genialidade, características que, segundo ele mesmo, são necessárias à mudança, apesar de serem muito baratas

11/06/2014

às 12:00 \ Disseram

É hora de virar a página

“Ela é perfeitamente livre para falar sobre o escândalo. Vejo-a como uma americana que se expressa como bem entende. Mas não é algo sobre o qual eu pense demais.”

Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama americana, sobre Monica Lewinsky, a ex-estagiária da Casa Branca que teria tido um caso com seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, em entrevista à emissora ABC

13/05/2014

às 12:00 \ Disseram

O passado ainda a persegue

“Está na hora de enterrar o vestido azul.”

Monica Lewinsky, ex-estagiária da Casa Branca, que teve um affair com o então presidente Bill Clinton, na revista americana Vanity Fair; o tal vestido foi o que ela entregou à Justiça — com mancha de sêmen do ex-chefe

13/04/2014

às 0:32 \ Disseram

Maureen Dowd, e as destrambelhadas escolhas do Partido Republicano

“O épico drama fraternal do Partido Republicano está a ponto de alcançar o clímax.”

Maureen Dowd, colunista do jornal The New York Times, sobre a possibilidade de os republicanos escolherem o “Bush bom”, Jeb, irmão do desastrado George W., como candidato à Casa Branca em 2016.

 

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