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Fernando Haddad

16/04/2014

às 19:45 \ Política & Cia

Post do Leitor: FHC, no governo, foi estadista; Lula, chefe de facção

O que diferencia os dois ex-presidentes? (Fotos: Ana Araujo//Tasso Marcelo)

Fazia tempo que não acontecia, mas hoje tenho o prazer de publicar mais um Post do Leitor do amigo do blog Mauro Pereira, representante comercial em Itapeva (SP)

FHC É O FLAGELO DO LULOPETISMO

POST DO LEITORPor esses dias, tive o prazer de reler excelente artigo assinado por Carlos Alberto Sardenberg estabelecendo um comparativo entre os ex-presidentes do Brasil, General Ernesto Geisel e Luiz Inácio Lula da Silva. Com texto predominantemente didático e absoluto conhecimento do tema proposto, Sardenberg nos brindou com uma aula sobre as diferenças que tornaram Geisel e Lula iguais.

Ainda que louvando o fértil saber do articulista renomado, me permito a licenciosidade de percorrer a contramão do seu raciocínio e apontar algumas das diferenças que mantiveram Fernando Henrique Cardoso e Lula diferentes.

Talvez a única semelhança entre eles se expresse no fato de ambos terem desfrutado de dois períodos de quatro anos à frente do Executivo Federal, mas até essa igualdade, beneficiada pelo princípio da naturalidade, se esvai na decisão do então ministro da Educação, e atual prefeito de São Paulo inventado por Lula, proclamando que nem sempre o resultado de quatro mais quatro é oito.

Baseado nesse inovador conceito matemático, entendo ser perfeitamente honesto presumir que os próprios petistas se incumbiram de mantê-los diferentes, o que pode ser creditado como uma das maiores contribuições de Fernando Haddad para o enriquecimento da biografia de FHC.

As diferenças

Vou passar o mais distante possível de qualquer avaliação individualizando a produção intelectual ou a formação acadêmica, pois seria pura perda de tempo. Uma eternidade os separa. Acho menos acachapante iniciar este breve paralelo a que me propus invocando o respeito que devotaram à instituição Presidência da República.

Se FHC restituiu a esse símbolo nacional sua importância e sua dignidade depauperadas pelas passagens devastadoras de Geisel, Sarney e Collor com a postura de chefe de Estado, Lula, no entanto, o remeteu de volta àquele período sombrio vulgarizando-o com o comportamento de chefe de facção. As desigualdades poderiam muito bem ser sintetizadas apenas nesse episódio específico que por si só já seria cabal, mas o exemplo utilizado, como poderemos constatar, é só uma pequena amostragem.

Se FHC revolucionou as comunicações abrindo o caminho para a popularização do telefone, até então privilégio reservado aos ricos, e estruturou o país para ingressar na modernidade da internet que batia à porta, Lula, por sua vez, acenou com uma bolsa-banda larga que não saiu do papel e, em nome de uma estranha democratização da informação, buscou o tempo todo censurar a imprensa.

Se FHC deixou como legado os fundamentos de uma política econômica vitoriosa que derrotou a inflação estratosférica que prejudicava somente os mais pobres e cuja estabilidade propiciou a reintegração do Brasil ao convívio das nações desenvolvidas, além de garantir o retorno dos investimentos internacionais em praticamente todos os setores da produção, Lula, como contrapartida, legou à sua sucessora um buraco enorme nas contas federais que está inviabilizando a administração da presidente Dilma Rousseff e desacelerando as obras do PAC, festejadas, ressalte-se, somente nas propagandas oficiais e nos confins do Brasil Maravilha registrado em cartório, território este habitado apenas pelo lulopetismo delirante.

Se FHC, apesar de algumas derrapadas infelizes, destacando-se o advento da reeleição, que na minha opinião não deveria ter acontecido, registre-se, e a infeliz declaração de apoio à liberação do consumo da maconha, ainda assim é reconhecido até hoje por sua preocupação com os ditames constitucionais e pelo relacionamento respeitoso com os outros dois Poderes, Lula, por sua vez, ganhou notoriedade pelo pouco apego à Constituição, pelo descarado aparelhamento do Judiciário e pela determinação de suprimir o Legislativo. Se não conseguiu, andou bem próximo disso.

Se FHC se empenhou em criar uma malha de proteção social, Lula se incumbiu de instalar uma rede de servidão eleitoral.

Do comportamento humano à lisura no desempenho político

Concluindo, a diferença entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva se revela contundente em todos os aspectos passíveis de análise, desde o comportamento humano à lisura no desempenho político, passando pela celebração da ética até ao exercício da competência, culminando no estadista que FHC foi sem nunca ter reivindicado e que Lula, descartando-se a vassalagem, sempre quis ser sem jamais ser reconhecido.

Se FHC é criticado por seu muito ter sido pouco, Lula o contrapõe por seu pouco ter sido muito. Simplificando, é mais edificante saudar o pouco concreto e realizado do que recorrer à exuberância manipulada do muito, abstrato e malandro, que se materializa apenas no inferno improdutivo das boas intenções. Simples. Não para os petistas, é óbvio.

11/03/2014

às 21:04 \ Política & Cia

A chuva em São Paulo e a vocação para a má notícia

Chuva em São Paulo (Foto: Milton Michida / AE)

Chuva em São Paulo: é boa quando existe a ameaça de falta de água, mas a mídia prefere mostrar alagamentos e piora no trânsito (Foto: Milton Michida / AE)

Choveu intensamente hoje em São Paulo. Aliás, tem chovido bastante neste mês de março, diferentemente do que ocorreu em janeiro e fevereiro, tradicionalmente meses de chuva intensa e que, para espanto dos meteorologistas, foram meses virtualmente “secos”.

Pois bem, a maior cidade do país está sob ameaça de falta de água devido ao baixíssimo nível das represas que a alimentam, em especial o Sistema Cantareira.

Como choveu muito hoje, imaginei que as emissoras de rádio e os sites noticiosos que se interessam pelo assunto iriam o dia todo tentar conferir o impacto das chuvas na questão da possível falta de água.

Que nada! O que li e ouvi, em quase toda parte, foi sobre… alagamentos, bueiros entupidos (graças à brilhante gestão do prefeito Fernando Haddad, que nem para isto tem servido), caminhões enguiçados, congestionamento de trânsito — tudo causado pela chuva.

Com exceção de um pequeno registro pela Rádio CBN — façamos justiça –, o público só recebeu as MÁS notícias sobre a chuva, quando a queda de chuva é, a esta altura, também uma ÓTIMA notícia.

Então, fui conferir no site da Sabesp, a estatal responsável pelo fornecimento de água e o tratamento de esgotos da maioria dos municípios paulistas, e verifiquei que, a despeito da situação crítica dos reservatórios, há, sim, boas notícias.

Uma delas é que, nos onze dias de março, já caiu dos céus 92,8 milímetros de chuva, contra 73 milímetros ocorridos em todo o mês de fevereiro e 87,8 em janeiro, neste caso contra uma média histórica de quase o triplo — 259,9 milímetros.

Em março tem chovido muito mais do que em janeiro e em fevereiro, o que pode afastar o perigo da falta de água para 22 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo.

Mas a queda pela notícia ruim é uma praga difícil de exterminar.

11/03/2014

às 15:00 \ Política & Cia

Lula não é invencível — seus candidatos derrotados são afastados para não manchar sua fama de milagreiro

Humberto Costa, Patrus Ananias e Hélio Costa: derrotados afastados de Lula para não acabar com o efeito milagreiro (Fotos: Moreira Mariz / Agência Senado :: PT :: Agência Estado)

Humberto Costa, Patrus Ananias e Hélio Costa: derrotados em eleições e depois afastados de Lula para não empanar a fama do ex-presidente de que elege quem quiser (Fotos: Moreira Mariz / Agência Senado :: PT :: Agência Estado)

Post do leitor Leonardo Saade

“LULA NÃO É INVENCÍVEL — SEUS CANDIDATOS DERROTADOS SÃO AFASTADOS PARA NÃO MANCHAR SUA FAMA DE MILAGREIRO”

Post do LeitorComo diz o genial Augusto Nunes, Lula deixou a Presidência para virar animador de palanque.

