Blogs e Colunistas

Rio de Janeiro

31/01/2013

às 19:12 \ Vasto Mundo

Impressionante: várias grandes cidades dos EUA têm taxas de homicídios muito superiores às de São Paulo e mesmo do Rio. New Orleans chega perto de Honduras, o país mais violento do mundo. Confiram os dados

Criminosos condenados em uma prisão na Califórnia: cidades americanas exibem índices alarmantes de assassinatos (Foto: images.catholic.org)

O chamado “ex-blog” do vereador e ex-prefeito do Rio Cesar Maia publica hoje dados impressionantes sobre a criminalidade nos Estados Unidos — mostrando, por exemplo, que a taxa de homicídios da capital americana, Washington, é quase o dobro da de São Paulo, e que Detroit, no Estado de Michigan, bate de longe o Rio de Janeiro. New Orleans é o pior caso, como vocês verão abaixo.

Mais reproduz material de Andrés Oppenheimer, jornalista argentino que é editor de assuntos latino-americanos do jornal The Miami Herald e colaborador da rede de TV CNN em espanhol.

O material de Oppenheimer foi publicado pelo jornal argentino La Nación.

Diz o “ex-blog”:

CIDADES DOS ESTADOS UNIDOS COM ÍNDICES DE HOMICÍDIOS LATINO-AMERICANOS!

(Andrés Oppenheimer – La Nación, 29)

1. O estudo, intitulado “A violência armada em cidades norte americanas em comparação com aquela dos países mais violentos do mundo”, cujo autor é o guru do desenvolvimento urbano, Richard Florida, da Universidade de Toronto (Canadá), contém um mapa com dados impressionantes sobre a gravidade alcançada pelo problema da violência armada em várias cidades dos Estados Unidos.

Aqui estão alguns dos números do mapa, mostrados em 22 de janeiro no site theatlanticcities.com, com dados do Escritório de Drogas e Crime das Nações Unidas.

2. A taxa de homicídios com armas de fogo em Washington, D. C., capital dos Estados Unidos, é de 19 por 100 mil habitantes.

New Orleans, com 62 assassinatos por arma de fogo por 100 mil habitantes, tem uma taxa quase tão elevada quanto a de Honduras, o país mais violento do mundo, com 68 homicídios com armas de fogo por cada 100 mil habitantes.

Detroit tem 36 assassinatos com armas de fogo por cada 100 mil habitantes. Baltimore [no Estado de Maryland] tem uma taxa de homicídios por armas de fogo de 30 por 100 mil habitantes, Newark [Nova Jersey, encostada em Nova York], 25 e Miami [Flórida], 24.

“Os números são impressionantes”, diz Richard Florida. “Um número de cidades dos Estados Unidos tem uma taxa de homicídios com armas de fogo comparável aos países mais violentos do mundo.”

3.1. (Ex-Blog) Estado de São Paulo: 4.833 homicídios dolosos, 41,5 milhões de habitantes. Homicídios por 100 mil habitantes: 11,6.

3.2. Estado do Rio: 3.998 homicídios dolosos, 16 milhões de habitantes. Homicídios por 100 mil habitantes: 25.

3.3. Cidade de São Paulo: 1.497 homicídios dolosos, 11,5 milhões de habitantes. Homicídios por 100 mil habitantes: 13.

3.4. Cidade do Rio de Janeiro: 1.196 homicídios dolosos, 6,35 milhões de habitantes. Homicídios por 100 mil habitantes: 18,8.

30/01/2013

às 17:45 \ Tema Livre

Alguma coisa anda muito mal no futebol brasileiro

Bolívar fez o gol do Botafogo -- e, ao fundo, podem-se ver cadeiras totalmente vazias no estádio (Foto: Gazeta Press)

Amigas e amigos do blog, um dos maiores clássicos não apenas do futebol carioca, mas do futebol brasileiro — Botafogo e Fluminense, que terminou com um empate de 1 a 1, domingo, no Engenhão, no Rio — foi assistido por apenas 7.367 torcedores.

Na véspera, pela manhã, no mesmo Rio, a partida de vôlei em que os paulistas do Sesi venceram de virada o time do Rio de Janeiro por 3 sets a 2, no Ginásio do Maracanãzinho, tinha mais de 8 mil torcedores nas arquibancadas.

23/01/2013

às 17:00 \ Tema Livre

Viram o censo? BH cai para 6ª maior capital, superada por Salvador e Brasília, e Manaus ultrapassa Curitiba e passa à 8ª

Com seus 2.375.444 habitantes, a capital de Minas agora está atrás de Salvador, de Brasília e de Fortaleza

Post publicado originalmente em 7 de dezembro de 2010

Campeões de Audiência
 

Amigos do blog, não sei se vocês já tiveram tempo de examinar com algum vagar os dados preliminares do Censo de 2010 — este que indica ser de 190,7 milhões o número de brasileiros.

Há inúmeras novidades a serem ressaltadas, mas queria agora mencionar apenas uma: a reviravolta que houve na relação das maiores capitais brasileiras.

São Paulo continua sendo a maior delas, com 11.244.369 habitantes, e o Rio a segunda, com 6.323.0037.

Mas Belo Horizonte, que durante muito tempo manteve o terceiro posto, que depois cedeu a Salvador, desabou para sexto lugar. Com seus 2.375.444 habitantes, a capital de Minas agora está atrás de Salvador (2.676.606), de Brasília (2.562.963) e de Fortaleza (2.447.409).

Brasília talvez merecesse uma consideração especial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo censo, uma vez que esses 2,5 milhões de habitantes se espalham por dezenas de “cidades-satélites” do Distrito Federal, com pelo menos uma delas, Taguatinga, tendo porte semelhante ou maior ao de várias capitais brasileiras.

Ou seja, o Distrito Federal não tem apenas uma cidade, Brasília, embora as cidades-satélites não tenham autonomia política, não elegem prefeitos nem vereadores, razão pela qual se mantenha a ficção de que é a cidade de Brasília, e não todo o DF, que abriga um pouco mais de 2,5 milhões de habitantes.

Curitiba, que segundo o censo de 2000 era a sétima maior capital, caiu para o oitavo, diante do espetacular crescimento populacional de Manaus, que saltou de 1.405.835 habitantes há dez anos para 1.802.525 agora, contra os 1.764.896 de Curitiba. Ao desalojar Curitiba do sétimo posto, Manaus rebaixou Recife, antes a oitava capital, para o nono lugar, com 1.536.934 moradores.

A décima maior capital continua sendo Porto Alegre, com 1.409.939 habitantes.

10/11/2012

às 19:00 \ Política & Cia

SEGURANÇA EM SÃO PAULO: Cesar Maia, três vezes ex-prefeito do Rio, pinça estatísticas em que se vê o quanto a situação de SP é melhor — inclusive na atual onda de crimes

Policial de uma Unidade de Polícia Pacificadora confraterniza com moradores numa favela do Rio: mesmo com UPPs no Rio, segurança em SP é muito melhor (Foto: rioonwatch.org.br)

Com as UPPs na cidade do Rio de Janeiro e toda a celebração de melhoria nos indicadores de segurança pública na cidade e no Estado (felizmente), vejam vocês o abismo que ainda separa a cidade e o Estado tanto da cidade como do Estado de São Paulo — atualmente na alça da mira tanto do crime organizado quanto de grupos políticos interessados em desmoralizar o governo do PSDB nesse terreno.

Até as estatísticas que abrangem a atual onda de crimes em São Paulo são muito melhores do que as do tão celebrado Rio.

