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inflação

30/10/2014

às 19:50 \ Política & Cia

O Banco Central aumenta os juros, preocupado com a marcha da inflação — aquela mesma que Dilma, na campanha, disse que estava “inteiramente sob controle”. Quem é que diz a verdade, afinal?

(Ilustração: american.org)

O símbolo quase universal da inflação, o dragão: ué, por que aumentar os juros se ela está “sob controle”, como diz Dilma (Ilustração: american.org)

A mesma inflação que a presidente Dilma reassegurou algumas dezenas de vezes estar “sob controle” ou “sob absoluto controle” — inclusive nos debates transmitidos pela TV– é vista de forma bem diferente pelo Banco Central, cujos diretores foram, todos, nomeados pela mesma Dilma.

Ao decidir, ontem, subir de 11% para 11,25% a taxa básica de juros da economia, a chamada taxa Selic, o Conselho de Política Monetária do BC (Copom) justificou a elevação assinalando que a alta recente do dólares, entre outros fatores, terá impacto nos preços pagos pelo consumidor e que subir os juros neste momento seria uma forma de garantir que a inflação seja mantida em níveis adequados nos próximos dois anos.

Na linguagem arrevezada, quase impenetrável, em que são redigidos seus comunicados, o BC afirmou:

“Para o comitê [o Copom], desde sua última reunião, entre os outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável”.

Em português claro, a correria pelo aumento de preços aumentou os riscos de a inflação continuar subindo.

Então, vem à tona a velha questão: qual Dilma fala a verdade? A Dilma da campanha, segundo a qual a inflação não constituía problema, ou a Dilma cujo BC eleva juros porque a inflação preocupa?

27/10/2014

às 20:25 \ Política & Cia

REYNALDO-BH: Para Dilma vencer, o povo foi levado a crer que precisava de alguém que lhes desse o que era – sempre foi – direito de cada brasileiro

Em junho de 2013, o gigante acordou. Nas eleições de 2014, ele voltou a dormir (Foto: Eduardo Biermann/VEJA)

Reynaldo-BH: “Em junho de 2013, o gigante acordou. Nas eleições de 2014, ele voltou a dormir” (Foto: Eduardo Biermann/VEJA)

Post do amigo e leitor Reynaldo-BH

POST DO LEITORExistem derrotas que são maiores que as vitórias. Hoje, 27 de outubro de 2014, é dia de celebrar uma destas.

Poucos – muito poucos – param para tentar entender o que seja DEMOCRACIA. Virou palavra vulgar, geralmente dita por ditadores ou por quem não tem respeito pelo conceito.

Democracia envolve o respeito ao Estado de Direito. Quem se importa em definir o que seja a raiz da cidadania (outro termo que está em desuso) e a sua importância?

Dilma Roussef está eleita. E eu, como democrata, me curvo a esta vontade popular. Pouco importa se os votos que obteve vieram de Minas, do Nordeste ou de onde for. Ela foi eleita por brasileiros.

Tenho ódio pelo resultado ou por ela? Sinceramente, não. “Ódio é um copo de veneno que você toma e se espera que o outro morra”.

Tenho medo? De novo, não. Já tenho idade para saber sobreviver. Sobrevivi a tempos em que a inflação era de 1.000% e que meu salário acabava uma semana após recebê-lo. Já visitei meu pai preso em um navio e em uma cidade – a última do Brasil – na fronteira com o Paraguai. Já vivi o exílio e a dor de perder parentes que ainda hoje estão desaparecidos. Já apostei na mudança que sonhava com o partido que hoje é um ajuntamento de bandidos, que serão – quem viver verá – presos nos próximos anos.

Qual o sentimento então? O da frustração. Como um Brasil goleado no Mineirão. Sempre acreditei que não foi o “time do Felipão” que foi goleada. Era previsível que a Seleção seria goleada. Se não fosse pela Alemanha, seria pela Holanda ou Argentina. Mas o ufanismo estéril vencia a cada jogo.

Não me julgava – nem julgo – senhor ou dono das verdades. Mas, as “verdades” de Dilma eram só delas. Acreditou-se que só ela – como uma salvadora caudilhesca – seria capaz de manter o mínimo de conquistas sociais. Que eram benesses.

O povo foi levado a crer que precisava de alguém que lhes desse o que era – sempre foi – direito de cada brasileiro. O mesmo povo que foi às ruas por R$ 0,20 no ano passado, voltou a adormecer e a acreditar mais em um partido que em si mesmo.

Esqueceu o passado. Não se lembrou de que tiramos do poder um presidente eleito, a pontapés.

Que derrubamos, nas ruas, uma ditadura.

Que exigimos que o Ministério Público não fosse amordaçado.

Que uma lei Maria da Penha existisse.

Que homofobia fosse crime.

Que os Estados e municípios gastassem somente o que arrecadassem e que no último ano de governo (prática normal desde sempre, até então) deixassem a conta para quem os sucederia (a Lei de Responsabilidade Fiscal, tão combatida – à época, pelo PT), que passamos um ano calculando quando valia uma URV (Unidade de Referência criada como estágio para a implantação definitiva do Real), que as greves não fossem criminalizadas, que as Forças Armadas fossem proibidas de se manifestarem politicamente (com a Constituição de 1988, que o PT assinou com RESSALVAS por escrito), que o primeiro embrião do Bolsa Família existente foi criado ao mesmo tempo pelo então governador do DF, Cristovão Buarque, e pelo falecido prefeito tucano de Campinas (SP), José Roberto Magalhães Teixeira, e pagava às famílias que mantinham filhos estudando, que o Vale Transporte fosse criado com a oposição dos donos e empresas de ônibus, que Bolsa Aimentação criasse a até hoje existente cesta básica, etc.

Quando Lula ganhou a eleição (a primeira), a inflação disparou de 5,6% para 12,%. O receio era que o que o PT havia prometido (congelamento de preços, fim do real recém-implantado, calote na dívida INTERNA, idem na externa, etc – que constavam do programa oficial) viesse a ser implantado.

FHC chamou os empresários e AFIRMOU que Lula JAMAIS faria nada daquilo. E pediu a Lula que ASSINASSE uma “CARTA AO POVO BRASILEIRO” onde se comprometia com as conquistas até então alcançadas.

A FIANÇA de FHC fez parar ade subir a inflação — que ele, hoje, é acusado de ter aumentado. Em uma época que se comprava um apartamento por mil alguma coisa (cruzeiro, cruzados, etc), NUNCA se sabia o valor da prestação ao fim do mês! E era comum DEVOLVER o bem comprado, pois após pagar uns 2.000 qualquer coisa, ainda – pela inflação – se devia outros 10.000!

Assim, não tenho ÓDIO nem MEDO. Eu já vivi. O que me DÓI – e sim, dói muito – foi e continuará a ser, a escolha pela ignorância. A falta de rebeldia. A preguiça em ler. O desprezo pela própria capacidade de avaliação. Dos jovens! Seria uma OFENSA a todos eles acreditar que uma leitura pudesse influenciar quem tem TODA uma vida pela frente. Que são sim – os jovens são NA essência mais puros e honestos! – o que se acostumou a dar o nome de futuro.
NADA do que se lia era levado em consideração, nunca como verdade, mas ao menos como instigação a se buscar a verdade.

A defesa do indefensável era (e é) pavorosa.

Se há um Pronatec, Prouni e Bolsa Família, são CONQUISTAS que DEVERIAM SER LEI.

Não são. SÃO DIREITOS que cabem NUNCA como dádiva, mas como reparação. As cotas raciais são somente uma PEQUENA parte da injustiça histórica de um país que foi um dos últimos a abolir a escravatura. A lei Maria da Penha, a respostas a um país em que matar mulheres (em nome abjeto da dita “honra”) foi por muito tempo, um crime impune. NADA NOS FOI DADO! TUDO CONQUISTADO! » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

27/10/2014

às 16:30 \ Política & Cia

NOVO GOVERNO DILMA: Petrorroubalheira devolve PT ao pesadelo do mensalão

(Foto: EFE)

Com a reeleição de Dilma, o PT vai tornar-se o primeiro partido a se manter no poder por 16 anos consecutivos, mas para Dilma será difícil, e sobretudo arriscado, jogar o que vem por aí para debaixo do tapete (Foto: EFE)

UM MANDATO INÉDITO

Artigo de Elio Gaspari publicado no jornal O Globo

elio gaspariOs eleitores deram ao PT um mandato inédito na história nacional. Um mesmo partido ficará no poder nacional por 16 anos sucessivos.

A doutora Dilma reelegeu-se num cenário de dificuldades econômicas e políticas igualmente inéditas. Lula recebeu de Fernando Henrique Cardoso um país onde se restabelecera o valor da moeda. Ela recebe dela mesma uma economia travada. Tendo percebido o tamanho da encrenca, em setembro anunciou a substituição do ministro Guido Mantega. Por quem, não disse. Para quê, muito menos.

A dificuldade política será maior. As petrorroubalheiras devolveram o PT ao pesadelo do mensalão. Em 2005, o comissariado se blindou e, desde então, fabrica teorias mistificadoras, como a do caixa dois, ou propostas diversionistas como a da necessidade de uma reforma política. Pode-se precisar de todas as reformas do mundo, mas o que resolve mesmo é a remessa dos ladrões para a cadeia.

O Supremo Tribunal Federal deu esse passo, formando a bancada da Papuda. Foi a presença de Marcos Valério na prisão que levou o ‘‘amigo Paulinho’’ a preferir a colaboração à omertà mafiosa.

Dilma teve uma atitude dissonante em relação às condenações do mensalão. Protegeu-se sob o manto do respeito constitucional às decisões do Judiciário. No debate da TV Globo, quando Aécio Neves perguntou-lhe se achou ‘‘adequada’’ a pena imposta ao comissário José Dirceu, tergiversou. Poderia ter seguido na mesma linha: decisão da Justiça não deve ser discutida. Emitiu um péssimo sinal para quem sabe que as petrorroubalheiras tomarão conta da agenda política por muito tempo.

Será muito difícil, e sobretudo arriscado, tentar jogar o que vem por aí para baixo do tapete. Ou a doutora parte para a faxina, cortando na carne, ou seu governo vai se transformar num amestrador de pulgas, de crise em crise, de vazamento em vazamento, até desembocar nas inevitáveis condenações.

O comissariado acreditou na mágica e tolerou o contubérnio do PT com o PP paranaense do deputado José Janene. A proteção dada aos mensaleiros amparou o doutor e ele patrocinou a indicação do ‘‘amigo Paulinho’’ para uma diretoria da Petrobras. Ligando-se ao operador Alberto Youssef, herdeiro dos contatos de Janene depois que ele morreu, juntaram-se aos petropetistas e a grandes empresas. O resultado está aí.

Em 2002, depois do debate da TV Globo, Lula foi para um restaurante do Rio e comemorou seu desempenho tomando de uma garrafa de vinho Romanée Conti que custava R$ 9.600. A conta ficou para Duda Mendonça, o marqueteiro da ocasião. Quem achou a cena esquisita pareceu um elitista que não queria dar a um ex-metalúrgico emergente o direito de tomar vinho caro. Duda confessou que fazia suas mágicas com o ervanário do mensalão.

Passaram-se 12 anos e os repórteres Cleo Guimarães e Marco Grillo mostraram que, na semana passada, Lula esteve no município de São Gonçalo, onde disse que ‘‘a elite brasileira não queria que pobre estudasse’’.

Seguiu da Baixada Fluminense para a Avenida Atlântica e hospedou-se no Copacabana Palace, subindo para a suíte 601, de 300 metros quadrados, com direito a mordomo. Outros sete apartamentos do hotel estavam reservados para sua comitiva., reescrito ou redistribuído sem autorização.

26/10/2014

às 11:00 \ Política & Cia

Quatro medidas do fracasso de Dilma na condução da economia

 

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De VEJA.com

Quase quatro anos após o começo do mandato de Dilma Rousseff, o Brasil amarga índices econômicos muito piores quando comparados aos que ela encontrou no dia 1 de janeiro de 2011.

Durante o governo da petista, a dívida pública federal (soma da dívida pública interna e externa) passou de 1,7 trilhões de reais em dezembro de 2010 para 2,2 trilhões de reais em agosto de 2014, um crescimento de 31%.

Crescimento que não se repetiu nas ações da Petrobras. Após escândalos de corrupção e controle de preços, as ações que em 31 de dezembro de 2010 eram avaliadas em 27,29 reais, hoje (24 de outubro) giram em torno de 16,50 reais. Uma depreciação de 40%.

O dólar, cotado a 1,66 reais em 30 de dezembro de 2010, hoje (24 de outubro) vale cerca de 2,47 reais, o que representa uma desvalorização de 49% da moeda nacional.

Como se não bastasse, enquanto a inflação entre janeiro e dezembro de 2010 foi de 5,91%, o mesmo índice entre outubro de 2013 e setembro de 2014 foi de 6,75%.

Fontes: Banco Central, Tesouro Nacional e Thomson Reuters

20/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Enquanto a economia mundial vai para um lado, a brasileira vai para o contrário — os outros temem a deflação, enquanto nós aqui estamos às voltas com a inflação

(Ilustração: Amarildo)

A justificativa da presidente Dilma e de seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, para os problemas econômicos brasileiros não procede (Ilustração: Amarildo)

ECONOMIA BRASILEIRA NA CONTRAMÃO DO MUNDO

Editorial publicado no jornal O Globo

Os mercados mundiais passam por turbulências que há algum tempo não se viam. E, como sempre ocorre nesses momentos, engrossou o fluxo de divisas em busca da segurança dos títulos do Tesouro americano, cuja rentabilidade ficou, na quarta-feira, abaixo dos 2% — quanto maior a procura, menor a taxa. Há um ano isso não acontecia.

A centelha de ignição desse movimento de fuga de aplicações de maior risco, em todo o mundo, tem sido o temor de que a Europa, ainda na fase de digestão da grande crise deflagrada em 2009, entre em deflação.

A redução de preços chega a ser tão ou mais perigosa que a elevação deles, pois os lucros das empresas são corroídos, como reflexo da retração das vendas — o consumidor adia as compras, à espera de preços cada vez mais baixos — e as economias tendem à depressão.

O próprio Fundo Monetário Internacional alertou, no último fim de semana, para a probabilidade de a Europa voltar à recessão, um péssimo sinal a fortalecer o temor de uma deflação.

O prognóstico é reforçado pela informação de que, nos 18 países da zona do euro, a inflação anualizada, no mês passado, foi de ínfimo 0,3%, a taxa mais baixa dos últimos cinco anos. Nessa circunstância, nem a recuperação americana parece ser capaz de compensar o marasmo europeu, até porque seria afetada por ele.

Visto o mundo por este ângulo e colocado o Brasil nele, o álibi apresentado pela candidata-presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda em aviso prévio, Guido Mantega, para os problemas da economia brasileira — o país está quase estagnado devido à conjuntura externa — fica bastante frágil.

Uma prova sólida de que grande parte da responsabilidade das panes observadas internamente é doméstica está no fato de que, no exterior, a ameaça é a deflação, enquanto no país o perigo é a inflação, entre outros.

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19/10/2014

às 13:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: Não tem carne? Coma frango, ovo…

(Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil)

“O PT treme por temer estar enfrentando o fantasma de FHC quando Aécio encosta Dilma na parede, em debates tensos e cheio de mentiras do outro lado” (Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil)

Artigo de Neil fazendo churrasco Ferreira publicado no jornal Diário do Comércio, de São Paulo

Antes Scriptum: Mais terrorismo da terrorista. Nos bastidores do debate do SBT, foi “vazado” aos jornalistas amansados o boato de que haveria uma “arma secreta” a ser disparada contra Aécio. Seria uma bomba carregada de mais mentiras?

DataFalha e Ibofe: a.M (antes de Marina): Aécio 51 Dilma 49. E d.M (depois de Marina): Aécio 51 e Dilma 49. Isso quer dizer que o apoio de Marina, que custou tão caro a Aécio, não aumentou a posição de Aécio nem em meio ponto. Terá Aécio comprado gato por lebre?

Dilma faz acusações ao FHC sobre pastas de várias cores. Cadê a “Pasta Rose”, que o Aécio ainda não chamou para o centro do debate?

Eu tenho carne, voto no Aécio. Tomara que o leitor seja outro, diferente, porque o texto é o mesmo. Meu texto é como os debates, são sempre os mesmos: um dos debatedores tenta levar a sério e respeitar os telespectadores que ficam acordados até tarde (eu não fico) ou com fome até depois da hora da janta (eu não fico).

A outra debatedora, mentindo e fugindo das perguntas. Ela perdeu nas terras do Lula, lá em cima em Pernambuco, e aqui embaixo, no ABC. Ela não presta pra presidente nem pra debate.

O Poste Padilha perdeu para o Alckmin em 644 cidades das 645 do Estado de São Paulo e o Lula teve que enfiar de novo o rabo no meio das pernas, como é condenado a fazer em todas as eleições majoritárias, com exceção dessa em que o brimo Haddad ganhou a brefeitura de Sum Baulo, bor um acidente da democracia.

Não vi o debate da Band, mas nós ganhamos. Aécio desafiou Dilma a olhar nos seus olhos e chutou o pênalti: “Não seja leviana. A senhora está sendo leviana”. Eu pude ir dormir satisfeito depois dessa. Fui.

Também não vi o do SBT, mas nós ganhamos. Nós ganhamos todos os debates.

Nem precisamos ver pra saber o que ela faz. Rosna, mente, ofende, joga sujo, não respeita o cargo que ocupa, de presidente, que é; nem a condição de candidata, que é. Ela não presta pra presidente nem para debate (repito).

Sabemos que Aécio faz: é firme, informado, dá um banho de conhecimento, educação, respeito aos espectadores, a ele próprio e à adversária. Dá a ela aulas gratuitas do país em que vivemos e de como somos obrigados a sofrer o que a corrupção do seu governo nos obriga a sofrer. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

17/10/2014

às 6:00 \ Disseram

Para combater a inflação…

“Se você acha que essa inflação vai baixar sem desemprego, está errado. Vai triplicar.”

Dilma Rousseff, ao dirigir-se ao oponente Aécio Neves (PSDB) no debate presidencial promovido por SBT, Rádio Jovem Pan e UOL

15/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Em manifesto, economistas de peso dizem que ‘crise internacional’ alardeada por Dilma não existe

(Foto: Agência Brasil)

Para justificar o fracasso econômico de seu governo, a presidente Dilma Rousseff continua usando o argumento da “crise internacional” (Foto: Agência Brasil)

Documento leva a assinatura de 164 professores de economia de universidades brasileiras e estrangeiras

De VEJA.com

Um grupo de 164 professores de Economia de universidades brasileiras e estrangeiras assinou um documento nesta terça-feira rechaçando os principais argumentos defendidos pela presidente Dilma Rousseff para justificar o fracasso econômico de seu governo.

Aquele que tem sido o mais usual na gestão da presidente (e em sua campanha pela reeleição) é o de que a crise internacional é a culpada pelos males que afligem o país, como a inflação e a recessão.

Dizem os acadêmicos: “Não há, no momento, uma crise internacional generalizada. Alguns de nossos pares na América Latina, uma região bastante sensível a turbulências na economia mundial, estão em franca expansão econômica. Projeta-se, por exemplo, que a Colômbia cresça 4,8% em 2014, com inflação de 2,8%. Já a economia peruana deve crescer 3,6%, com inflação de 3,2%. O México deve crescer 2,4%, com inflação de 3,9%.1 No Brasil, teremos crescimento próximo de zero com a inflação próxima de 6,5%. Entre as 38 economias com estatísticas de crescimento do PIB disponíveis no sítio da OCDE, apenas Brasil, Argentina, Islândia e Itália encontram-se em recessão. Como todos os países fazem parte da mesma economia global, não pode haver crise internacional generalizada apenas para alguns. É emblemático que, dentre os países da América do Sul, apenas Argentina e Venezuela devem crescer menos que o Brasil em 2014.”

Leiam também:
Dez fatos econômicos que você precisa saber antes de votar

Acadêmicos brasileiros de centros como a Universidade de São Paulo, a Fundação Getulio Vargas, o Insper, a Universidade de Yale, a London School of Economics, a Unicamp, a Universidade de Cambridge, a PUC-SP e a PUC-Rio se reuniram para redigir o texto.

Segundo eles, a presidente mente ao se dirigir ao grande público: “Ao usar de sua propaganda eleitoral e exposição na mídia para colocar a culpa pelo fraco desempenho econômico recente na conjuntura internacional, se eximindo da sua responsabilidade por escolhas equivocadas de políticas econômicas, o atual governo recorre a argumentos falaciosos”, diz o texto.

Segundo Eduardo Zilberman, da PUC-Rio, a ideia foi escrever um documento apartidário e técnico, justamente para conseguir a adesão de economistas de diversas vertentes ideológicas. “Nossa intenção era mostrar um parecer mais técnico. O fato de conseguirmos tantas assinaturas de um grupo tão heterogêneo reflete isso”, afirma.

Entre os que endossam o manifesto estão dois economistas ligados à campanha de Marina Silva: Marco Bonomo e Tiago Cavalcanti.

Trata-se da terceira vez que economistas se reúnem em manifesto em pouco mais de um mês. A primeira ocorreu em meados de setembro, quando reportagem de VEJA revelou que o Banco Central havia processado o economista Alexandre Schwartsman por discordar de suas críticas ao órgão. A segunda ocorreu logo após o primeiro turno, quando economistas assinaram um documento pedindo pelo apoio de Marina Silva ao tucano Aécio Neves.

No seio do PT, também houve um manifesto. A militância conseguiu, com grande esforço, coletar uma lista de onze nomes encabeçada por Maria da Conceição Tavares, que adotou com desfaçatez o slogan da campanha petista “O Brasil não pode parar” para veicular um texto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

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14/10/2014

às 15:00 \ Política & Cia

POST DO LEITOR: Adeus, presidente Dilma!

(Foto: blogdogasparetto.com.br)

O médico Milton Pires, dirigindo-se à presidente Dilma: “A senhora e seu partido assassinaram suas próprias reputações. Seu governo acabou” (Foto: blogdogasparetto.com.br)

Post de Milton Simon Pires*

Post do LeitorExma. Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff,

Aproveitando o ensejo da aproximação do dia 18 de outubro, data que ficou conhecida no Brasil como “Dia do Médico” e que, se dependesse da senhora, mudaria de nome para “Dia do Trabalhador da Saúde”, dirijo-me uma vez mais (se Deus quiser a última) ao seu governo nesse apagar das luzes da Ditadura Bolivariana Tupiniquim.

Escrevo no Dia das Crianças – essas pequenas maravilhas de Deus, desse mesmo Deus em que a senhora não acredita, mas que hoje juntam-se aos verdadeiros médicos numa oração de esperança num Brasil livre da senhora em 2015.

Difícil seria, presidente, em poucas linhas conseguir resumir toda a desgraça provocada pelo PT na saúde pública brasileira. Eu poderia mencionar os hospitais fechados desde 2003, poderia falar nos milhares de viciados em crack vagando pelas ruas de São Paulo, nos leitos desativados, lembraria dos contratos criminosos com laboratórios fantasmas que seu ex-ministro e candidato ao governo do Estado mais rico da nação assinou para desviar dinheiro para o PT…

Enfim: a lista das barbaridades que a senhora e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, protagonizaram não tem fim.

Se eu quisesse levar esta carta para o lado pessoal, lembraria o drama que vivo como médico do Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre – essa instituição que é grande demais para ser um hospital e pequena demais para ser um de seus ministérios.

Acusado de um crime não cometi, eu, como milhares de outros colegas brasileiros durante o governo PT, fui assediado moralmente, humilhado e provocado até o limite da sanidade mental, sendo mais um exemplo típico daquilo que a senhora e seus comparsas fizeram de melhor no período em que tiveram o poder – destruir reputações de opositores.

Deixo, porém, meu drama de lado para me reportar ao panorama da minha profissão no Brasil, presidente.

Não tenho dúvida alguma em afirmar que a história da medicina nesse país se divide entre antes e depois do PT.

Mais irônico, mais indigno ainda é observar que a senhora teve, e ainda tem, da parte de alguns pseudomédicos apoio suficiente para ser manifestado nesse documento chamado “Médicos com Dilma”…nessa verdadeira imundície assinada por mais de 600 ex-colegas que esqueceram tudo que aprenderam e traíram tudo que juraram para cerrar fileiras com um partido de mensaleiros, de ladrões da Petrobras, de assaltantes de fundo de pensões…

Enfim, com a ralé da classe política brasileira que formou essa organização criminosa chamada Partido dos Trabalhadores.

Esses infelizes, que não são dignos de levar um “Doutor” na frente do nome, são a prova máxima de que a ambição política e o fanatismo cego não reconhecem limites nem dentre aqueles incumbidos de preservar a vida e a dignidade da condição humana em primeiro lugar.

Quando lhe escrevi pela primeira vez, presidente, disse da guerra que a senhora enfrentaria conosco… com essa nossa classe na qual a senhora escolheu colar o rótulo de “inimigos do povo” e da qual tentou, até aqui sem sucesso, tirar dividendos eleitorais. Vejo hoje, com imensa satisfação, que o país inteiro dá as costas a esse seu governo de estelionatários, a esse seu discurso do ódio e a sua fingida indignação social capazes de fazer com que um ministro recomende ao povo comer ovos e frango ao invés de carne para controlar a mesma inflação que a senhora insiste em dizer “jamais ter sido tão baixa”.

Seu partido é hoje um fantasma de si mesmo, presidente. A senhora mesma não consegue mais se reinventar, se substituir nem se superar. Ao seu criador e chefe do mensalão, Luís Inácio Lula da Silva, pouco mais resta fazer do que dizer que “está de saco cheio”com a denúncias contra o PT. Ele que espere e se prepare para aquelas que virão quando a senhora estiver fora do governo.

Não foram os médicos que derrotaram a senhora, presidente. Não são nossos pacientes que convencemos a votar em Aécio nem as mentiras da repórter do IG sobre “castração química de nordestinos” que não funcionaram para lhe reeleger.

A senhora e seu partido assassinaram suas próprias reputações. Seu governo acabou – Adeus, Presidente Dilma!

Porto Alegre, 12 de outubro de 2014.

*Milton Simon Pires é médico intensivista em Porto Alegre (RS)

14/10/2014

às 6:00 \ Disseram

Infeliz

“Acho que as pessoas têm direito de comer carne, de comer ovo e de comer frango.”

Dilma Rousseff, ao comentar e chamar de infeliz a afirmação de Márcio Holland, secretário de Política Econômica, de que os brasileiros deveriam trocar a carne por ovo e frango por conta da inflação

 

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