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Paul McCartney diz que Yoko Ono não separou os Beatles

Em entrevista a programa de TV, o cantor disse que a banda já estava em vias de se separar quando John Lennon conheceu a mulher

Por Da Redação 28 out 2012, 14h08

Um dos períodos mais obscuros da trajetória dos Beatles, a separação da banda, em 1970, foi esclarecido por Paul McCartney em entrevista ao jornalista David Frost. Numa rara conversa mais longa do que 15 minutos, tempo máximo concedido por McCartney a encontros com entrevistadores, o músico revelou que Yoko Ono não foi responsável pelo fim do grupo. “Os Beatles já estavam no fim quando ela chegou. Yoko abriu a mente de John Lennon e, se não fosse por ela, músicas como Imagine jamais teriam sido escritas.”

Apesar de ter saído em defesa da viúva de Lennon, McCartney admitiu que se sentia muito incomodado com a presença de Yoko no estúdio durante as gravações. A intromissão de Yoko em questões relacionadas à banda sempre foi apontada como o estopim para o fim dos Bealtes.

A conversa faz parte de um novo programa apresentado por Frost ao canal de TV Al Jazeera English e está prevista para ir ao ar em 9 de novembro. Os trechos da entrevista foram divulgados pelo jornal britânico The Guardian. Na ocasião, McCartney também falou sobre assuntos pessoais, como a morte de sua primeira mulher, Linda, mãe de quatro de seus cinco filhos. Ele contou que soube da gravidade do câncer que a acometeu desde a confirmação do diagnóstico. “Os médicos lhe deram 18 meses de vida e foi o que ela teve no fim.”

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