Os números que vou transcrever abaixo são altamente significativos e foram publicados três vezes prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM) e agora vereador eleito, em seu peculiaríssimo “ex-blog”. Foram extraídos de texto em que ele menciona a gravidade e as características da onda de crimes em São Paulo (os destaque em negrito são meus):

“No Estado do Rio de Janeiro, para uma população de 15.993.583 habitantes pelo censo de 2010, entre janeiro e setembro de 2012 (dados oficiais do Instituto de Segurança Pública, ISP), foram registrados 3.028 homicídios dolosos.

No Estado de São Paulo, para uma população de 41.252.160 habitantes pelo censo de 2010, neste mesmo período –janeiro a setembro de 2012- foram registrados 3.329 homicídios.

São taxas anualizadas, por 100 mil habitantes, de

25,24 para o Estado do Rio e de

10,76 para o Estado de São Paulo.

3. Comparando as capitais, no mesmo período, para uma população de 6.323.037 pelo censo de 2010, a Cidade do Rio de Janeiro (ISP) registrou 935 homicídios. Para 11.376.685 habitantes pelo censo de 2010, a Cidade de SP registrou 919 homicídios.

São taxas anualizadas de

19,72 para a cidade do Rio de Janeiro e

10,77 para a cidade de São Paulo.

4. Em setembro passado, na cidade de São Paulo ocorreu pânico, com um número recorde de homicídios dolosos: 135. Nesse mesmo mês, foram 95 homicídios dolosos na Cidade do Rio de Janeiro.

Anualizando — apenas esse mês de setembro — a taxa por 100 mil habitantes de São Paulo alcançaria 14,24.

No caso da cidade do Rio de Janeiro, os homicídios de setembro, anualizados, produziriam uma taxa por 100 mil habitantes de 18,02“.

08/11/2012

às 15:00 \ Política & Cia

Levantamento mostra grande melhoria na situação econômica de moradores de favelas do Rio

Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro

Favela da Rocinha, no Rio: o maior índice de aumento foi o de pessoas que passaram a integrar a classe C -- mas aumentou muito também o número de integrantes da classe AB

Amigas e amigos do blog, muito interessantes esses dados sobre melhoria econômica da população moradora das favelas cariocas nos últimos dez anos, apresentada pelo vereador eleito e ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) em seu peculiaríssimo “ex-blog”.

Como o próprio Maia governou o Rio entre 1991 e 1995, fez o sucessor, seu secretário de Urbanismo, Luiz Paulo Conde (que depois rompeu com o ex-chefe), e depois foi novamente eleito e reeleito, permanecendo no Palácio da Cidade entre 2001 e 2009, ele celebrou o fato com o seguinte título para a nota, tudo em maiúsculas no original: “Muda o perfil socioeconômico das favelas do Rio no ciclo de governo do DEM!”

Seja como for — e nesse novo quadro influíram, naturalmente, os resultados do Plano Real, lá atrás, e das políticas sociais do governo FHC, muito reforçadas, demagogias à parte, no governo Lula –, as informações são relevantes e promissoras. Confiram:

(Globo, 06) 1. A distribuição de classes econômicas mudou radicalmente nas favelas cariocas entre 2001 e 2011. Enquanto a proporção de moradores da classe C passou de 29% para 66%, o número de pessoas que pertencem à classe D caiu de 59% para 20%.

Um levantamento feito pelo instituto Data Popular, com base em entrevistas em cinco comunidades e dados do IBGE, mostra ainda que, no mesmo período, os representantes da classe AB — com renda familiar a partir de R$ 4.345 — passaram de 1% da população das favelas cariocas para 13%.

2. Segundo o levantamento, se as cerca de mil comunidades do Rio formassem um município, ele seria o nono maior do país. E essa população tem forte peso na economia carioca, movimentando R$ 13 bilhões por ano, 33% do total de R$ 38,6 bilhões que as favelas brasileiras movimentam anualmente.

Trabalho em casa Dinheiro e espaço são apertados na Rocinha, a maior favela do Rio, mas, graças à cooperativa de artesanato Coopa-Roca, a mãe Liliane Mineira da Silva pode ter uma renda enquanto cuida das filhas Beatriz (com ela na foto), de 6 anos, e Vitória, de 8.

