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lulalato

17/05/2013

às 16:34 \ Política & Cia

O VICE-PRESIDENTE TEMER USA FUNCIONÁRIA PÚBLICA EM NEGÓCIOS PARTICULARES: o curioso é que ainda nos surpreendamos com isso

Temer: a secretária, paga pelos cofres públicos, é também sócia de uma empresa sua, e trabalha para seus negócios privados (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

Engraçado como ainda tem gente que se surpreenda com fatos como este, divulgado hoje pelo site de VEJA: o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), usa uma funcionária pública de seu gabinete para administrar seus negócios privados, em São Paulo. Ela é ao mesmo tempo secretária do vice e administradora e gerente em uma sua empresa.

Gilda Silva Sanchez não trabalha no famoso escritório da Presidência na capital paulista, o mesmo e amaldiçoado lugar que Rosemary Noronha, a amigona do ex-presidento Lula, transformou em balcão de tráfico de influências, segundo apurou a Polícia Federal.

Ela opera no escritório pessoal de Temer em São Paulo.

Digo engraçado no sentido mais triste que a palavra possa ter. Melhor seria ter escrito “curioso”. Pois bem, é curioso que se estranhe o fato, uma vez que confundir o público com o privado é uma velha, antiquíssima prática de homens públicos “neztepaiz” — nem preciso lembrar o caso do impichado ex-presidente Fernando Collor. A lista é interminável, e inclui homens públicos federais, estaduais e municipais.

E, durante o lulalato, passou-se a achar a coisa mais natural do mundo a confusão público/privado — como comprovou o escândalo do mensalão, que incluiu desvio de dinheiro público para rechear bolsos de deputados da “base governista” — porque o lulopetismo considera que faz o “bem-estar” do povo a seu modo, que promove a “inclusão”, e que este valor justifica tudo e está acima de tudo, inclusive da lei. Não exagero: o lulopetismo vive dando provas disso.

Temer não é lulopetista, não entrou na roubalheira do mensalão, mas acabou adotando a prática de misturar público e privado.

Também é uma rotina a forma pela qual que se respondem a questões incômodas, como a de por que, afinal, uma funcionária pública que ganha mais de 7 mil reais por mês oriundos dos impostos que nós, brasileiros, pagamos, está a serviço dos interesses particulares do vice-presidente.

Sua nomeação foi “um lapso”, foi a desculpa esfarrapada esculpida pela Vice-Presidência.

O luxuoso edifício Spazio Faria Lima, no bairro do Itaim-Bibi: Temer possui um andar inteiro, que vale entre 12 milhões de reais (Foto: veja.abril.com.br)

De minha parte, aqui de meu modesto ponto de observação, também acho bastante interessante que o patrimônio de Temer — membro de carreira do Ministério Público de São Paulo e político em tempo integral há duas décadas –, para citar apenas um único de seus itens, inclua um andar inteiro (700 metros quadrados) de um prédio moderno em uma das regiões de escritórios mais procuradas da capital paulista, com valor estimado em 12 milhões de reais.

Trata-se de dois escritórios conjugados com vinte vagas de garagem privativas dotadas de manobristas, alugados para o banco de investimentos BR Partners. Profissionais da área estimam que somente este imóvel renda ao vice-presidente de 80 000 a 100 000 reais por mês.

A assessoria do vice-presidente telefonou para a coluna lembrando que Temer, além de sua carreira como funcionário e como político, também advogou por muitos anos, tendo sido sócio de escritórios de peso como o de Celso Antônio Bandeira de Mello. Da mesma forma, informa que parte do pagamento pelo imóvel, adquirido na planta, foi feito com a transferência à incorporadora de casas de sua propriedade então existentes no quarteirão do prédio.

Fico imaginando se, no tempo de FHC, se descobrisse algo semelhante envolvendo o vice-presidente Marco Maciel…

02/05/2013

às 18:05 \ Política & Cia

Com a cara de pau característica, Lula e Dilma fazem propaganda e faturam politicamente até com arenas da Copa em Estados governados pela oposição

O Mineirão, pronto (acima), um estádio estadual, de um governo há dez anos e meio em mãos do PSDB, e obras da arena do Corinthians, que é privada e conta também com recursos do Estado de São Paulo e da prefeitura: tudo entra no pacote de "realizações" do governo lulopetista (Fotos: Governo de Minas Gerais :: Sport Club Corinthians Paulista)

Amigas e amigos do blog, vejam a cara de pau do governo da presidente Dilma e de seu tutor, o ex-presidento Lula, em nota publicada no excelente blog do jornalista Ricardo Perrone — um sinal a mais de que será feito “o diabo” para reeleger Dilma:

Propaganda do PT divulgada em horário nobre na televisão, com Lula e Dilma Rousseff, é um trailer de como Copa do Mundo será explorada nas eleições de 2014. Entre as transformações pelas quais o Brasil passou desde que o partido assumiu a presidência, são citados na publicidade os 12 estádios do Mundial.

Não há menção individual âs arenas. Nem ao fato de várias delas terem sido construídas em Estados governados por outros partidos. E nenhum lembrete sobre existirem arenas privadas, como as de Corinthians, Inter e Atlético-PR.