Criou-se o mito de que Lula era um Midas da política, que todo candidato apoiado por Lula ganha a eleição, e que todo candidato que critica Lula ou se opõe a seu indicado, perde.

Assim como pesquisa eleitoral, política nunca foi ciência exata, desmentindo o mito de Lula. É verdade que o “filho do Brasil” elegeu Dilma para presidente e Fernando Haddad para prefeito de São Paulo. Mas houve muitos casos de candidatos apoiados por Lula que perderam a eleição.

Esses candidatos derrotados foram afastados da órbita de Lula para não estragar sua fama de “milagreiro”.

Só para citar exemplos mais recentes, o atual prefeito de Recife, Geraldo Julio, teve o apoio do governador Eduardo Campos (PSB) para derrotar o candidato lulista, o ex-ministro da Saúde e senador Humberto Costa (PT).

Em Belo Horizonte, o prefeito Márcio Lacerda (PSB), é aliado firme de outro presidenciável, como Campos – o tucano Aécio Neves – e em 2012 venceu sem maiores problemas, já no primeiro turno, o candidato petista Patrus Ananias, apoiado por Lula e Dilma.

Sem falar na virada humilhante que o tucano Antônio Anastasia, vice de Aécio e seu candidato ao Palácio da Liberdade, aplicou no candidato lulista Hélio Costa (PMDB) na eleição para governador de Minas em 2010. Anastasia começou as pesquisas com miseráveis 5% das intenções de voto contra os 55% de Hélio Costa, fervorosamente apoiado por Lula.

No resultado final, Anastasia venceu no primeiro turno.

Nos casos de vitória, como de Dilma e Haddad, os méritos foram todos para Lula, considerado “gênio político” por uns, e até “deus” por Marta Suplicy. Nos caso de derrota (vários), o fracasso era afastado do nome de Lula, de forma a não manchar sua fama de milagreiro.

Acho que se Eduardo Campos quer marcar seu nome como oposição, não basta se opor apenas ao nome de Dilma, mas, ao projeto lulopetista, de que Dilma faz parte. Claro que contra o PT em 2014, eu, pessoalmente, votaria até no Levy Fidelix em um improvável segundo turno contra Dilma, para não votar em branco e ajudar o projeto petista de se perpetuar no poder.

Mas seria melhor se os candidatos de oposição tivessem uma postura mais firme e constante, e não uma oposição “dependendo da situação” e “dependendo do candidato adversário”.

Lula não é invencível.

E a oposição precisa ser firme, se unir para provar que de fato o mito Lula não é infalível, que seu apoio não é garantia de vitória para ninguém.

Para que o Brasil possa descansar em paz do lulopetismo. Para que Lula caia na real e deixe de ser animador de palanque para tornar-se apenas ex-presidente.

04/03/2014

às 19:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: O samba-enredo do afrodescendente com deficiência mental

Marina Silva e Joaquim Barbosa: "dois não-candidatos, destaques que levariam o desfile para o segundo turno" (Fotos: José Cruz / ABr :: Felipe Sampaio / STF)

Marina Silva e Joaquim Barbosa: “dois não-candidatos, destaques que levariam o desfile para o segundo turno”. Neil: “Voto de Joaquinzão Barbosa foi aula de Ci|ência de Direito, pronunciado com a indignação republicana, que é minha e sua” (Fotos: José Cruz / ABr :: Felipe Sampaio / STF)

 

Por Neil carnavalesco Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

(Observação: texto escrito antes do final da sessão do Supremo que liberou os principais mensaleiros do crime de quadrilha e da prisão em regime fechado)

O SAMBA-ENREDO DO AFRODESCENDENTE COM DEFICIÊNCIA MENTAL

Neil Ferreira

O STF já botou seu bloco na rua e ficou claro que a Gangue dos 6 vai livrar Dirceu, Delúbio, Genoíno e João Paulo Cinquenta Conto Cunha da cana em regime fechado.

Os votos que vi, dos Ministros Gilmar Mendes (parte), Celso Mello (parte) e Joaquinzão Barbosa foram aulas da Ciência do Direito, pronunciados com a indignação republicana que é minha e sua.

No Rio e na Bahia, é carnaval desde o Natal e vai até a Copa, com os black blocks quebrando agências bancárias pra destruir o Capitalismo, mascarados assustadoramente. Wall Street treme, mas não para de trabalhar; não dá bola para o que rola abaixo do Rio Grande, a não ser quando os juros sobem e esta república mensaleira vira um rico pesqueiro para o capital especulativo.

O nosso país é bizarro, já apresenta seu samba-enredo para o carnaval de Outubro. A ala Santa Marina Cheia de Graça, fantasiada de Virgem Maria, Porta-Bandeira; Joaquinzão o Bom, Mestre-Sala, fantasiado dele mesmo.

São dois não-candidatos, destaques que levariam o desfile para o segundo turno, segundo os jurados da Globo, do Ibope e do DataFalha .

Comigo num vem qui num tem, sou Beija-Flor desde o Joãzinho Trinta e seu inesquecível enredo “Sonhar com o Rei dá Leão”, versão histórica do muderrrno “Sonhar com Mensaleiro dá Corrupção”!

A presença de uma, Santa Marina, ou do outro, Joaquinzão, encabeçando uma Comissão de Frente, tiraria o sono da Miss Piggy.

Ela teme levar outra raspança do Lula e não o perigo sem perigo dos seus adversários. Lula disse que “se me encheram o saco me candidato”. Assustou mais a Miss Piggy do que a oposicinha.

A Maior Corrupção de Todos os Tempos tem seu rico carro alegórico com papagaios que repetem o refrão “Corrupto! Corrupto! Corrupto !”

Os discursos lidos pela Miss Piggy são um desastre conhecido. O improviso de Bruxelas obrigou brasileiros por acaso ou residentes no exterior, a se fantasiarem de paraguaios.

Eu me enfiei num café e pedi no meu inglês mais escorreito: “Acófi prísi” . O barman educadamente fingiu que entendeu e foi conferir com um garçom latino, supostamente imigrante ilegal, o que aquilo significaria.

A reunião durou demorados 15 minutos, o barman voltou e me serviu uma Coca Cola morna, com o seu melhor sorriso.

Ficou provado que o meu melhor inglês se equipara ao melhor português da Miss Piggy.

Os candidatos que já se apresentaram apanhariam dela no primeiro turno. Aécio aparece desde o início do desfile como carta fora do baralho, não evoluindo no sambódromo, não tem carnavalesco de truz.

FHC poderia ser o Joãozinho Trinta ressuscitado para esse desfile, mas parece que quer é curtir seu novo casamento.

Ninguém me perguntou, nem o Ibope nem o DataFalha, nem você, mas taparei o nariz e votarei no Aécio.

O Dr. Ulysses deu essa palavra de ordem, tapar o nariz, para que se votasse no Tancredo na eleição indireta, consentida pela ditadura militar, importante passo pra nossa redemocratização.

A derrota do Maluf, candidato do partido oficial, ARENA, se mostrou possível; e foi. (Rapá, o conteúdo das malas que vislumbrei na sala de reuniões de um prédio em que prestava serviços como frila…)

O PMDB era o que tínhamos. Uma Arca de Noé, que juntou de FHC a Serra a Montoro a Richa a Lula , mais cidadãos desde então chamados de “sociedade civil”. Resistiam com os poucos meios disponíveis. Entupimos as ruas, avenidas e praças nas “Diretas Já”.

Peguei um avião em Congonhas, desci em Santos Dummont, atravessei a avenida e juntei-me à “Passeata dos Cem Mil” até a Candelária, aquela em que a Miss Piggy falsificou uma foto pra provar que tinha ido; foi pega na mentira.

"Taparei o nariz e votarei no Aécio"

“Taparei o nariz e votarei no Aécio”

Alguns mergulharam na aventura infeliz da luta armada, eram estilingues contra tanques, metralhadoras e bombas de efeito imoral; muitos pagaram com suas vidas.

O PMDB deu origem ao PSDB, que se diz de centro-esquerda na vida virtual; não é. Na vida real é de centro – direita. E ao PT , que se diz de esquerda na vida virtual; não é. Na vida real é mais de direita que qualquer generalão da ditadura militar.

Lula não se cansa de elogiar o general Médici, o mais duro dos militares que ocupou o Planalto.

O delegado Tuma Jr escreveu um livro-bomba em que denuncia Lula, codinome “Barba”, de ter sido informante do Departamento de Ordem Política e Social, DOPS, onde militantes da oposição, armada ou não, eram torturados, alguns até que a morte os libertasse de tanto sofrimento.

Serra, depois de perder duas eleições presidenciais e uma para prefeito de São Paulo e que nos deixou de herança 44 milhões de votos em busca de um partido, não compareceu à sessão especial do Senado para comemorar os 20 anos do Plano Real.

FHC estava lá, todo sorrisos, recebendo os justos salamaleques.

O PT também não compareceu. Foi o partido de idiotas fundamentalistas que entrou na Justiça contra o Plano Real e mentiu que era “um plano eleitoreiro que não duraria 3 meses”.

Durou 1 ano de Itamar, 8 de FHC, 8 de Lula e 3 anos e meio da Miss Piggy até agora. Foi e é ferramenta essencial para que Noço Guia balbucie o mantra “nunca antes neçepaíz”.

Ao perceber os olhares de “cadê o Serra”, lembrei que FHC, cheio de humor venenoso, teria sugerido “ — Serra, embora seja o quadro político mais bem preparado do Brasil, deveria matar o demônio que mora dentro dele” (risos gerais). Deveria.

O PT é pai de uma coleção de partidecos de quinta categoria, metidos a radicais mas não sei do que vivem, como PSOL, PSTU, com eleitorado quase sem votos visíveis, mas que supostamente nadam em dinheiro .

O PMDB virou esse (des)troço humano, pendurado nas bocas mais sórdidas,com quadros vergonhosos, estão aí o Renan Avacalheiros e o Sarney, o imortal, que não me deixam mentir.

O PSDB elegeu e reelegeu FHC Presidente, elege e reelege o governo de São Paulo, o Estado mais adiantado país, há 20 anos. Lula elegeu dois postes, Miss Piggy e o brimo Haddad, e nos ameaça com outro, o Padilha, para o governo de São Paulo.

Disse o Cara (de pau): “— De poste em poste vamos iluminar o Brasil”. Ainda goza com a cara da gente.

Padilha ainda não acendeu nenhuma lâmpada, mas é bom lembrar que os postes anteriores começaram com 4 e 7 pontos nas pesquisas. O problema é como vota o “país dos mais de 80%”.

E nós sabemos como: cada Bolsa-Esmola equivale a uns 4 votos. Só a Nossa Caixa Deles anuncia que distribui 13 milhões por mês, o que dá mais ou menos 52 milhões de votos de vantagem antes que pingue um voto registrado nas urnas eletrônicas, meses antes da eleição.

Faço questão de repetir para enfatizar “urna eletrônica” porque, sendo um computador, pode ser programada e aí não sei não.

Longe de mim levantar qualquer suspeita; quando escrevi aí em cima “não sei não” digo eu que “não sei não” nada de informática. Fui claro?(voz de dublagem nas séries de TV, a que assisto quase caindo no sono).

É aqui que coloco meu white block na rua, cantando “Se você fosse sincera ô ô ô Rose do Lula, veja só que bom que era ô ô ô Rose do Lula”. Dona Marisa adoraria.

(Acabei o texto em morte súbita para gáudio dos leitores. Obrigado pela paciência).

19/02/2014

às 16:00 \ Política & Cia

Haddad e os conselhos de Lula

Haddad e Lula: conselhos e estreias (Foto: Marcio Fernandes / Estadão Conteúdo)

Haddad e Lula: conselhos e estreias (Foto: Marcio Fernandes / Estadão Conteúdo)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

CONSELHO PELA CULATRA

Desde o início do ano, o prefeito Fernando Haddad vai toda semana até o Instituto Lula ouvir conselhos do ex-presidente para tentar melhorar sua gestão, reprovada por 80% dos paulistanos.

As últimas orientações que ouviu de Lula foi para sair mais do gabinete e para dar entrevistas mostrando os feitos de seu governo e criticando a oposição e a imprensa — com isso, o ex-presidente acha possível recuperar ao menos o apoio do eleitorado petista.

Na primeira tentativa de seguir o mestre, o prefeito disse que a “elite” da cidade que governa é “pobre de espírito” — uma estreia considerada pouco promissora.

06/02/2014

às 16:00 \ Política & Cia

Haddad tem avaliação tão ruim como prefeito de SP que a campanha de Padilha a governador vai “escondê-lo”

Em campanha ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha tenta esconder Haddad (Foto: André Dusek / AE)

Em campanha ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha tenta esconder Haddad (Foto: André Dusek / AE)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

UM ALIADO PARA ESCONDER

O péssimo desempenho do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, reprovado por 80% dos paulistanos, fez com que Lula mudasse a estratégia inicial da campanha de Alexandre Padilha a governador do Estado.

Para não se contaminar com o desgaste do prefeito, Padilha não será apresentado como um político “novo”, mas como um experiente ministro que passou cinco anos em Brasília.

Padilha priorizará agora as viagens pelo interior, onde a influência negativa de Haddad é menor.

18/01/2014

às 17:00 \ Política & Cia

J.R. Guzzo: Contando com a sorte e com a nossa própria iniciativa em 2014. O governo? Esqueça

Saab Gripen NG -  Qual é o critério da escolha? Qualidade ou birra? Sorte dos suecos (Foto:  Saab AB)

Saab Gripen NG – Qual é o critério da escolha? Qualidade ou birra? Sorte dos suecos (Foto: Saab AB)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

CONTANDO COM A SORTE

J. R. GuzzoAí vamos nós, de novo sozinhos, para atravessar mais um ano. Em 2014, como em 2013 e nos anos anteriores, contaremos apenas com nossa própria capacidade de resolver os problemas que nos aparecerem; mais uma vez, será perfeitamente inútil esperar qualquer colaboração da máquina pública, que todos pagam justamente para isto — colaborar, por pouco que seja, para dar à população um grau a mais de conforto nesta vida já tão complicada pela própria natureza.

Muita gente, como sempre, veio prometer ao longo do ano soluções para nossos problemas do presente e anunciar planos para resolver nossos problemas do futuro. Falaram muito; disseram pouco. Depois, também como sempre, foram sumindo, cada um em seu canto, atrás do que realmente lhes interessa: segurar a fatia do Brasil que já têm.

Não vão mudar de vida só porque 2014 será ano de eleição presidencial e de Copa do Mundo no Brasil; talvez tenham de se esforçar um tanto a mais para manter em cartaz a sua comédia, mas para tudo há um jeito. Vão encontrar o seu, como sempre, e acabarão deixando os brasileiros tão abandonados em dezembro de 2014 como estão agora.

Sobram, para qualquer lado que se olhe, avisos claríssimos de que o ano novo promete ser igual ao ano velho — já nem se tenta disfarçar o pouco-caso com que os donos do país tratam o brasileiro comum e que aumenta a cada pesquisa de opinião garantindo que a presidente da República está a caminho dos 101% de popularidade.

Há o caso do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que encerrou 2013 com um espetáculo realmente esquisito: foi brigar na Justiça com os cidadãos da própria cidade que dirige (e que lhe pagam o salário), para socar um aumento de até 35% em 85% dos contribuintes de um dos impostos municipais.

Houve, nas alturas extremas onde vivem a presidente Dilma Rousseff, seu ministro da Fazenda e outras imensas autoridades federais, um surto de decisões desconexas sobre a possibilidade de retirar os airbags e freios ABS dos novos modelos de carro a ser fabricados, numa tentativa desesperada de impedir que subam de preço.

Tira, põe, deixa ficar — a impressão que sobrou é que os decisores não sabiam realmente do que estavam falando, e acabaram perdidos de novo no nevoeiro mental em que vivem. Há ainda outros tumultos saídos da mesma pipa, mas parece que o mais instrutivo deles é a compra de 36 aviões-caça da Suécia, os Saab Gripen NG, que estaremos pagando ao longo dos próximos anos para defender o nosso espaço aéreo de seus possíveis inimigos.

Tudo indica que em nenhum momento uma autoridade do governo pensou que a população deste país tivesse alguma coisa a ver com isso. Para começar, nenhum brasileiro jamais sentiu a falta de 36 caças suecos para resolver algum problema real em sua vida, ou na defesa do seu país.

"Não vão mudar de vida só porque 2014 será ano de eleição presidencial e de Copa do Mundo no Brasil"

“Não vão mudar de vida só porque 2014 será ano de eleição presidencial e de Copa do Mundo no Brasil”

 

O cidadão poderia achar estranho, também, que o modelo escolhido tenha o inconveniente de ainda não existir; é o mais barato, mas só a partir de agora começará a ser desenvolvido, para entrega final até 2023. Até lá, esperemos continuar com a sorte, que nos acompanha desde Santos Dumont, de não sofrer nenhum ataque aéreo contra o nosso território.

Além disso, o governo levou doze anos inteiros para decidir qual modelo compraria — basicamente, o americano F-18, o francês Rafale e esse sueco. Doze anos? Como o Brasil jamais foi acusado de ser um país que pensa demais, ou tem a reputação de só decidir alguma coisa depois de ter 100% de certeza na correção do que está fazendo (não consegue se entender nem sobre os tais equipamentos de segurança), o motivo da demora só pode ser do mal.

Pois ou a compra é necessária, e aí o cidadão brasileiro não pode ficar esperando doze anos por uma decisão, ou não é — e aí o mesmo cidadão não tem nada de pôr a mão no bolso para pagar a conta. Mas ninguém no governo sequer se lembrou de que ele existe. Toda essa história teve a ver apenas com uma questão pessoal do ex-presidente Lula, primeiro, e da presidente Dilma Rousseff, depois.

Lula queria o modelo francês de todo jeito; jurava que era o melhor, embora fosse o mais caro. Mas a França não deu apoio a um disparate qualquer que ele propôs na diplomacia mundial; o homem emburrou e nunca mais quis ouvir falar dos Rafale, que até então achava o máximo.

Dilma se inclinou para o F-18 dos Estados Unidos, mas ele subitamente deixou de ser o melhor quando a presidente se ofendeu com o delírio americano de espionar tudo o que existe sobre a face da Terra. Qual é o critério da escolha? Qualidade ou birra? Sorte dos suecos.

08/12/2013

às 19:26 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: É a tua, tá?

Não é porque o mensalão mineiro ainda não foi julgado, mesmo com um menos um tucano que já foi importante, o Eduardo Azeredo, que a prisão dos mensaleiros é injusta (Foto: George Gianni/ PSDB)

Não é porque o mensalão mineiro ainda não foi julgado, mesmo com um menos um tucano que já foi importante, o Eduardo Azeredo, que a prisão dos mensaleiros é injusta (Foto: George Gianni/ PSDB)

Notas da coluna que o jornalista Carlos Brickmann publica hoje, domingo, em vários jornais

É A TUA, TÁ?

É triste ouvir políticos veteranos comportando-se como crianças. Porque, fora a safadeza, isso de dizer “eu sou ladrão, mas foi ele que começou” é infanto-juvenil: se é ladrão, fora da lei, que seja investigado e julgado.

Se o adversário também é ladrão, que também seja investigado e julgado. Não é porque os ladrões estão em partidos adversários que a ladroeira de um compense a do outro.

A moda agora é reclamar da demora no julgamento do mensalão mineiro, como se isso tornasse injusto o julgamento do mensalão. Só que uma coisa não tem nada a ver com outra: os responsáveis pelo mensalão mineiro têm de ser julgado, e logo, mas não para compensar o processo contra os réus do mensalão.

Um criminoso não pode deixar de ser punido porque outros criminosos ainda não o foram. E não se trata apenas do mensalão mineiro (onde há pelo menos um tucano que já foi importante, Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, ex-governador de Minas, há gente que mudou de lado, como Marcos Valério, há amplo material para julgamento).

Há o escândalo da Bancoop, o do Banestado, o da Alstom-Siemens (cartel dos trens urbanos de São Paulo, com eventual propina), o desvio do ISS da Prefeitura paulistana, que já derrubou um secretário do prefeito Haddad (PT).

O que não falta é caso para ser investigado. Que a filiação política não seja levada em conta: o que se vê nas propinas paulistanas, por exemplo, é uma aliança pluripartidária para delinquir – vulgo “quadrilha”.

“Mamãe, foi ele que começou”. E daí? Daí, o final tem de ser nos tribunais.

A emenda e o soneto

José Genoíno renunciou à Câmara, segundo se informou, para não ter o nome associado à cassação de seu mandato.

Preferiu associar seu nome ao do ex-presidente Collor, do senador Renan Calheiros, do senador Jader Barbalho, do deputado Valdemar Costa Neto, que também renunciaram para fugir à cassação.

Implicância

O senador Zezé Perrela, do PDT mineiro, defendendo seu filho Gustavo, deputado estadual pelo Solidariedade, cujo helicóptero foi apreendido com 450 quilos de cocaína, disse que ninguém de sua família precisa da política.

Tudo bem – mas por que, então, tanto a Assembléia mineira quanto o Senado foram chamados a entrar com dinheiro público para pagar o combustível do “helipóptero”?

Desvio permitido

A deputada estadual Janira Rocha (PSOL) em frente à Alerj, durante uma manifestação (Foto: Reprodução / Facebook)

A deputada estadual Janira Rocha (PSOL) em frente à Alerj, durante uma manifestação (Foto: Reprodução / Facebook)

A deputada Janira Rocha, do PSOL fluminense, é acusada de exigir parte do salário dos funcionários de seu gabinete e de desviar dinheiro de um sindicato para financiar a campanha.

O partido, no Rio, decidiu expulsá-la; mas a direção nacional do PSOL a manteve. Mais dinheiro é melhor que menos dinheiro.

O PSOL faz lembrar o secretário de Estado americano Cordell Hull, questionado pelo apoio ao feroz ditador dominicano Rafael Trujillo: “Pode ser um canalha, mas é o nosso canalha”.

Na verdade, ele não disse “canalha”, mas deixa pra lá.

05/12/2013

às 12:00 \ Política & Cia

Propaganda para mudar a imagem

Fernando Haddad quer melhorar sua imagem, e vai gastar 90 milhões para contrar agência de publicidade e cria campanha (Foto: ABr)

Fernando Haddad quer melhorar sua imagem, e vai gastar 90 milhões para contrar agência de publicidade e cria campanha (Foto: ABr)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

A MESMA RECEITA

O prefeito Fernando Haddad (PT-SP) também usará a propaganda para tentar melhorar sua imagem.

Uma licitação para a contratação de uma agência por 90 milhões de reais sairá neste mês.

É o mesmo valor que será utilizado por Pernambuco para divulgar o último ano de gestão de Eduardo Campos (PSB), que deixará o governo para disputar a Presidência.

02/12/2013

às 21:03 \ Política & Cia

Alckmin seria reeleito no primeiro turno, aponta Datafolha

Atual governador, Alckmin lidera corrida eleitoral em São Paulo (Foto: Eduardo Biermann)

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida eleitoral em São Paulo (Foto: Eduardo Biermann)

Publicado no site de VEJA

ALCKMIN SERIA REELEITO NO PRIMEIRO  TURNO, APONTA DATAFOLHA

Atual governador de SP tem 43% das intenções de voto, contra 19% de Paulo Skaf (PMDB), 8% de Gilberto Kassab (PSD) e 4% de Alexandre Padilha (PT)

Atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida eleitoral contra seus prováveis adversários na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Segundo pesquisa do instituto Datafolha, o tucano seria reeleito para o governo do Estado no primeiro turno.

De acordo com o levantamento, divulgado neste domingo no site do jornal Folha de S. Paulo, Alckmin aparece com 43% das intenções de voto para as eleições de 2014, contra 19% do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), 8% do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e 4% do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT).

O instituto ouviu 1.723 eleitores em 46 municípios do Estado.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.

 

Haddad

O Datafolha também mostrou a avaliação dos paulistanos sobre o primeiro ano de Fernando Haddad (PT) como prefeito da cidade. Segundo a pesquisa, a popularidade do petista está em baixa: apenas 18% dos entrevistados consideram sua gestão positiva. Outros 40% avaliam seu governo como regular e 39% acham que a administração do petista é ruim ou péssima.

O resultado aproxima Haddad de Gilberto Kassab e Celso Pitta, outros dois ex-prefeitos paulistanos mal avaliados. Ambos tiveram apenas 15% de avaliação positiva ao final do primeiro ano de mandato.

 

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