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Diretor diz que Itaipu está imune à crise paraguaia

"Os problemas do Paraguai são do Paraguai", afirmou Jorge Sameck

Por Da Redação
23 jun 2012, 09h12

O diretor geral da Itaipu Binacional, Jorge Sameck, declarou na noite de sexta-feira ao jornal O Estado de S. Paulo que a empresa está imune à crise política paraguaia. Sameck lembrou que, da mesma forma que não houve interferência política na empresa quando o ex-presidente Fernando Collor sofreu o impeachment, não haverá agora com a destituição de Fernando Lugo.

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“Itaipu é território binacional. Os problemas do Paraguai são do Paraguai, assim como os problemas do Brasil, são do Brasil”, disse. Segundo Sameck, a empresa está “blindada” e não será afetada. Itaipu foi construída pelos dois países entre 1975 e 1982 e hoje é uma das usinas que mais produzem energia do mundo.

Sameck lembrou que está há nove anos na empresa e, neste período, sete diretores já foram substituídos e não houve falta de um único quilowatt de energia em razão das mudanças. Questionado se poderiam ser colocadas tropas federais para garantir a segurança da área da empresa, Sameck respondeu que não há “nenhuma possibilidade de isso ocorrer”

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Impeachment – Aprovado a toque de caixa, o processo de impeachment de Lugo durou pouco mais de 24 horas: da manhã de quinta-feira, quando a Câmara aprovou o pedido de julgamento político por 76 votos contra 1 (da deputada do partido de esquerda Frente Guazú), até o fim da tarde desta sexta, quando o Senado – a quem cabia a decisão final – decidiu cassar o chefe de estado. Lugo é acusado de “mau desempenho de suas funções” de presidente, após a morte de 17 pessoas, entre policiais e camponeses, em confronto armado durante uma reintegração de posses há uma semana.

Em seu discurso oficial após a decisão, Fernando Lugo acusou o Legislativo de “ferir profundamente” a democracia, que, segundo ele, foi “traída covarde e traiçoeiramente” pelo Senado. O ex-presidente afirmou ainda que a Casa transgrediu todos os direitos de defesa e reiterou que sempre atuou de acordo com a lei. “Hoje, não é Fernando Lugo que recebe um golpe, é a história paraguaia e sua democracia”, declarou, afirmando também estar disposto a responder por suas ações como ex-mandatário.

No início da noite de sexta-feira, Frederico Franco assumiu a presidência do Paraguai. Ele, que já se consolidava como um dos mais duros críticos de seu antecessor, deve permanecer no posto até a realização de eleições gerais previstas para abril de 2013. Médico cardiologista e cirurgião, o novo presidente, com quase 50 anos, é casado com a deputada Emilia Alfaro e tem quatro filhos.

(Com Agência Estado)

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