Faz tempo que integrantes do PT defendem a tese de que com financiamento do BNDES e/ou isenção de impostos, os 12 palcos do Mundial têm algo do Governo Federal em seu DNA.

E que Dilma precisa reforçar a imagem desse governo como um dos “patrocinadores” da competição.

Apenas duas arenas estaduais são em locais em que o governador é petista: Bahia e Distrito Federal.

O Rio Grande do Sul também é controlado pelo partido, mas o estádio é privado. No entanto, teve financiamento aprovado pelo BNDES.

Como a narração se refere “aos 12 estádios”, até o Mineirão, do Estado do tucano Aécio Neves, provável principal adversário de Dilma nas eleições de 2014, acabou entrando no pacote publicitário.

24/04/2013

às 12:00 \ Política & Cia

A oposição — que muitos chamam de “oposicinha” — quer fazer oposição? Que tal lembrar certos fatos que o lulopetismo esconde, envergonhado?

Dirceu, na época em que era braço direito do então presidento Lula: a memória do PT é muito seletiva. Cabe à oposição, se quer mesmo fazer oposição, começar apor lembrá-las (Foto: veja.abril.com.br)

Post publicado originalmente às 16 hortas de 23 de abril de 2013

Ao exigir no Congresso que o governo envie à Justiça os resultados do inquérito administrativo que apurou as bandalheiras de que é acusada Rosemary Noronha, a “Rose”, amigona do ex-presidento Lula que fez do gabinete da Presidência em São Paulo uma central de tráfico de influências, a oposição começa a parecer que quer mesmo fazer oposição.

Neste caso específico, ficou faltando o maior partido da oposição, o PSDB, mas, de qualquer forma, o presidenciável Aécio Neves vem aumentando o tom de críticas ao governo lulopetista desde que, em fevereiro, criticou o que considerou os 13 principais fracassos do governo.

Mas ainda é pouco para uma oposição de verdade.

Como modesta contribuição ao banco de ideias da oposição, este blog sugere que a oposição, para deixar de ser “oposicinha”, comece por refrescar a memória coletiva brasileira, que é curta — enquanto a de boa parte dos lulo-petistas extremamente seletiva –, lembrando aos cidadãos que Lula e sua turma, ALÉM DO ESCÂNDALO TENEBROSO DO MENSALÃO, entre outros episódios que mencionarei futuramente…

*… foram contra a eleição de Tancredo Neves como presidente da República em 1985, ato que encerraria a ditadura militar, dando lugar a um regime civil que restauraria as liberdades públicas e a democracia.

Tancredo Neves discursa já como presidente eleito para restaurar a democracia no Brasil, em 1985: o PT não apoiou sua eleição (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Os então deputados petistas que votaram em Tancredo – Ayrton Soares (SP), Bete Mendes (SP) e José Eudes (RJ) — foram expulsos do partido.

*… não participaram da solenidade de homologação da nova Constituição democrática, a 5 de outubro de 1988, e deixaram claras suas “ressalvas” ao texto aprovado por todos os deputados e senadores de todos os partidos.

Os petistas assinam a nova Constituição, porque era uma formalidade inescapável, mas o próprio Lula, então deputado constituinte, pronunciou um longo discurso 12 dias antes da promulgação, a 23 de setembro de 1988, dizendo, com todas as letras: “O partido [PT] vota contra o texto, e amanhã, por decisão do nosso Diretório – decisão majoritária – assinará a Constituição, porque entende que é o cumprimento formal da sua participação nessa Constituinte”.

* … defenderam em 1989 o calote da dívida externa brasileira, com Lula candidato à Presidência – seria derrotado no segundo turno por Fernando Color –, medida que levaria o Brasil à bancarrota e à desegraça, faria secar os investimentos externos por tempo indeterminado e transformaria o país em pária internacional.

* … recusaram-se num momento de gravíssima crise institucional, no final de 1992, a colaborar com o vice Itamar Franco, que assumiu em definitivo a Presidência com o afastamento de Fernando Collor e, no Planalto, tentou fazer um governo de grande acordo nacional — que o PT não quis — para tirar o país do caos econômico e da derrocada moral a que o levara seu antecessor.

A ex-prefeita petista de São Paulo Luiza Erundina, uma exceção, cometeu o “crime” de cooperar com o presidente Itamar como ministra da Administração e viu-se obrigada a deixar o PT.

* … combateram radicalmente, sem tréguas, o Plano Real, classificando como “eleitoreiro” o mais bem sucedido programa de estabilização da moeda da história econômica do país, concebido por equipe reunida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e bancado pelo presidente Itamar.

O então ministro da Fazenda Rubens Ricupero e o Presidente Itamar Franco com as primeiras cédulas do Real, em 1994: o plano que estabilizou a economia foi ferozmente combatido pelos petistas -- cujos governos, depois, tanto se beneficiaram dele (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Sem o Plano Real, como se sabe, os proclamados êxitos econômicos do lulalato não existiriam.

* … se opuseram ferozmente a todas as privatizações que, durante os dois mandatos de FHC (1995-2003), dinamizaram e modernizaram a economia do país, aumentaram a arrecadação de impostos, diminuíram o peso do Estado, melhoraram a competitividade do Brasil no mercado internacional e tornaram o país terreno fértil para investimentos estrangeiros.

A oposição do lulo-petismo, que não esteve alheio à participação em atos de hostilidade e mesmo da agressão física a empresários e autoridades durante leilões na Bolsa de Valores, incluiu a da telefonia, que permitiu entre outros resultados que o país pulasse em menos de duas décadas de 800 mil celulares para os mais de 200 milhões que tem hoje.

* … manifestaram-se em 1999 inteiramente contra a adoção de um dos três pilares da estabilidade do país – a política de câmbio flutuante.

No mesmo ano, declararam-se contrário ao segundo deles, a política de metas de inflação.

No ano seguinte, combateram e votaram contra o terceiro pilar do tripé que, ironicamente, propiciaria um governo extremamente favorável ao próprio Lula – a Lei de Responsabilidade Fiscal .

Uma vez no poder, os três pilares — elogiados por integrantes da equipe econômica petista — serviram para Lula, beneficiado pelos preços internacionais dos principais produtos de exportação do país, deitar e rolar.

* … foram raivosamente contrários ao Proer, o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, instituído por FHC para impedir a implosão do sistema bancário do país e o caos econômico que desencadearia — para, depois, quando veio a grande crise financeira internacional de 2008, Lula se vangloriar do vigor dos bancos brasileiros.

O principal guru econômico do lulalato, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, foi dos poutos lulopetistas que teve a dignidade de reconhecer a enorme valia do Proer. Lula só falou mal e, depois, faturou.

* … inventaram e propagaram uma campanha de teor golpista e antidemocrática, o “Fora FHC”, tão logo o presidente iniciou em 1999 o segundo mandato, para o qual, derrotando Lula, foi eleito por MAIORIA ABSOLUTA dos eleitores brasileiros, e no PRIMEIRO TURNO.

* combateram e criticaram, a partir de 2001, várias medidas da chamada “rede de proteção social” estabelecida pelo governo FHC, como o Bolsa Escola, o vale-alimentação, o vale-gás, o auxílio a mulheres grávidas que fizessem todos os exames do prénatal e o auxílio a famílias que evitassem o trabalho infantil de seus integrantes.

Os distintos programas que Lula e seus seguidores, na oposição, consideravam “esmola” e parte de uma suposta ação eleitoreira viriam a ser unificados durante o lulalato e transformados em sua principal vitrine: o Bolsa Família — utilizado, como todos sabemos como O instrumento eleitoreiro por excelência.

É evidente que muita gente, no Brasil, se lembra disso — mas muitíssimos se esqueceram, e muitos eleitores jovens mal souberam ou jamais se inteiraram desses fatos.

Então, para um começo de conversa, a oposição poderia lembrar uma vez por semana, em discursos ou entrevistas, essas verdades da vida que o lulopetismo escondeu, envergonhado.

Já seria um começo.

17/04/2013

às 17:54 \ Política & Cia

Tribunal de Contas deve agir contra a espantosa FARRA DOS JATINHOS OFICIAIS — 5,8 mil voos em 14 meses de governo Dilma!

 

Esta foto de divulgação da Embraer mostra vários tipos de aeronaves, não necessariamente correspondentes aos 18 jatos executivos da FAB usados para viagens de figurões do governo. Uso a foto para ilustrar a "farra dos jatinhos" -- uma vez que, até por estarem a todo momento levando alguém para algum lugar, é inviável fotografar os aparelhos da FAB estacionados no mesmo aeroporto

Até que enfim alguém faz alguma coisa.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União deve pedir aos ministros a realização de uma auditoria sobre o uso de jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) por parte de ministros e outros funcionários graúdos do governo Dilma.

A iniciativa é do procurador Marinus de Vries Marsico, que analisa o caso que relato abaixo antes de tomar providências.

Enquanto a FAB, com infinita paciência, espera há mais de uma década a atualização de sua obsoleta frota mais avançada de defesa aérea do país, objeto de uma interminável concorrência que já rola há quatro mandatos presidenciais, figurões do governo se refestelam espantosamente em viagens a torto e a direito, ocupando nessas mordomias recursos e oficiais aviadores.

Durante o governo Dilma — que inclui 2011 e, em 2012, os meses de janeiro e fevereiro — oficiais aviadores da FAB tiveram que realizar, em 18 diferentes aeronaves, 5,8 MIL VOOS levando ministros e figurões do governo! O equivalente a 630 VOLTAS AO REDOR DA TERRA ou 10 VIAGENS DE IDA E VOLTA À LUA.

O jornal O Estado de S. Paulo solicitou ao Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP em São Carlos e publicou um levantamento histórico com esses e outros dados, num louvável serviço público prestado ao país, mostrando dados absolutamente estarrecedores sobre os abusos praticados às custas da gloriosa FAB.

Isso num governo que, quando seus quadros estavam na oposição, criou um escândalo em torno de uma única viagem de um ministro do presidente Fernando Henrique Cardoso e que não cessou de criticar o “excesso de viagens” internacionais do próprio FHC — algo que, como se sabe, o lulalato superou em mais de 200%.

E — vejam bem! — depois que, no começo de seu mandato, Dilma recomendou “parcimônia” no uso de jatinhos. A “parcimônia” resultou num aumento de 5% na farra dos jatinhos já no primeiro ano de seu governo em relação ao ano anterior, e o tempo de voo a bordo das aeronaves da FAB cresceu 10%.

Não perca esse extraordinário levantamento do Estadão clicando aqui.

15/04/2013

às 14:00 \ Política & Cia

A Polícia Federal está investigando Lula, não é mesmo? Que tal chamar Dirceu para depor? Ele deve ter MUITO a dizer

Dirceu com Lula: certas declarações históricas de um podem elucidar o papel de outro sobre a suposta dinheirama para o PT vinda de Portugal (Foto: Marco Alves / O Globo)

Como todos sabem, desde sexta-feira, dia 12, o ex-presidento Lula está sendo oficialmente investigado pela Polícia Federal por sua suposta participação no esquema que movimentou milhões de reais para pagar despesas de campanha de petistas e aliados e comprar o apoio político de parlamentares durante o primeiro lulalato.

No caso, a PF passa a apurar se Lula efetivamente intermediu a obtenção de 7 milhões de reais de uma fornecedora da empresa Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido.

Como todos também sabem, certas frases ficam na memória coletiva, permanecem na imprensa, eternizam-se na web.

José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do ex-presidento, ex-todo-poderosa figura do primeiro lulalato, ex-presidente do partido, ex-deputado, acusado pelo procurador-geral da República de ser o “chefe da quadrilha” do mensalão e condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 10 meses de cadeia, disse certa vez, no auge do estouro do escândalo — e vocês todos se lembram:

– Nunca fiz nada que Lula não soubesse.

Pois bem, se ele foi o chefe da quadrilha, se a quadrilha mordeu a Portugal Telecom e destinou, mesmo, o dinheiro para o PT pagar dívidas de campanha de integrantes do partido e de aliados, além de dar uma ajudazinha na compra de apoio parlamentar, e alega que nunca fez nada que Lula não soubesse, espera-se que a PF, no cumprimento de seu dever, ouça Dirceu sobre essa frase, seu significado mais profundo e todas as implicações que ela contém.

Tenho razão, ou estou exagerando?

06/04/2013

às 17:00 \ Política & Cia

134 dias de silêncio de Lula após o estouro do escândalo Rose. Então renovo proposta sobre uma ESTÁTUA HOMENAGEANDO O LULALATO

Não falo, não vejo nada, não ouvi nada: a estátua está à altura da atitude de Lula

Amigas e amigos do blog, completam-se hoje 134 dias desde que estourou o escândalo apurado pela Polícia Federal envolvendo Rosemary Noronha, a amigona do ex-presidento Lula que transformou em balcão de tráfico de influência nada menos que o escritório da Presidência da República em São Paulo, por ela chefiado (para que a Presidência precisa de um custoso escritório em São Paulo é outra história).

(Vejam o “placar” do silêncio de Lula na home page do blog de Augusto Nunes).

Nesses 134 dias, Lula rodou o mundo deitando falação — não escaparam nem a Índia e a Etiópia –, lançou a presidente Dilma como candidata à reeleição e está até ajudando, com calorosas mensagens gravadas, a campanha eleitoral do candidato lambe-botas de Hugo Chávez à sua sucessão na Venezuela, o ex-guarda-costas Nicolás Maduro.

Nem uma palavra, porém, nadinha de nada, sobre porque nomeou “Rose” para a função, porque ela o acompanhava em viagens presidenciais, porque deixou correr o barco das bandalheiras de que ela é acusada, porque insistiu com a presidente Dilma para que a amigona permanecesse no cargo — e por aí vai.

É como se o escândalo, de proporções enormes, não existisse.

Não viu, não sabe, não ouviu, não diz nada.

Merece a estátua proposta pelo blog no dia 27 de novembro passado.

02/04/2013

às 19:50 \ Política & Cia

César Borges, o novo ministro dos Transportes, deve toda a sua carreira política a ACM. Ele esperou o chefe morrer para, em troca de cargos, aderir correndo ao governo que combatia. É assim a política “neztepaiz”

O agora ministro César Borges com Dilma: feliz, instalado num governo do lulopetismo que, quando seu chefe -- ACM -- era vivo, combatia de forma implacável (Foto: Estadão)

Demorou, mas os prêmios vieram. Belos prêmios: primeiro, foi uma gorda, vistosa vice-presidência do Banco do Brasil, em maio passado, com gordo salário e mordomias várias.

Agora, está assumindo um dos ministérios mais ricos e importantes do governo: o dos Transportes .

Sem exagerar, é possível dizer que é um prêmio a uma vocação para a sabujice e vassalagem do premiado – o ex-governador da Bahia e ex-senador César Borges. Mais que isso: o “caso Borges” é uma parábola perfeita de como funcionam as benesses do poder no Brasil, atropelando e anulando ideologias e posições políticas, além, naturalmente, de rebaixar os padrões morais com que é conduzida a vida pública..

