Blogs e Colunistas

09/06/2012

às 19:02 \ Livros & Filmes

Filme: “Homens de Preto 3″ é o mais maluco e divertido da série

Homens de Preto 3

VIGILÂNCIA SEM FIM -- Os agentes vividos por Tommy Lee Jones e Will Smith: parceiros no presente e em 1969

(Texto de Jerônimo Teixeira, publicado na edição impressa de VEJA)

 

Homens de Preto 3

SALTO CÓSMICO

 

Com especulações abiloladas sobre viagens no tempo, Homens de Preto 3 é o mais divertido dos filmes da série

Há dois longos hiatos sendo quebrados com Homens de Preto 3 (MIB3, Estados Unidos, 2012), que estreou há poucos dias no país. É o primeiro filme de Will Smith em quatro anos. E aparece dez anos depois de Homens de Preto 2 – que, embora tenha levantado quase 400 milhões de dólares nas bilheterias, foi uma sequência medíocre e esquecível do primeiro filme, de 1997.

Um terceiro lapso temporal deu-se durante as filmagens, que ficaram paradas por três meses enquanto um time de roteiristas tentava desenredar o argumento – que, muito apropriadamente, tem a ver com viagens no tempo. Mas não se vê traço de indecisão na narrativa no produto final. O terceiro filme é também o mais criativo e alucinado de toda a série.

Como nos filmes anteriores, Smith é J, agente de uma organização secreta que monitora a atividade de alienígenas pacíficos na Terra – e, função mais vital, aprisiona ou destrói os tipos agressivos.

O novo filme começa quando o asqueroso Boris, o Animal (Jemaine Clement), foge de uma prisão de segurança máxima na Lua, com planos de vingança contra o agente que o aprisionou, em 1969. Este é K (Tommy Lee Jones), o parceiro turrão do agente J. Boris deseja matá-lo – mas no passado, alterando todo o rumo da história posterior. Como é obrigatório na ficção científica (mesmo paródica), os projetos do vilão culminariam com a destruição da vida na Terra.

Esquecer a gorjeta da garçonete é sinal de que um asteroide vai colidir com a Terra

Para deter Boris, J viaja a 1969 – e lá une forças a um agente K bem mais jovem, interpretado por Josh Brolin. Está dado o mote para piadas sobre a natureza extraterrestre de figurões dos anos 60 como Mick Jagger (e o artista plástico multimídia Andy Warhol aparece como um agente humano infiltrado entre os alienígenas). Entre as gagues e as sequências de correria e destruição (agora em 3D), há uma lacrimosa mas dispensável incursão pelo passado familiar do agente J.

A comissão de roteiristas acertou a mão: todo o enredo de retorno ao passado, com as consequentes versões alternativas do futuro que daí se seguem, é claro e convincente. O personagem mais fascinante (e cativante) do filme, aliás, é Griffin (Michael Stuhlbarg), o último sobrevivente de uma raça alienígena que consegue ver e calcular as probabilidades de diferentes cenários de tempo.

Ele sabe, por exemplo, que, se determinada pessoa esquece de dar gorjeta à garçonete, isso é sinal inequívoco de que, nessa versão do tempo, um asteroide gigantesco colidirá com a Terra.

Um absurdo lógico muito eficiente para uma comédia – mas que raramente é tão bem explorado na ficção científica séria.

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

1 Comentário

  1. Márcia Maria

    -

    10/06/2012 às 11:33

    Seu Setti, vi uma reportagem, em q é muito difícil, adpatar roteiro para livros e vice versa. A linguagem é muito diferente. Alguns autores, dizem q a interpretação do texto muda radicalmente. Então um bom livro pode não ser um bom filme, como o inverso tbm é verdadeiro!

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados