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Sérgio Cabral

22/05/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Dora Kramer: Aécio trabalha para conhecer a fundo e conquistar, em 2014, o apoio do eleitorado de São Paulo

Aécio Neves (Foto: Pedro França / Ag. Senado)

Aécio Neves, novo presidente do PSDB e presidenciável do partido: dedicando-se objetivamente aos preparativos para a disputa de 2014 (Foto: Pedro França / Ag. Senado)

TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

Dora Kramer, O Estado de S. Paulo

O senador Aécio Neves foi eleito presidente do PSDB em convenção que, para efeito de fato político, o apontou como candidato do partido à Presidência da República em 2014. Tudo oficialmente em clima de harmonia, já que tucanos ligados aos paulistas José Serra e Geraldo Alckmin foram incluídos na direção do partido.

Na prática, porém, deu-se apenas um passo. Importante, de acordo com o combinado por Aécio com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas que ainda não significa a consolidação da candidatura presidencial.

A composição apazigua (mais ou menos) os ânimos na cúpula do partido, mas não soluciona a questão principal: a conquista do eleitor residente no colégio de maior peso do País.

Este o desafio maior que Aécio terá de vencer para levar adiante a dura empreitada de disputar com a presidente Dilma Rousseff em condições competitivas.

De porto seguro mesmo, o senador por enquanto tem Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral. Bom patrimônio, mas insuficiente.

Fala-se aqui e ali na possibilidade de um recuo mais adiante, caso o senador não consiga descobrir um bom caminho para o sucesso nas urnas no Rio (terceiro em número de eleitores) e principalmente em São Paulo, de modo a “fechar” o chamado Triângulo das Bermudas.

Mas pode ser apenas uma impressão decorrente das outras duas vezes em que Aécio Neves surgiu como postulante, mas não trabalhou de fato para isso.

Agora o cenário é diferente. Se antes os aliados de Aécio defendiam seu nome enquanto ele se limitava a dar declarações e fazer movimentos ambíguos, agora o senador age, dedica-se objetivamente aos preparativos.

No Rio, aposta na familiaridade com a cidade onde circula como nativo, mobiliza “amigos da vida toda” – aí incluídos personagens da vida cultural e política, como o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes – e já conta com o apoio do senador Francisco Dornelles para ajudá-lo na articulação no restante do Estado.

Em São Paulo o trabalho é mais árduo. Poder-se-ia dizer, científico. Nos últimos dois meses Aécio Neves tem se dedicado ao estudo constante do eleitorado paulista. A ideia é mapear tudo: gostos, interesses, demandas, comportamento eleitoral anterior, segmento por segmento, região por região.

Uma arma poderosa são as pesquisas orientadas por Renato Pereira. Chamado de marqueteiro da campanha, ele seria mais bem qualificado como uma espécie de radar do tucano.

Foi o responsável pelas pesquisas que ajudaram na construção dos personagens da novela “Avenida Brasil”. É é agora o encarregado de escrever para Aécio Neves um roteiro que o ajude a construir um discurso adaptado às expectativas do eleitorado.

 

06/05/2013

às 16:00 \ Política & Cia

Ricardo Noblat: Tire o cavalo da chuva quem acha que a Justiça Eleitoral vai punir governantes que usam o cargo para fazer propaganda eleitoral. Lembram o que fez Lula, em 2010?

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e seu vice e candidato à reeleição, "Pezão": agora é o candidato quem anuncia obras e melhorias -- da vez mais recente, numa festança em Casemiro de Abreu no valor de 4 bilhões de reais (Foto: O Globo)

Um dia desses, em visita ao Congresso, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, disse que há atos políticos e atos políticos eleitorais ou eleitoreiros. E que mesmo às vésperas de novas eleições não se pode classificar de eleitoreiros atos que são apenas políticos, obrigatórios da parte de quem governa e deve satisfações. Ou da parte de quem exerce cargo público mediante o voto popular.

Tem razão o ministro. Só faltou oferecer exemplos que facilitassem a distinção entre atos políticos e atos políticos eleitoreiros.

Na última segunda-feira, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff foi recebida com festa em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para a cerimônia de entrega das chaves de 300 ônibus escolares a 78 prefeitos.

Aquele foi um ato político e apenas político ou foi também eleitoral?

É claro que o ato lhe renderá votos. Mas seria exagero apontá-lo como flagrantemente eleitoral, descaradamente eleitoral. Não foi. Dilma até chegou a ser vaiada por produtores rurais, coitadinha! Suportou tudo com elegância e estoicismo. 

No último dia 25, a assessoria de imprensa do governo do Rio de Janeiro distribuiu nota sob o título “Pezão anuncia obras em rodovias federais do Estado”. Coisa de 4 bilhões de reais. O anúncio foi feito em Casemiro de Abreu, na Região das Baixadas Litorâneas.

Havia por lá prefeitos, cabos eleitorais, secretários de Estado e toda a sorte de gente que costuma se reunir em ocasiões do gênero. Há três anos, Sérgio Cabral, governador do Rio e candidato à reeleição, não deixaria que [Luiz Fernando de Souza, o] Pezão, seu vice, anunciasse um investimento desse porte.

Caberia a ele, Cabral, anunciar. E a Pezão a se manter em silêncio e aplaudir. Os papéis, agora, se inverteram – como, de resto, Cabral antecipou tão logo se reelegeu.

Pezão é candidato à sucessão de Cabral. Está sendo empurrado por Cabral para o centro de todos os palcos que possam ser montados desde já.

(PARA CONTINUAR LENDO E VER A REFERÊNCIA AO EXEMPLO DE LULA, CLIQUE AQUI)

31/03/2013

às 19:00 \ Política & Cia

As razões para a tranquilidade do governador Eduardo Campos diante do desafio de 2014

Eduardo Campos: posição confortável no trem eleitoral (Foto: Ailton de Freitas / Ag. O Globo)

Eduardo Campos: posição confortável no trem eleitoral (Foto: Ailton de Freitas / Ag. O Globo)

Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

RAZÕES PARA A TRANQUILIDADE DE CAMPOS

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), passeia mais ou menos tranquilo sua candidatura a presidente em 2014 por três razões:

1. Seu partido, apesar das resistências dos renitentes irmãos cearenses Ciro e Cid Gomes, está vendo na candidatura do pernambucano para aumentar sua representatividade nacional e seu poder de barganha federal e nos Estados.

Com o “carro-chefe Campos”, o PSB acredita que em 2014 poderá eleger mais governadores do que tem hoje e aumentar suas bancadas na Câmara, no Senado e nas Assembleias Legislativas.

Mesmo não ganhando o Palácio do Planalto, Campos e o PSB poderiam sair credenciados para 2018 com um excelente cacife.

2. Para os tucanos, a presença de Eduardo Campos na disputa seria a garantia já de um segundo turno, ainda mais se Marina Silva também confirmar sua presença.

O PSDB acredita que Campos tirará mais votos de Dilma do que de Aécio, principalmente no Nordeste.

Além disso, mesmo governista no momento, o governador de Pernambuco será um candidato de oposição ao Palácio do Planalto, mais um do qual Dilma, o PT e os aliados precisarão se defender.

3. Para o PT, pelo menos nesta primeira fase, a presença de Campos no grid de largada presidencial é tida como útil porque, segundo os petistas, ele disputa uma faixa do eleitorado com Aécio Neves – e tiraria votos do tucano e até possíveis aliados do mineiro, com o PPS e os rebeldes do PMDB.

Racha inclusive em Minas, onde o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, é do PSB, mas foi eleito com a ajuda de Aécio. E pode rachar até em São Paulo, onde os socialistas se dão muito bem com o governador Geraldo Alckmin.

Em principio, pelo menos, não é interesse de Lula e Dilma que Eduardo Campos saia da raia. Lá na frente se verá.

A rifa de Lula

A melhor prova disso é que Lula já está rifando a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do Rio, pelo PT.