Borges, 64 anos, existe na política única e exclusivamente por obra e graça do todo-poderoso e falecido senador Antonio Carlos Magalhães – o ACM, que foi deputado, prefeito de Salvador, presidente da Eletrobrás, ministro das Comunicações, governador da Bahia, presidente do Senado e, de uma ou outra forma, mandou e desmandou em todos os governos desde 1964, tanto na ditadura como na democracia, à exceção do governo do presidente Itamar Franco (1992-1995).

Borges, discípulo fiel e obediente de ACM, foi deputado, secretário de Estado, vice-governador, governador e senador — tudo pela mão do chefe.

Detalhando um pouco mais: o hoje ministro do governo lulopetista foi duas vezes deputado estadual pelo PFL (hoje DEM), nas asas de ACM, senhor absoluto da Bahia por um longo período. No terceiro governo de ACM, o chefe convocou-o para ser seu secretário de Recursos Hídricos.

O passo seguinte foi colocá-lo, em 1994, como candidato a vice-governador pelo PFL na chapa encabeçada pelo então secretário do Planejamento de ACM, Paulo Souto, que havia saneado as finanças da Bahia, permitindo ao cacique realizar um governo operoso.

Souto fez um governo bem avaliado (1995-1998). Entre outras corajosas inovações, foi o primeiro governador de Estado “neztepaiz” a instituir — com boa parte do dinheiro oriundo da privatização do Banco do Estado da Bahia (Baneb) — um fundo de pensão complementar para os funcionários públicos admitidos a partir de então, o que a médio e longo prazo irá provocar enorme alívio ao Tesouro da Bahia, que não mais arcará com as aposentadorias integrais dos servidores.

Com ACM no Senado: sempre obediente, sempre sentado ao lado do chefe, nunca caminhando à sua frente nos corredores do Congresso (Foto: Dedoc/ Editora Abril)

Souto cometeu a imprudência de fazer um bom governo e destacar-se a ponto de levar o chefe a cortar-lhe as asas e, contra toda a lógica, não permitir que fosse candidato à reeleição em 1998. Ordenou que concorresse ao Senado, e assim se fez Souto. E quem é que foi escolhido para a candidatura a governador?

César Borges. E lá foi ele, sempre pelo PFL, conduzido pela mão de ACM por todo o Estado – e facilmente eleito.

Terminando o mandato, em 2002, ACM resolveu que Souto, agora, sim, poderia voltar ao governo baiano, e que a César Borges caberia disputar o Senado, junto com ele próprio, ACM. Os dois, naturalmente, foram eleitos com enorme votação.

Sempre se comportou direitinho diante do chefe

César Borges, como senador, sempre se comportou direitinho diante do chefe. Votava em tudo o que ACM determinava. Tal qual o cacique, votava contra o governo Lula e criticava o governo Lula, ao qual ACM se opunha ferozmente. Nos corredores do Congresso, tal como sempre ocorreu com outros senadores carlistas, nunca caminhava adiante do chefe – sempre, respeitosamente, um pouco atrás. No plenário do Senado, sentava-se sempre junto a ACM.

Pois bem, foi só ACM morrer, em julho de 2007, e tudo mudou. Nem bem o cadáver do chefão havia esfriado e, já em outubro, Borges bandeou-se para o insípido, incolor e inodoro PR, partido pau-para-toda-obra, e, claro, absolutamente aderido ao lulalato.

César Borges com o governador Jaques Wagner: antes, adversário ferrenho, hoje um aliado todo sorrisos (Foto: Agência Estado)

No PR, também se aproximou do governador petista Jaques Wagner, de quem ACM era acérrimo crítico e adversário.

Certa vez, quando instado a responder a uma crítica de Wagner, o então senador ACM, sempre desbocado, respondeu:

– Em vez de se preocupar comigo, o governador Jaques Wagner deveria tomar banho, fazer a barba e começar a trabalhar pela Bahia.

A mudança de Borges para o PR, infelizmente para ele, não lhe permitiu reeleger-se para o Senado em 2010. Ficou em terceiro lugar, atrás de dois candidatos mais diretamente caros ao lulalato — Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB).

Dilma atende ao PR — e descumpre uma promessa

Esperou sentado a recompensa, e ela viria em maio do ano passado, quase dois anos depois da eleição.

Com a indicação para o vistoso posto no Banco do Brasil, a presidente Dilma Rousseff atendia a uma reivindicação do PR, que estava sem função no governo desde a demissão de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes, alvo de denúncias de irregularidades, em julho de 2011. A presidente também descumpriu a promessa que fez de que só nomearia técnicos para cargos em empresas do governo ou por ele controladas que necessitam de comandos altamente profissionais.

A promessa foi novamente descumprida com a ida de César Borges para o Ministério dos Transportes, até agora tocado pelo engenheiro Paulo Passos, indicado pelo PR mas um técnico respeitado — é engenheiro com pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas, funcionário de carreira do Ministério do Planejamento e tido como uma das maiores autoridades públicas no setor de transportes.

Depois da saída de Nascimento, o PR chegou a anunciar espalhafatosamente que deixaria a base de Dilma no Congresso, mas cedeu ao “apelo” do governo para retomar funções no Executivo.

E lá está ex-comandado de ACM, feliz da vida. Agora, em posto mais importante, com mais verbas e mais influência.

27/03/2013

às 19:45 \ Política & Cia

Declarações de Dilma na África do Sul amarram as mãos do Banco Central no combate à inflação. Mau sinal…

A presidente Dilma durante sua intervenção em Durban, na África do Su, com Tombini ao fundo: em período eleitoral antecipado, nada de aumentar juros (Foto: Alexandre Joe / AFP)

Ao assegurar hoje em Durban, na África do Sul, que seu governo não tomará “quaisquer medidas” de combate à inflação que possam “desacelerar o crescimento da economia brasileira” — como, aliás, o crescimento já não estivesse desacelerado –, a presidente Dilma Rousseff, na prática, amarrou as mãos do Banco Central.

Já são conhecidas as intervenções de Dilma em todas as áreas do governo e a utilização das estatais, por seu governo, como forma de jogar a inflação para debaixo do tapete, mesmo em prejuízo das metas e da eficiência das empresas.

Agora, nas declarações feitas a jornalistas durante reunião dos Brics — os maiores países em desenvolvimento e sigla retirada das letras iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (South Africa, em inglês) –, Dilma esteve a milímetros de dizer, às claras, que não vai permitir que o Banco Central aumente as taxas de juros para conter a inflação, mesmo que, tecnicamente, os especialistas do BC considerem necessária a medida.

Há três anos, a inflação oficial do país tem ficado próxima ao topo da meta de tolerância — 6,5%, que especialistas consideram um teto alto demais para padrões internacionais, mesma coisa que ocorre com o chamado “núcleo da meta”, 4,5%.

No ano passado, o IPCA — índice que mede a inflação oficial — bateu nos 5,84%. Em 2011, fechou exatamente no teto de 6,5%, ultrapassando os 5,91% de 2010.

Com a antecipação do debate sobre a eleição presidencial de 2014 — que só ocorrerá dentro de 19 meses –, parece muito provável que a presidente faça o possível para “segurar” os juros, pressionando o BC que, justiça seja feita, teve mais autonomia operacional durante os oito anos do lulalato.

O então candidato Lula, como parte dos esforços para ganhar a confiança dos investidores e do mercado em plena campanha eleitoral de 2002, chegou a pedir ao hoje ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estudasse como funcionam os Bancos Centrais independentes do Reino Unido e da Alemanha. Passou pela cabeça de peças-chaves do lulopetismo adotar a independência do BC em lei, hipótese que depois foi abandonada.

O fato de o presidente do BC sob o então presidento Lula ser uma figura de peso como Henrique Meirelles, ex-presidente mundial do BankBoston, certamente contribuiu para que a autoridade monetária agisse com mais desenvoltura técnica ao longo de 8 anos. Havia o esforço para baixar os juros, que de fato caíram, mas, sempre que necessário, mantinha-se ou mesmo se elevava as taxas.

Sob Dilma, e com um presidente que é funcionário de carreira do BC, a entidade monetária está visivelmente mais pressionada, por um lado, e não dispõe de um nome com a influência de Meirelles a dirigi-lo, por outro.

Perde a luta, indispensável, contra a inflação — a maior inimiga do poder aquisitivo dos pobres.

17/03/2013

às 17:00 \ Política & Cia

Lembrando o Presidente Itamar (1930-2011)

Itamar em seu último mandato no Senado: morreu num período em que o país estava -- como está -- muito necessitado de homens de bem e oposicionistas firmes na política (Foto: André Dusek / Agência Estado)

O texto abaixo, que recorda um presidente da República que restaurou a dignidade do cargo após o período catastrófico de Fernando Collor (1990-1992), foi escrito pelo jornalista José Fonseca Filho, que foi seu assessor de imprensa quando o ex-presidente voltou ao Senado, com grande votação, nas eleições de 2010 — fazendo oposição ao lulalato pelo PPS de Minas Gerais.

Cinco meses depois, num país necessitado de homens de bem e oposicionistas firmes na política, morreu, vítima de uma leucemia fulminante. Mas não foi esquecido.

Por José Fonseca Filho

Dezenas de vezes presenciei a cena.

- Presidente!

Ele parava devagar, levava o dedo indicador aos lábios e respondia:

- Itamar…

A destacar sua verdadeira identidade. Nem presidente, nem senador Itamar. Queria ser chamado de Itamar.

Um homem comum, a quem as grandezas (?) da política não conseguiram influenciar. E foi assim na morte: nada de honras de chefe de Estado, palácio, honrarias, salvo as homenagens da Minas, sua terra natal adotiva — nasceu a bordo de um navio de cabotagem, entre o Rio e a Bahia, mas foi desde sempre mineiro.

Figura singular que poucos bem conheceram, devido ao temperamento introvertido, à modéstia e aos rompantes que surpreendiam a pouco criativa política brasileira.

Protagonizou mudanças e colocou o país no rumo, liquidando a inflação que por décadas desafiou sua sobrevivência. A figura, em si, já era única: um topete inexplicável, sempre em riste, e o franzir das sobrancelhas a demonstrar indignação.

Homem íntegro, totalmente intolerante com os desvios éticos. Mas quando uma pessoa já tinha o caráter deformado, não adiantavam corretivos, admitia.

Não teve grandes alegrias em seu retorno ao Senado, em 2010. Achou a Casa a reboque do Executivo e os partidos, a começar pelo seu antigo PMDB, desfigurados. Tornou-se a única expressão de oposição altiva e consequente. Dizia:

- Hoje quando entro no Senado sinto que minha alma fica lá fora.

Não acreditava na reforma política que há anos se pretende promover. Radical contra a reeleição, defendia o voto facultativo, o limite no número de mandatos, a livre indicação partidária dos candidatos, exigências rigorosas para a criação de novos partidos.

- Não vai haver reforma nenhuma. Os políticos não votarão em nada que considerem que pode ser contra eles, como o voto facultativo – explicava.

Algumas vezes deixou o MDB ou PMDB, não por vontade própria, mas por incompatibilidade de conviver com dirigentes eventuais que desviavam o partido de suas origens históricas, inviabilizando-lhe a permanência.

Mesmo no PPS, quando se elegeu para o derradeiro mandato, expunha seu liberalismo: não aceitava a lista fechada de candidatos defendida pelo partido.

Teve a coragem de colocar um sociólogo no Ministério da Fazenda, antes palco de brilhantes economistas brasileiros, todos derrotados pela inflação. Quando Fernando Henrique Cardoso ainda argumentava sobre sua permanência no Ministério do Exterior, em conversa telefônica de Nova York, Itamar foi mais franco:

- Ministro, não se trata mais de um convite, e sim da nomeação do senhor.

Itamar e FHC num evento em 1997: amigos, vários temas os separaram, a começar pela reeleição (Foto: globo.com)

Que no outro dia estava no Diário Oficial para surpresa – nem tanta – de FHC, que na verdade nem chegou a dar o sim.

Houve ministros demitidos por questões éticas. Eliseu Resende (Fazenda) acusado de ter tido passagem e hospedagem pagas por empreiteira nos Estados Unidos. Se explicou no Congresso, mas Itamar considerou e episódio inaceitável.

Sabia que a denúncia era improcedente, mas achava que seu ministro da Fazenda e amigo não necessitava mostrar cheques pessoais referentes ao pagamento das despesas. Afetava a credibilidade.

Rubens Ricupero (Fazenda), sem saber que o microfone estava ligado num intervalo de entrevista, disse que o bom o governo mostra, e o ruim esconde. Itamar não aceitou tal conceito e o demitiu.

Em conversa telefônica, pouco depois, o governador cearense Ciro Gomes perguntou a Itamar quem ele iria convidar para o Ministério da Fazenda.

– O senhor – respondeu o presidente, e Ciro foi o último ministro do Real.

Itamar era sempre cerimonioso e tratava seus interlocutores, de qualquer nível, como “senhor”, “senhora”, “ministro”, “governador”.

Manteve um debate duro com a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) [hoje chefe da Casa Civil] sobre as tarifas de Itaipu, mas considerou que podia ter sido agressivo. À senadora se revelou constrangido. Ela ficou agradavelmente surpresa e ele, aliviado.

A ministra Margarida Coimbra (Transportes) também foi demitida: seu marido era suspeito de ser ligado a empreiteira com interesses na ponte Rio-Niterói.

Embaixador na OEA, foi considerado inconveniente por setores do Itamaraty, por críticas aos regimes autoritários latino-americanos e ao tradicional envolvimento dos Estados Unidos com esses movimentos.

Na Itália, onde igualmente exerceu a função de embaixador, criticava o excesso de festas e gastos da Embaixada, algo tradicional nos meios diplomáticos. Não promoveu nenhuma e nem ia às de outras representações diplomáticas, quando convidado.

– Se for terei de retribuir, e não temos recursos para isso — explicava.

Houve incompatibilidade com Fernando Henrique, após o governo. Principalmente em função da reeleição, que Itamar rejeitava e da qual o ex-ministro se beneficiou.

Alguns integrantes da equipe de Itamar não simpatizavam com FHC, por questões mais ideológicas e avaliações sobre sua pretensa vaidade. No que diferia do modesto Itamar.

Quando defendeu o novo Fusca, sua ideia não era retrógrada, mas sim a de valorizar os carros populares, dando-lhe melhor qualidade, como opção para o mercado de menor poder aquisitivo. Era o programa do carro popular, e o Fusca foi o ícone.

No fim da fila do cinema, sem querer privilégios

Um das conquistas de Itamar no penúltimo mandato (1983-1991), cuja paternidade outros depois falsamente assumiram, foi a alteração da tramitação das medidas provisórias, de modo a ampliar o poder do Legislativo na sua avaliação.

Presidente, Itamar causou furor em Brasília ao aparecer, acompanhado de uma amiga, ou namorada, no fim da fila de um cinema. Sem passar à frente de ninguém. E quando chegou à bilheteria, contava rindo, a lotação estava esgotada.

Outra vez foi a um circo com amigos fraternais, a contragosto seguido de longe por um diplomata do cerimonial. Exigência do cargo, que ele rejeitava.

Seu mais próximo e querido amigo era Henrique Hargreaves [seu chefe da Casa Civil]. Os dois saíam juntos e se divertiam. No último mandato de senador, iam passear na chamada Feira do Paraguai, área de comércio e aglomeração popular de Brasília.

Uma noite foram a um shopping. Itamar queria comprar uma televisão pequena. Na loja os dois começaram a ouvir conversas ao redor. Se aquele era ou não o ex-presidente. Uns achavam que sim, outros que era só alguém parecido. Nesse caso, com pequena aglomeração, houve até aposta, de 20 reais. Itamar se divertia.

– O que é que o senhor acha? Quanto é a aposta? – indagava, sorrindo.

Como presidente ou como governador, em viagens de caráter particular, ou partidárias, suas despesas eram pagas por ele mesmo. Não aceitava o pagamento pelo governo. Nem de quem o acompanhasse.

Não se iludia muito com as pessoas, nem esperava retorno por suas palavras e atos. A moeda da gratidão, dizia, não foi cunhada para todos.

Itamar queixava-se do ar condicionado do plenário do Senado, que achava muito frio, obrigando-o várias vezes a retirar-se e causando-lhe sempre mal estar. Sofria de uma espécie de rinite crônica, e as gripes eram frequentes. O ar condicionado de seu gabinete estava sempre desligado.

Uma dessas crises agravou-se e os exames indicaram leucemia. Na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ocorreu semanas depois uma pneumonia e o AVC fatal.

12/03/2013

às 19:45 \ Política & Cia

PERIGO PARA A LIBERDADE: Os estalinistas do PT voltam com toda carga querendo “regular” a mídia e reforçar a velha Telebrás. Será que também querem que devolvamos os 262,3 milhões de celulares que nós, brasileiros, temos, graças à privatização das “teles”?

Será que essa gente quer também nos tomar os mais de 200 milhões de celulares em uso (Foto: investorplace.com)

Amigas e amigos do blog, os estalinistas que controlam o PT querem, mesmo, ir adiante com seu projeto de calar a boca da imprensa.

O curto mas ameaçador comunicado emitido pelo Diretório Nacional do partido após sua reunião em Fortaleza não deixa a menor dúvida quanto a isso.

Já nos considerandos, o partido assinala que “o oligopólio que controla o sistema de mídia no Brasil é um dos mais fortes obstáculos, nos dias de hoje, à transformação da realidade do nosso país”.

Ou seja, os principais jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e sites se internet SÃO O INIMIGO A ABATER!!!

Felizmente nota-se que o partido está em rota de colisão com o governo da presidente Dilma nesse aspecto, e em especial com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cuja moderação no Ministério do Planejamento na fase final do lulalato já descontentava os radicais estalinistas. O ministro, para quem não se recorda, anunciou no dia 20 passado adiar a chamada “implantação de um novo marco regulatório” das comunicações, para fúria dos autoritários.

Dilma, por sua vez, desde o início de seu governo já disse que, em matéria de mídia e de controle, só acredita em controle remoto da televisão.

Mas calma, que tem mais.

Diante da atitude sensata do ministro, o partido resolve “conclamar o governo a reconsiderar a atitude do Ministério das Comunicações, dando início à reforma do marco regulatório das comunicações, bem como a abrir diálogo com os movimentos sociais e grupos da sociedade civil que lutam para democratizar as mídias no país”.

Imaginem quais são os “movimentos sociais” e os “grupos da sociedade civil” que “lutam” para “democratizar as mídias” no Brasil de que fala o PT.

Quem serão?

Os baderneiros doMST?

Os sem-teto?

Os picaretas minoritários e apavorados com eleições diretas que dominam a União Nacional dos Estudantes Amestrados?

A “Juventude Socialista” e outros arruaceiros que procuraram calar no grito a blogueira cubana Yoani Sánchez?

A CUT, braço do PT e controlada também por radicais de outros partidos?

Lula, Rui Falcão e Ana Júlia, em reunião do Diretório Nacional do PT, que lançou em documento marco regulatório de comunicação, em parceria com a CUT (Foto: Carlos Madeiro)

Lula, Rui Falcão e Ana Júlia, em reunião do Diretório Nacional do PT que lançou documento sobre o tal "marco regulatório de comunicação" (Foto> Carlos Madeiro)

Calma, que tem mais.

Os estalinistas do PT resolveram também “apoiar a iniciativa de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações, proposto pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), pela CUT e outras entidades”.

VALHA-NOS DEUS!

Um “marco regulatório” forjado num ventre de que faz parte… a CUT!

Alguém vê alguma chance de liberdade de imprensa numa coisa dessas?

Tem mais ainda. Os estalinistas do PT não desist

 

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