Cooperativas de trabalho nas favelas permitem maior renda, trabalho em casa e cuidado com os filhos (Foto: National Geographic Brasil)

3. Entre os maiores de idade, 85% contribuem com a renda da casa e 70% estão empregados ou são autônomos. Mas o sonho de cursar uma faculdade (declarado por 39%) prevalece sobre o desejo de conseguir emprego (28%). No universo geral da pesquisa, 28% são a principal fonte de renda da família.

4. Perguntados sobre o que pretendem adquirir nos próximos 12 meses, 49% responderam que desejam comprar móveis, 36% querem eletrodomésticos e 24% planejam contratar TV por assinatura. Cerca de 16% usam cartões de crédito emprestados. A falta de um cartão próprio é uma das razões para que não comprem na internet. A porcentagem dos que consomem on-line (16%) é bem menor do que a de jovens acostumados a se conectar (90%).

5. A proporção de analfabetos entre os jovens nas favelas é de 3%.

28/10/2012

às 21:34 \ Política & Cia

ELEIÇÕES: Oposição respira com vitórias importantes e simbólicas como as de ACM Neto em Salvador e Arthur Virgílio em Manaus. Nas 10 maiores capitais, PT só ganha em SP

A vitória de ACM Neto numa capital importante como Salvador projeta-o para voos maiores -- e é simbólica para Lula, a quem o avô do novo prefeito, o falecido ACM, combateu ferozmente (Foto: band.com.br)

É claro que o final do segundo turno merece um balanço maior, mais acurado, que leve em conta não apenas a vitória do PT na maior cidade do país, São Paulo, mas faça a checagem geral das grandes prefeituras de todos os Estados e como se repartiu o eleitorado entre os principais partidos.

A derrota da oposição em São Paulo é fenômeno político de grandes proporções, mas cabe observar, igualmente, o mau desempenho do PT em quase todas as 26 capitais, e seu naufrágio em Salvador (a 3ª maior cidade do Brasil), Fortaleza (a 5ª), Belo Horizonte (a 6ª), Manaus (a 7ª) e Recife (a 9ª). Em Curitiba (a 8ª), nem apresentou candidato, pegando carona no ex-tucano Gustavo Fruet (PDT), como já ocorrera no Rio com o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Das 10 maiores capitais do país, o PT só venceu, mesmo, em São Paulo. Na 10ª maior capital, Porto Alegre, não chegou nem ao segundo turno – reelegeu-se o prefeito José Fortunati (PDT).

Brasília, a quarta maior capital do país, não entra na lista porque não tem prefeito.

A vitória do deputado ACM Neto (DEM) em Salvador é particularmente amarga e simbólica: Lula e o governador Jaques Wagner perdem para o herdeiro da dinastia carlista, cujo fundador, o falecido Antonio Carlos Magalhães, exerceu feroz oposição ao lulalato e, diretamente ou por prepostos, por décadas mandou na Bahia.

ACM Neto automaticamente passa ao primeiro plano da disputa pelo Palácio da Ondina.

Arthur Virgílio (camisa azul escura): figura nacional, o ex-líder do PSDB no Senado teve o dobro da votação da candidata de Lula (Foto: psdb.org.br)

Derrota simbólica também acabou sendo a da candidata de Lula a prefeita de Manaus, a senadora comunista Vanessa Graziottini, massacrada por um político de projeção nacional, como o ex-senador e ex-líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto, que teve quase o dobro da votação da adversária, em cujo palanque o próprio Lula, vociferante, subiu.

09/10/2012

às 15:45 \ Política & Cia

Números das eleições no Rio dramatizam a necessidade de se fazer a reforma política

Plenário da Câmara Municipal do Rio: 90% dos candidatos não chegaram a mil votos -- e, para 51 vereadores, estarão representados 18 partidos (Foto: alerj.rj.gov.br)

Números espantosos levantados pelo ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), agora vereador eleito, e publicados em seu “ex-blog”:

“Em 2012 foram 1.715 candidatos a vereador — 33,627 por vaga.

Em 2004 eram 1.109 candidatos a vereador — 22,180 por vaga.

A proporção de candidatos que não chegaram a ter MIL votos em 2012 ficou próxima a 90%.

Mais uma razão para reforma politico-eleitoral”.

Maia lembra também que, na Câmara Municipal do Rio, com apenas 51 vereadores, estarão representados nada menos que 18 partidos.

08/10/2012

às 15:46 \ Política & Cia

Eleições: no RIO, Cesar Maia e Garotinho, inimigos históricos, viram aliados de ocasião e afundam em abraço de afogados. Nem sempre o povo gosta de ser feito de bobo

A foto oficial do abraço de afogados: Rosinha, Garotinho, Cesar Maia, Clarissa e Rodrigo

Muitos políticos pensam que o povo é bobo, para usar linguagem popular.

Às vezes, eles acham que têm razão, diante do que resulta das urnas, aqui e ali.

Outras vezes, quebram estrepitosamente a cara, como ocorreu, no Rio de Janeiro, com a aliança feita entre inimigos políticos históricos e ferozes — o ex-prefeito Cesar Maia e o ex-governador Anthony Garotinho.

Maia, três vezes prefeito do Rio, político controvertido mas sem dúvida sagaz e com um sem-número de realizações palpáveis, deixou anos de combate ao populismo garotinhista para, estendendo a mão ao rival e sua mulher, a também ex-governadora Rosinha Garotinho, compor uma chapa integrada por seu próprio filho e herdeiro político — o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) — como candidato a prefeito, e, como vice, a filha e igualmente herdeira política do casal rival, a ex-vereadora e atual deputada estadual Clarissa Garotinha (PR).

O resultado não poderia ser mais desastroso: a chapa dos jovens herdeiros começou com 7% das intenções de voto e, abertas e contadas as urnas, terminou com miseráveis 2,94% dos votos.

O próprio Cesar Maia, que já esteve perto de ser governador do Estado e que, no passado, frequentou cogitações de uma candidatura presidencial, alcançou votação modesta como candidato a vereador: dos 4,7 milhões de eleitores cariocas, apenas 44 mil votaram nele — quando a expectativa não confessada publicamente pelo ex-prefeito era abocanhar um mínimo de 100 mil votos.

Quem se salvou do incêndio acabou sendo Rosinha que, longe da capital, em Campos dos Goytacazes, se reelegeu prefeita.

Nem sempre o povo gosta de ser feito de bobo.

07/10/2012

às 16:05 \ Política & Cia

Ministro Joaquim Barbosa é aplaudido ao votar no Rio de Janeiro

O ministro Joaquim posa para uma foto ao lado de uma admiradora no Clube Monte Líbano, no Rio, onde votou hoje (Foto: Wilton Junior / AE)

Do site de VEJA

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, recebeu cumprimentos calorosos e aplausos de eleitores ao votar neste domingo no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. O ministro deu autógrafos e posou para fotos na chegada e na saída.

Barbosa disse não acreditar que o julgamento do mensalão tenha influência no voto dos eleitores nesta disputa. “É uma eleição local. As pessoas estão preocupadas com questões locais”, afirmou.

Barbosa ainda indicou que aparentemente não simpatiza com os partidos de oposição no Rio de Janeiro, ao revelar que nas eleições de 2008 não votou no candidato do PV, Fernando Gabeira, em quem já tinha votado outras vezes, segundo ele. “Não gostei da aliança”, justificou o ministro.

Naquela ocasião, Gabeira concorreu por uma coligação com PSDB, DEM e PPS e perdeu no segundo turno para o hoje prefeito carioca Eduardo Paes (PMDB), que tenta a reeleição neste ano.

O ministro, no entanto, não quis revelar em quem votou naquela ocasião e também não revelou em quem votou hoje.

Segundo disse, ”é sempre boa” a realização de segundo turno das eleições, mas evitou palpitar em que cidades isso deve ocorrer.

(Com Agência Estado)

06/10/2012

às 20:40 \ Política & Cia

ELEIÇÕES EM SÃO PAULO: Na véspera da votação, Datafolha mostra Serra em primeiro lugar, ultrapassando Russomanno (o Menino Malufinho)

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, percorre um shopping center durante a campanha eleitoral, já encerrada (Foto: Francisco Cavalcanti)

Amigas e amigos do blog, jornalista não é adivinho e nem deve fazer previsões. Mas a matéria que publico abaixo mostra que não é impossível — talvez nem improvável — que, se os militantes e simpatizantes do PT fizerem uma mobilização extra nas próximas horas e durante este domingo, 7, o aventureiro Celso Russomanno, o Menino Malufinho, o ex-”repórter” de festas noturnas e de bailes de Carnaval inteiramente desqualificado para administrar a maior cidade do Brasil, candidato do nanico PRB e da Igreja Universal do “bispo” Macedo, fique fora do segundo turno.
Em tal caso, a disputa pela Prefeitura de São Paulo se daria entre dois candidatos que, sim, podem merecer críticas e reparos, sem a menor dúvida, mas que representam legitimamente amplos setores sociais e estão há décadas enraizados na vida da cidade: José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT.

Do site de VEJA

Na véspera do primeiro turno, a última pesquisa Datafolha de intenções de voto em São Paulo mostra o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, na liderança da disputa, com 28%. Em segundo lugar, o líder nas pesquisas até a última rodada feita pelo instituto, Celso Russomanno (PRB), marca 27%. O petista Fernando Haddad tem 24%.

Nesta última rodada de pesquisas, o Datafolha considerou apenas os votos válidos – desconsiderando brancos, nulos e também os eleitores que afirmam estar indecisos. É assim que a Justiça Eleitoral divulga o resultado do pleito. Na sondagem anterior, que contabilizava as intenções de votos, Russomanno tinha 25%; Serra, 23%; e Haddad, 19%.

Outras capitais
O Datafolha também divulgou pesquisas em alguns dos principais colégios eleitorais do país.

De acordo com o instituto, em Porto Alegre, o prefeito José Fortunati (PDT) deverá ser reeleito neste domingo. Ele marca 61% dos votos válidos, ante 23% de Manuela D’Ávila (PC do B). Em terceiro lugar aparece Adão Villaverde (PT), com 10%, num dos piores desempenhos já registrados pelos petistas na capital gaúcha.

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) tem 66% dos votos válidos e deverá confirmar um novo mandato neste domingo. Marcelo Freixo (PSOL) chegou a 25%.

Já em Belo Horizonte ainda paira a incerteza se a eleição terminará ou não no primeiro turno. Marcio Lacerda (PSB), atual prefeito [apoiado pelo senador e ex-governador Aécio Neves, do PSDB], tem 50% dos votos válidos, ante 43% do petista Patrus Ananias. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, é possível que Lacerda seja reeleito neste domingo.

Em Curitiba, segundo o Datafolha, a disputa será pelo segundo lugar. Ratinho Junior (PSC) lidera com 37%, e o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), soma 27%. Gustavo Fruet (PDT) tem 23%.

Recife também poderá ter segundo turno entre Geraldo Júlio (PSB), que marca 46%, e Daniel Coelho (PSDB), com 26%. O petista Humberto Costa [ministro da Saúde durante o lulalato e atual senador] tem 21%.

Em Fortaleza, os candidatos Elmano de Freitas (PT) está com 26% dos votos válidos e Roberto Claudio (PSB) aparece com 24%. Tecnicamente empatados, a decisão deve ficar para o segundo turno. Moroni Torgan, do DEM, tem 19%.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados