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Remoção das amígdalas e do apêndice pode aumentar risco de ataque cardíaco precoce

Pesquisa sueca não encontrou associação em pacientes com mais de 20 anos

Por Da Redação - 1 jun 2011, 13h16

A causa para o aumento do risco pode estar no fato de que tanto o apêndice quanto as amígdalas são órgãos linfóides e, portanto, componentes do sistema imunológico do corpo

Até hoje, acreditava-se que a retirada das amígdalas e do apêndice não representasse nenhum risco de saúde, a não ser, é claro, os que envolvem todo procedimento cirurgíco. De qualquer maneira, não havia muito com o que se preocupar. Um grande estudo feito na Suécia, analisando os registros de saúde de todo cidadão nascido entre 1955 e 1970, mostra que a remoção cirúrgica do apêndice e das amígdalas (também conhecidas como tonsilas) antes dos 20 anos aumenta o risco de sofrer um ataque cardíaco prematuro em 33% (apendicite) e 44% (amigdalite), respectivamente.

O risco ainda aumenta significativamente quando tanto as amígdalas e quanto o apêndice são removidos. No entanto, não houve associação com o risco evidente das operações realizadas em pessoas acima de 20 anos de idade. O estudo evidencia que a remoção, com efeitos a longo prazo, incide no sistema imunológico e altera o risco para algumas doenças autoimunes. Estudos revela que entre 10 e 20% de todos os jovens têm as amígdalas ou apêndice removidos em decorrência de infecções. A causa para o aumento do risco pode estar no fato de que tanto o apêndice quanto as amígdalas são órgãos linfóides e, portanto, componentes do sistema imunológico do corpo, embora de modesta importância. Como parecem ter sua função reduzida após a adolescência, a retirada depois dos 20 anos não aumenta o risco de problemas cardíacos significamente. “Pode-se antecipar que a remoção cirúrgica das amígdalas e do apêndice têm consequências sobre a imunidade, com efeito a longo prazo sobre as doenças coronarianas”, afirma Imre Janszky, do Departamento de Saúde Pública da Ciência do Instituto Karolinska, em Estocolmo. Publicado nesta quarta-feira no periódico médico European Heart Journal, a pesquisa acompanhou os pacientes que tiveram amígdalas ou apêndices removidos por meio dos registros durante por 23,5 anos, em média, cruzando as ocorrências de ataques cardíacos fatais ou não fatais. “Estávamos cientes de que nenhum outro estudo estava avaliando os efeitos potenciais de apendicectomia ou amigdalectomia no risco de doença coronariana ou aterosclerose. Já há algumas evidências de que a remoção do baço, outros órgãos linfóides secundários, também está associada com aterosclerose acelerada e aumento do risco cardiovascular”, conclui Janszky.

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