Ele prometeu ao PMDB fluminense e ao governador Sérgio Cabral que não pisará no Estado durante a eleição.

29/03/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Vejam como Lula fez papel de lobista em prol dos interesses de Eike Batista

PARECIA PROMISSO -- Eike, Lula e o lobista Pires Neto deixam o Açu no jato do empresário: ali, eles selaram o plano para tomar das mãos dos capixabas o estaleiro Jurong (Foto: FOTOS CARLOS GREVI/AGêNCIA URURAU/AGIENCIA O GLOBO)

PARECIA PROMISSOR -- Eike, Lula e o lobista Pires Neto deixam o Açu no jato do empresário: ali, eles selaram o plano para tomar das mãos dos capixabas o estaleiro Jurong (Foto: Carlos Grevi /Ag. Ururau/Ag. O Globo)

Reportagem de Malu Gaspar e Daniel Pereira, publicada em edição impressa de VEJA

QUASE DEU CERTO

Com a ajuda do “homem do partido” no grupo EBX, o ex-presidente Lula recrutou ministros para salvar os negócios de Eike Batista. Só faltou combinar com o adversário

A foto acima, tirada em 24 de janeiro, mostra o ato final de um encontro de negócios para lá de promissor. Depois de passarem a manhã inspecionando as obras do Porto do Açu, empreendimento de Eike Batista no litoral norte fluminense, o ex-presidente Lula e o bilionário engataram um papo animado, do qual também participou o diretor de relações institucionais do grupo EBX, Amaury Pires Neto.

A bordo de um ônibus, Lula fez um entusiasmado discurso sobre o que viu. A seu lado, o diretor Pires Neto saboreava um momento de glória. Contratado por Eike em setembro de 2012, ele havia sido defenestrado um ano antes do Fundo de Marinha Mercante, aonde chegou pelas mãos do deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto, do PR, em meio a um escândalo que atingiu o Ministério dos Transportes.

Detalhe de Lula, Eike e o lobista, no aeroporto (Foto: Carlos Grevi / Ag. Ururau / Ag. O Globo)

Detalhe de Lula, Eike e o lobista, no aeroporto (Foto: Carlos Grevi / Agência Ururau / Agência O Globo)

Mesmo assim, apregoava ser um homem “do partido” — nesse caso, o PT, e não o PR. Foi Pires Neto quem cunhou, no império X de Eike, o hábito de se referir a Lula pelo codinome “instituto” — pelo fato de serem frequentes os encontros da turma no Instituto Lula, em São Paulo.

O “instituto” deu o tom de otimismo à conversa, e saíram todos dali certos de que o Açu teria novo inquilino: o estaleiro que a Jurong Shipyard, uma das grandes companhias de construção naval do mundo, controlada pelo governo de Singapura, está erguendo no Espírito Santo.

A transferência do investimento de 500 milhões de reais para o Açu era parte de um plano arquitetado semanas antes por Eike, Lula e o governador Sérgio Cabral (PMDB), amigo de ambos, num almoço na sede do grupo X, no centro do Rio.

À mesa, em vez do habitual tom confiante e da pose de empresário de sucesso, Eike clamou por socorro. Sem a ajuda do governo, dizia, teria de abandonar investimentos e enfrentar a quebra de algumas empresas. Ele se queixou ainda de a Petrobras ter cancelado, em novembro, a contratação de cinco sondas da OSX e de um parceiro grego.

E expôs seu plano, enfatizando que seria providencial a associação com a Jurong. Resolveria o impasse criado pela debandada de clientes do Açu e ainda passaria adiante o estaleiro da OSX, que está longe de ficar pronto e já custou bem mais do que o previsto. A Petrobras, por sua vez, poderia compensá-lo contratando duas sondas que a petroleira OGX já encomendou no exterior, mas que ficarão ociosas, dada a pouca quantidade de óleo nos reservatórios.

Com a ligeireza de quem acha muito natural que o Estado sirva aos interesses do PT e aos seus próprios, Lula desencadeou uma operação de governo para ajudar o amigo. Usando chapéu de ex-presidente, comportou-se como lobista — algo que já vinha fazendo em viagens
pelo mundo a soldo de empreiteiras, como revelou a Folha de S.Paulo na semana passada.

Só faltou combinar com os capixabas, que não gostaram nada da ideia de ficar a ver navios.  » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

28/03/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Augusto Nunes: Cabral troca os enterros na Região Serrana por enterradas do basquete americano

Marco Antônio (em pé, à esquerda) e Sérgio Cabral, no Madison Square Garden, em Nova York (Foto enviada por Gabrielle Brunner)

Texto de Augusto Nunes, publicado em seu blog

Neste sábado, 23 de março, enquanto parentes e amigos dos 33 mortos pelas inundações em Petrópolis preparavam a missa em homenagem às vítimas, o governador Sérgio Cabral descansava dos problemas do Rio de Janeiro assistindo a um jogo de basquete no Madison Square Garden, em Nova York.

Ao lado do filho Marco Antônio, acompanhou com muita atenção o confronto entre o New York Knicks e Toronto Raptors. Nenhum dos times figura, no momento, entre os melhores da NBA.

A foto comprova que o guardanapo continua reservado às farras em Paris. Em Nova York, o Cabral dispensa disfarces. O governador não compareceu a nenhum enterro na Região Serrana. Mas aplaudiu com muito entusiasmo as enterradas na quadra americana.

Casa destruída pelos deslizamentos em Petrópolis

20/03/2013

às 14:45 \ Política & Cia

J. R. Guzzo: roga-se às autoridades brasileiras a gentileza de responderem às perguntas apresentadas a seguir. Uma delas: ministro pode usar linguagem de bandido?

O que a presidente quis dizer com “fazer o diabo” nas campanhas? Essa é uma das perguntas que precisam ser respondidas (Foto: Evaristo Sá / AFP)

O que a presidente quis dizer com “fazer o diabo” nas campanhas eleitorais? O que vale? O que não vale? Perguntas como estas precisam ser respondidas (Foto: Evaristo Sá / AFP)

Artigo publicado na edição da VEJA que está nas bancas

O BRASIL DA CHIBATA

 

Roga-se às altas autoridades brasileiras, mais uma vez, a gentileza de responderem às perguntas apresentadas a seguir. É possível que o público leitor gostasse de fazê-las diretamente, mas não pode; cede-se a ele, a título de colaboração, o espaço desta coluna.

Poderia a presidente Dilma Rousseff ter a bondade de explicar, com um mínimo de clareza, o que é “fazer o diabo”? Dilma disse há pouco que nas campanhas eleitorais é permitido fazer exatamente isso, “o diabo”, mas não deu nenhuma informação sobre os atos concretos que os candidatos, a começar por ela própria, estão autorizados a cometer.

O que vale?

O que não vale?

Coisa do bem não deve ser. Nunca se ouviu dizer, por exemplo, que Madre Teresa de Calcutá fizesse “o diabo” em favor de suas obras de caridade. Pelo entendimento comum, fazer o diabo significa estar disposto a qualquer coisa, por pior que seja, para conseguir algo.

É isso?

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, acha que tem, sim ou não, o direito de chamar um cidadão de “palhaço” e mandá-lo “chafurdar na lama”?

Coragem, ministro: sim ou não? Dizer essas coisas, em público, não é crime de injúria? Ou presidentes do STF estão desobrigados de obedecer ao artigo 140 do Código Penal Brasileiro?

  ♦

Colocar um fotógrafo do Instituto Lula, entidade privada, a bordo do avião presidencial que levou Dilma Rousseff (e o próprio Lula) aos funerais do coronel Hugo Chávez na Venezuela, e apresentar o rapaz como “intérprete” da comitiva, não é um delito de falsificação?

Intérprete ele não é; como acaba de informar em VEJA o redator-chefe Lauro Jardim, sua ocupação é tirar fotos para a coleção pessoal do ex-presidente.

Há outras dúvidas.

Será que Dilma não entende nada de espanhol? Não há nenhum intérprete de verdade entre mais de 1 milhão de funcionários do governo federal?

Privatizar assentos a bordo do Aerodilma, para o Instituto Lula economizar um dinheirinho, já é um ato permitido pela doutrina de “fazer o diabo”?

 ♦

O que o dr. Gilberto Carvalho, que tem no seu cartão de visita o título de “ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República”, quer dizer quando afirma, como fez há pouco, que “o bicho vai pegar”?

Que bicho é esse? Pertence ao Patrimônio da União? Ele vai pegar quem? Já foi solto, por exemplo, contra a blogueira cubana Yoani Sánchez, que bandos de delinquentes a serviço do governo atacaram em sua recente passagem pelo Brasil?

Tem cabimento o ministro-chefe (a propósito: haveria algum ministro que não é chefe?) usar em público linguagem de bandido?

Por que será que tanta história esquisita (a de Yoani é apenas a última de uma longa série) começa, passa ou termina na sala do dr. Gilberto?

 ♦

Quais os nomes da “meia dúzia de famílias poderosas” que, segundo o presidente do PT, deputado Rui Falcão, decidem “o que o nosso povo pode ler, ouvir e assistir”?

Daria para o deputado, por cortesia, informar de onde ele tirou este número, “meia dúzia”, num país que tem no momento quase 10 000 estações de rádio, mais de 500 emissoras de televisão, cerca de 5 500 revistas e 2 700 jornais?

Estaria ele reprovando o fato de que há veículos com audiência e circulação muito maiores que os demais, porque o público, por sua livre e espontânea vontade, prefere ver, ouvir e ler mais uns do que outros?

Que culpa têm os veículos que fazem mais sucesso, ou que ilegalidade cometem por serem os preferidos ela maioria do público?

 ♦

Por que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não guardou um tostão dos bilhões de reais que seu estado recebeu em royalties de petróleo nos últimos anos?

Desde 2007, quando assumiu o governo, até 2012, mais de 130 bilhões de reais foram arrecadados das empresas exploradoras de petróleo, e a parte do leão dessa montanha de dinheiro ficou com o Rio e seus municípios.

Agora, com as perdas trazidas pela mudança na lei dos royalties, o governador se vinga atirando nos cidadãos do seu próprio Estado: suspendeu pagamentos a fornecedores, ameaça criar mais impostos, fala em corte de serviços. [O governador obteve do Supremo Tribunal Federal liminar em mandado de segurança que suspende, temporariamente, a vigência da nova lei dos royalties.]

Se não guardou nada do que recebeu, o que fez de útil com o dinheiro gasto?

 ♦

O que há de comum entre essa gente toda é a convicção de que mandam — e quem manda não precisa explicar nada a quem está embaixo.

Falam em banda larga e pré-sal, mas continuam agindo como se vivessem no Brasil dos engenhos, dos capitães do mato e da chibata.

São os senhores do “Brasil para todos”.

14/03/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Marqueteiro de Dilma vai enfrentar o possível marqueteiro de Aécio na eleição presidencial da Venezuela

Dobradinha marqueteira presidencial Joela Santana X Renato Pereira terá prévias na Venezuela pós-Chávez

A dobradinha marqueteira presidencial João Santana versus Renato Pereira terá prévias na Venezuela pós-Chávez

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição da VEJA que está nas bancas

PRELIMINAR VENEZUELANA

A disputa pela sucessão de Hugo Chávez na Presidência da Venezuela será comandada por dois marqueteiros brasileiros.

João Santana cuidará da campanha do presidente interino, Nicolás Maduro, e Renato Pereira fará a do principal oposicionista, o governador Henrique Capriles.

O duelo entre os publicitários pode se repetir por aqui no ano que vem.

Santana tentará reeleger Dilma Rousseff, enquanto Pereira é o favorito do senador Aécio Neves, do PSDB, para comandar a área de marketing de sua campanha.

O que pode atrapalhar as negociações é o fato de que Pereira já trabalha com o governador do Rio, Sérgio Cabral, que defende a reeleição de Dilma.

05/03/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Baderneiros contra a modernização dos portos e da cidade do Rio fazem “manifestação” e aproveitam para insultar o jornalista Merval Pereira

Merval Pereira: cercado e xingado por manifestantes no Rio (Foto: adpf.org.br)

MEU MOMENTO YOANI

Do blog do jornalista Merval Pereira

Na sexta-feira à noite, na inauguração do novo museu MAR na Praça Mauá, passei por rápidos instantes a mesma situação que enfrentou a blogueira Yoani Sánchez quando esteve no país recentemente.

Havia diversas manifestações nos arredores do museu, onde participavam da inauguração a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. O barulho era insuportável dentro do museu, que, com seu lindo teto ondulado, criou um inesperado efeito acústico no interior do prédio.

Uma era contra o fechamento dos teatros do Rio depois da tragédia de Santa Maria. Muitos teatros, que funcionavam sem as medidas de segurança necessárias, continuam fechados e os artistas estavam ali protestando.

Mas protestavam contra o quê? Deveriam mesmo protestar contra o fato de terem passado todo esse tempo trabalhando e recebendo pessoas em lugares sem condições de segurança adequada. Deveriam protestar contra a Prefeitura, mas pelo que ela não fez, e não pelo que está fazendo, embora tardiamente.

Havia um pequeno grupo reclamando casas prometidas e não entregues. E havia um terceiro grupo, mais barulhento e agressivo, que protestava contra a revitalização da zona portuária do Rio e também contra a Medida Provisória dos Portos, que em boa hora a presidente Dilma enviou ao Congresso.

Baderneiros do PT, do PC do B, da “Juventude Socialista” e do PDT

Aparentemente não havia no grupo nenhum estivador ou operário, eram todos jovens estudantes com máscaras e cartazes que alertavam: “Gestão mata” e “Choque mata” em referência ao Choque de Ordem da Prefeitura.

O que esses jovens do PT, do PCdoB, da Juventude Socialista, do PDT, sei lá de onde, queriam dizer é que a revitalização do centro do Rio é uma modernidade que rejeitam. E o que dizer da nova legislação sobre os portos do país?

O que está por trás dos protestos, no entanto, é uma nada estranhável, embora exótica, aliança entre órgãos sindicais e empresários que operam os portos sem competição, beneficiando-se de uma reserva de mercado tão ultrapassada quanto prejudicial à economia brasileira.

Os jovens radicais estavam ali protestando contra a modernização da cidade e a possibilidade de os novos administradores de portos disputarem cargas com os terminais já existentes e contratarem mão de obra pelo regime da CLT, à qual estão subordinados todos os trabalhadores brasileiros.

A aliança dos sindicatos dos concessionários dos portos, que não querem competição de jeito nenhum

Sindicatos liderados pelo Paulinho da Força Sindical, deputado federal pelo PDT, querem impedir a modernização dos portos, obrigando os novos terminais a contratarem os estivadores pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). E têm o apoio de concessionários dos portos, que querem tudo menos competição para melhorar a produtividade.

No entanto, dar competitividade ao setor portuário é fundamental para a retomada do crescimento, reduzindo o chamado custo Brasil. E lá estavam os jovens esquerdistas não apenas protestando, como seria normal em uma democracia, mas agredindo verbal e quase fisicamente as pessoas que passavam por uma espécie de corredor polonês que a polícia deixou que fizessem.

Agressões verbais chegaram perto da agressão física

As pessoas que saiam da festa de inauguração forçosamente tinham que passar pelos manifestantes para pegar seus carros, e houve momentos em que as agressões verbais chegaram às raias da agressão física.

Uma senhora que ia à nossa frente foi chamada de “fascista” por um manifestante, que gritou tão perto do seu rosto que quase houve contato físico.

Passei pelo grupo com minha mulher sob os gritos dos manifestantes, e um deles me reconheceu.

Gritou alto: “Aí Merval fdp”.

A tensão que está no ar nesses dias em que, como previu Gilberto Carvalho, “o bicho vai pegar”

Foi o que bastou para que outros cercassem o carro em que estávamos, impedindo que saísse. Chutaram-no, socaram os vidros, puseram-se na frente com faixas e cartazes impedindo a visão do motorista.

Só desistiram da agressão quando um grupo de PMs chegou para abrir caminho e permitir que o carro andasse.

Foram instantes de tensão que permitiram sentir a violência que está no ar nesses dias em que, como previu o Ministro Gilberto Carvalho, “o bicho vai pegar”.

É claro que o que aconteceu com a blogueira cubana Yoani Sanchez nem se compara, mas o ocorrido na noite de sexta-feira mostra bem o clima belicoso que os manifestantes extremistas estão impondo a seus atos supostamente de protesto.

E é impressionante que jovens ditos revolucionários se empenhem em defender um sistema arcaico que só interessa às corporações sindicais que já estão instaladas nos portos e a empresários que se beneficiam de privilégios que emperram a economia brasileira.

A presidente Dilma está certa ao não aceitar as pressões políticas para mudar a medida provisória dos portos, essencial para a revitalização da economia.

11/02/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Neil Ferreira: O enredo da Unidos do PT é “Petrolulabrás no Fundo do Poço, ô, ô”

aves de rapina caçam, com os bicos curvos e vorazes e poderosas garras afiadas, o passaredo inocente, abrigado e engordado nos recheados cofres públicos da herança maldita de FHC (Imagem  (Foto: Miscellaneous)

"Aves de rapina caçam, com os bicos curvos e vorazes e poderosas garras afiadas, o passaredo inocente, abrigado e engordado nos recheados cofres públicos da herança 'maldita' de FHC" (Imagem: Miscellaneous)

Por Neil carnavalesco Ferreira, publicado hoje no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

ENREDO DA UNIDOS DO PT: “PETROLULABRÁS NO FUNDO DO POÇO Ô Ô”

A Escola de Samba Unidos do PT pede passagem e apresenta seu enredo. Puxadoras, as Neguinhas da Unidos: Relaxa e Goza e Chauí. Refrão: “Lula é Deus !” Breque: É Deus Diz! É Deus ! “Quando Lula fala o país se ilumina !” Em coro: “Petrolulabrás afundô ô, ô ! Vai continuá a afundá á, á ! Dispois de Sumpólo tem otro Sumpólo pra nóis avançá á, á !”

Comessão de Frente, Petrolulabrás Afundada, Bode Galeguinho, Sarney, Collor, Brimo Maluf, Renan Avacalheiros, Jáder Barbalho, Sérgio Cabral, Rui Falcão, Mensaleiros Corruptos Condenados e Sentenciados, Delta, Todos os Ministros e Todos os Ministérios da Presidenta, Marcos Valério, Banco Rural.

Mestre Sala, Roi Louis 51, faz evoluções e mostra as mãos sujas de petróleo pra cantar nossa autossuficiência em prejuízos; Porta Bandeira, Marisa Antoinette, esconde o rostinho pitanguyneado e botoxiado com o leque. Supimpas.

O remelexo da Rose Rainha da Bateria estremece a avenida, incendeia a paixão do mais alto figurão do palanque, da arquibancada, do camarote, do País, do Estado, da Nação, do Mercosul, do Planeta, do Planeta dos Macacos, do Sistema Solar, da Via Láctea, da Galáxia, cuíca nunca antes vista no “Univelço” – 1m63 de altura e de circunferência.

Breque pra recuo da bateria; ao recuar, faz de improviso um minuto de silêncio para Celso Daniel e Toninho de Campinas. Confusão geral, pau quebra por causa do improviso subversivo.

Olê olê – olê olá, Lu-la Lula-lá; Olê olê – olê olá, Lu-la Lula-lá; Olê olê- olê olá é o partido botando a Petrolulabrás pra quebrá. Breque: Prá nóis robá! Diz! Pra nóis robá. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

02/09/2012

às 15:00 \ Política & Cia

VÍDEOS INESQUECÍVEIS: bêbado, o governador Sérgio Cabral bajula Dilma em inglês macarrônico

 

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