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Arquivo de 8 de junho de 2012

08/06/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Vídeo: paisagens vazias recebem um pedaço inteiro de cidade, parques mudam de lugar, um navio cai do céu onde só havia água… São milagres dos efeitos especiais na série de TV “Boardwalk Empire”. É imperdível!

Boardwalk Empire: isso não é cenário, é efeito especial com manipulação de imagem

Cena da série de TV "Boardwalk Empire": pensa que isso é cenário? Que nada. São efeitos especials obtidos com manipulação de imagem

A coisa é simples assim: sem efeitos especiais, praticamente não se concebe mais o cinema. Os efeitos especiais que arrebatam multidões aos cinemas, é claro, vêm encantando também na TV, especialmente com a consolidação da tecnologia HD.

No vídeo abaixo, com um mini-making of tecnológico sobre a série de TV Boardwald Empire, vocês vão ver coisas inacreditáveis: pedaços inteiros de cidades que mudam de lugar, um ator, de rosto perfeito, torna-se terrivelmente deformado, um porto é colocado no meio de prédios, que desaparecem, um navio que parece caído do céu é acrescentado a uma cena.

É de tirar o fôlego.

Tendo como mestres supercraques fantáticos como Steven Spielberg, George Lucas e a turma da pesada que se formou com eles em cinema na Califórnia, a manipulação de imagens, cada vez mais elaborada, com mais recursos tecnológicos e mais perfeita, nos mínimos detalhes, é utilizada em produções de qualquer formato e tamanho, mundo afora.

Comerciais de TV, seriados, filmes para internet, produções caseiras, não importa: são tantos os programas de manipulação de imagens disponíveis, cada vez mais fáceis de utilizar, que virtualmente qualquer um com algum conhecimento específico pode criar seus próprios efeitos. Imagine, então, os bambambans do cinemão.

Veja, no vídeo abaixo, como foi feito o cenário da época da Lei Seca

O vídeo abaixo mostra como foi que apareceu um navio perfeito num lugar onde não havia nenhum

O vídeo mostra como Boardwalk Empire, produção da HBO e do grande diretor Martin Scorsese , utiliza técnicas digitais para recriação de cenários que contam uma história dos tempos da Lei Seca, rodada em Atlantic City, no Estado de Nova Jersey.

A série é uma adaptação de um livro de Nelson Johnson e foi escrita por Terence Winter, produtor e roteirista da premiada A Família Soprano. O diretor é ninguém menos do que o próprio Scorsese.

08/06/2012

às 18:03 \ Política & Cia

Cuidado, bandidos: lá de cima, mesmo à noite e de longe, a polícia vê — e grava — tudo

ULTRAPOTENTE ATÉ NO ESCURO Em meio à escuridão, a câmera capta de longe a movimentação de um bando de marginais, logo presos (Foto: Oscar Cabral)

ULTRAPOTENTE ATÉ NO ESCURO -- Em meio à escuridão, a câmera capta de longe a movimentação de um bando de marginais, logo presos (Foto: Oscar Cabral)

(Reportagem de Leslie Leitão publicada na edição impressa de VEJA)

 

BANDIDOS: O BIG BROTHER ESTÁ NO AR

Nos bastidores das grandes operações policiais no Rio, um helicóptero com uma câmera ultrapotente a bordo é peça-chave para flagrar a bandidagem em ação – até no escuro

A recente caçada a um dos bandidos mais poderosos na hierarquia do crime carioca, Márcio José Sabino Pereira – conhecido como “Matemático” pelo pendor financeiro -, durou quatro minutos e foi certeira. Já passava de 11 da noite quando os capangas do traficante perceberam o cerco ao Logan prata conduzido pelo chefe e iniciaram o tiroteio, de dentro e de fora do carro, em vão.

O marginal acabaria cravejado por duas balas vindas do alto, morrendo na hora. A peça-chave da operação pairava sobre os céus da Zona Oeste do Rio de Janeiro, acoplada a um helicóptero modelo Esquilo e apelidado de Águia 2: na parte de baixo, fica a câmera de 45 quilos e apenas 40 centímetros de largura que permitiu, a 3 000 pés de altitude (cerca de 1 quilômetro), enxergar com boa nitidez, apesar do breu, toda a movimentação de Matemático e seu bando. Até a placa do carro se podia discernir.

Equipamento usado em guerras pelo Exército dos EUA e na Colômbia contra os narcoterroristas

Na verdade, a operação começara seis meses antes. Dispondo desse equipamento, a polícia mapeou horários, hábitos e lugares frequentados e vigiados pela quadrilha, até partir para o ataque, naquele 11 de maio. Nos bastidores de todas as últimas operações de relevo da polícia do Rio, tal câmera estava em ação, discretamente, sendo muitas vezes decisiva para desmantelar o QG dos criminosos quando eles menos se davam conta, no meio da madrugada.

Amplamente usada em guerras pelo Exército americano, na Colômbia dos narcoterroristas das Farc e agora adotada no Rio com o aval do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, essa tecnologia permite a visualização de objetos e corpos no escuro de tão longe que não se ouve um único ruído do helicóptero até que ele se aproxime.

Para se ter uma ideia do que isso significa, no escuro, a 32 quilômetros de distância, o operador da câmera pode distinguir passageiros no convés de um navio. A 3 quilômetros, a imagem do rosto produzida pelo equipamento torna a identificação da pessoa perfeitamente possível.

As cenas são flagradas pelos sensores da câmera, que captam os raios infravermelhos emitidos pelo calor de corpos e objetos e os transformam em imagens tridimensionais. As gradações de cinza em que aparecem as figuras variam conforme a temperatura dos corpos – quanto mais alta, maior a definição. Gente, arma de fogo e motor de carro, por exemplo, sobressaem.

DIRETO AO ALVO O equipamento aparece acoplado à parte inferior do helicóptero (Foto:  Oscar Cabral)

DIRETO AO ALVO --O equipamento que vê tudo à noite, inclusive de longas distâncias, aparece acoplado à parte inferior do helicóptero (note a parte clara, com o que parecem ser quatro "olhos" escuros" (Foto: Oscar Cabral)

“Voar alto é questão de sobrevivência”

O sistema, conhecido como Forward Looking Infrared (Flir) ou nos corredores da polícia apenas como “termal”, é parecido com o de câmeras do gênero empregadas por outras polícias no Brasil, mas um ponto fundamental o diferencia: na escuridão total, o alcance da Star Safire III, a câmera usada no Rio, é três vezes superior ao das demais e trinta vezes mais potente do que o olho humano.

“Em uma cidade onde helicóptero da polícia já foi até abatido pela bandidagem, voar alto é, antes de tudo, uma questão de sobrevivência”, diz o piloto Adonis Lopes de Oliveira, 49 anos, chefe do Serviço Aeropolicial (Saer) que coordena a equipe treinada para comandar o equipamento. “Lá de cima, é como se a cidade fosse um grande tabuleiro de videogame, em que se pode visualizar e acertar o alvo com mais inteligência e menos risco de erro”, conta.

Com as imagens obtidas pela câmera, o coordernador das operações policiais orienta a tropa em terra. O mesmo conjunto de imagens é transmitido por radiofrequência em tempo real a cinco bases da polícia. É um Big Brother da lei. Três antenas, além da do próprio helicóptero, dão cobertura a toda a cidade.

A polícia já tem 1.200 horas de gravação — já resgatou refém, recuperou armas…

Já são mais de 1 200 horas de gravação, um acervo que inclui de tudo um pouco sobre o submundo do crime carioca – da Cracolândia na Zona Norte à ação dos criminosos nas vielas e becos das favelas. Foi de uma dessas ilhas de transmissão que o secretário de Segurança José Mariano Beltrame assistiu ao passo a passo da ocupação policial na Rocinha, em uma madrugada de novembro passado.

Quatro dias antes, o Águia 2 cruzara os céus da favela rastreando esconderijos de armas em meio ao matagal. Essas foram recuperadas. Foi também graças à câmera que a polícia chegou a um cativeiro. Voando incólume já tarde da noite, o helicóptero acompanhou do alto um parente do sequestrado que levava o dinheiro ao bandido e ficou à espreita, sem emitir ruído, até o marginal aparecer. A partir dali, ele seria seguido, capturado e sua vítima, logo liberada.

Na visita de Barack Obama à cidade, em março de 2011, seus seguranças fizeram um sobrevoo preventivo, mapeando obstáculos e riscos ao longo do trajeto a ser percorrido pelo presidente americano.

Na Rio+20, a megaconferência ambiental que se inicia no próximo dia 13, o Águia 2 terá papel semelhante. Evidentemente, nenhum equipamento, por mais engenhoso que seja, conseguirá dar cabo sozinho das mazelas da segurança pública – inclusive no campo tecnológico, em que resta ainda muito que avançar no Rio -, mas já é uma grande ajuda.

08/06/2012

às 16:20 \ Tema Livre

Gostoso de ver e conferir: o que dizem alguns logotipos — famosos ou não

Um logotipo adequado e, de preferência, chamativo e esteticamente agradável, é um meio eficiente de divulgar produtos, ideias, valores, imagem, ideologia e tantos outros aspectos da atividade humana.

Parece já estar mais que provado que, quanto mais simples e clean for, mais diretamente o logo conseguirá passar a mensagem pretendida.

Vejam abaixo alguns exemplos de logos que souberam fazer isso.

clássico logo do Carrefour, que depois de muitas teorias sobre saci azul, alienígena de gorro e gorda de biquíni, vemos que é um simples C vazado

Clássico, o logo do Carrefour deu margem a teorias malucas quanto a seu significado, como de que seria um saci azul (mesmo sendo a empresa da França...), um alienígena de gorro ou uma moça gorda de biquíni. Nada disso: é um simples "C" vazado

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No logo da escola de yoga, O espaço entre a perna e o braço tem o formato do mapa da Austrália

Para nós, brasileiros, passa batido -- mas no logo da escola de yoga da Austrália, o espaço entre a perna e o braço unidos tem o formato do mapa do país

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Parece só o nome da empresa escrito de forma estilosa, mas o VA na verdade significa o sinal analógico e o IO significa a linguagem binária dos computadores

O nome da Vaio bate totalmente com a natureza da empresa: o VA é o sinal analógico e o IO representa a linguagem binária dos computadores

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Marca genérica de Doritos, reparem nos dois Ts alegres e o molho entre eles

Nesta marca do grupo Pepsi, os dois Ts alegres seguram um salgadinho, prestes a mergulhá-lo no molho vermelho que é o pingo do "i"

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Aqui, no logo desse famoso chocolate, repare no urso que o alpe suíço forma.

Há pessoas que consumem o famoso chocolate há anos e jamais repararam que, na montanha nevada da Suíça, sede da empresa, há a forma de um urso

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O balançar na tacada de golf forma a cabeleira dos elmos dos guerreiros e seu corpo forma o rosto do mesmo.

O guerreiro espartano que dá nome a este clube de golfe é formado, justamente, pelo movimento de um jogador: a trajetória do taco forma a curvatura do elmo e o próprio jogador se transforma no rosto do personagem

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Joalheira novaiorquina chamada Snooty Peacock, reparem no pavão formado pelo rosto da mulher

No logo da joalheira novaiorquina Snooty Peacock (algo como "pavão altivo", em tradução livre"), o rosto da mulher -- principal público-alvo da casa -- é também o próprio pavão

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Empresa de avião que tem em seu logo uma seta apontando para? o noroeste.

A companhia aérea norte-americana colocou em seu logo, de forma direta, uma seta que aponta para ... o noroeste, região em que fica Minnesota, sua sede

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logo-nbc

O logo da rede de TV norte-americana traz, nas penas coloridas, os seis departamentos em que se divide. A cabeça do pavão representa o telespectador

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O logo deste site para compra de fonts, reparem que o My formam uma mão

Esta é uma empresa que vende dowloads de milhares de diferentes "fontes" (formatos de letras). Pretendendo, justamente, individualizar seu produto conforme o gosto e a necessidade do cliente, a palavra "my" (meu) forma a mão de uma pessoa

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O logo da ONG em prol da África tem à primeira vista só o mapa do continente, mas depois percebe-se uma criança e uma mulher se olhando.

O que você vê, logo de cara, parece óbvio: o logo da ONG em prol da África traz um mapa... da África. Olhando melhor, porém, há uma criança (à esquerda) e uma mulher, certamente sua mãe, se olhando

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Reparem na seta entre o E e o X. Velocidade.

A empresa promete entregar, rapidamente, qualquer encomenda em qualquer lugar do mundo -- e, no logo, a seta entre o "E" e o "X" sugere aquilo que ela mais quer vender: velocidade

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Families é uma revista familiar do grupo Reader?s Digest, as letras ILI formam membros da família,

"Families", como o título já diz, é uma revista do grupo Reader's Digest dirigida a famílias -- cuja ideia de membros agrupados é fornecida pelas letras "ili"

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Clássico sempre dá as caras aos domingos, o espaço entre o F e as linhas de velocidade que formam o 1 forma outro 1.

Este não há quem não conheça: o espaço entre o "F" e as linhas vermelhas que sugerem velocidade forma o número 1

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Elettro Domestici é uma empresa de eletrodomésticos e eletrônicos britânica, além de formar suas inicias, o logo também forma uma tomada

A Elettro Domestici, apesar do nome italiano, é uma empresa eletro-eletrônica britânica. O logo aproveitou suas iniciais para, de maneira simplíssima mas com excelente resultado, formar uma tomada

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Empresa de consultoria chamada E2. Simples.

A empresa norte-americana de engenharia e consultoria E2 juntou o "e" e o "2" num só símbolo, e já disse tudo

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Empresa de pneus, reparem no CO que formam seu produto.

A fábrica alemã de pneus representou seu produto nas duas primeiras letras de seu nome.

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O logo do zoológico do Bronx tem as pernas das girafas formando seus prédios, natureza no meio da cidade.

O logo do zoológico do bairro do Bronx, em Nova York, aproveitou as pernas das girafas para criar o contorno da cidade e, também com os pássaros, passar a ideia de natureza em meio ao concreto urbano

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Sorveteria americana que em seu logo faz referencia aos seus 31 sabores disponíveis.

No logo dessa sorveteria americana já está o que a empresa considera um de seus pontos fortes: os 31 sabores disponíveis

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A seta amarela não é só um sorriso, sugere que na Amazon você acha tudo de A a Z

O famoso site de compras não colocou a seta amarela só para enfeitar ou sugerir um sorriso: ela também sugre que, ali, o consumidor pode achar tudo, de "a" a "z"

08/06/2012

às 15:28 \ Política & Cia

Arthur Virgílio, ex-líder do PSDB no Senado, critica a gestão da economia: crescimento pífio, inflação maquiada, pouco investimento, Banco Central subserviente…

guido-mantega-20120521-size-598 (Valter Campanato/ABr)

Guido Mantega, o animador de auditório (Foto: Valter Campanato / ABr)

Arthur Virgílio é diplomata e foi líder do PSDB no Senado. Reproduzo aqui texto seu publicado hoje no sempre rico e variado blog do jornalista Ricardo Noblat, sob o título abaixo:

Guido Mantega, o animador de auditório

Guido Mantega abriu 2012 afirmando que o PIB do ano seria de 4,5%. Mera atitude de animador de auditório, jamais cabível na principal autoridade econômica do país.

Desde o início, analistas mais lúcidos de economia anunciavam que o resultado verdadeiro beiraria os 3%. Hoje, é consenso no mercado que, na melhor das hipóteses, se repetirá a performance pífia de2011: 2,7%, contra inflação (maquiada) de novo bem acima do elevado centro da meta. A média dos dois anos ficará em torno de 6%.

O PIB despenca, a inflação permanece alta e, mesmo com o dólar mais valorizado diante do real, a balança comercial segue inalterada.

Os investimentos do governo têm sido insuficientes e contar com o consumo das endividadas famílias, para puxar a retomada, é, obviamente, irreal.

Em artigos anteriores, aqui neste espaço, fui dos primeiros a prever um PIB mais fraco do que delirava Mantega e mesmo do que era corrente no mercado (3% ou 3,5%). Sustentei aqui que o crescimento ficaria próximo de 2,5%, mais de acordo com as análises do BNP e do Crédit Suisse.

É certo que a queda de juros produzirá algum efeito sobre a economia. Foram 400 basic points de corte, desde julho de 2011, quando se registrava 12,5% ao ano.

O que não está claro é se o governo vai adotar as atitudes corretas para estimular crescimento saudável e duradouro. Medidas pontuais e descoordenadas entre elas não garantirão estabilidade econômica e crescimento sustentável.

Nada mais natural do que, após 18 anos do início do Plano Real e da série de medidas corajosas implementadas no governo Fernando Henrique, não podermos mais viver só desse saldo.

Mesmo porque Lula passou oito anos do seu consulado seguindo as políticas econômicas formatadas por seu antecessor, sem inovar, fugindo de desgastes, sem aproveitar, os anos dourados do aumento do preço das commodities no mercado internacional.

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Lula passou oito anos do seu consulado seguindo as políticas econômicas formatadas por seu antecessor, sem inovar (Foto: Evaristo Sá / AFP)

Sem contar com a desestruturação que promoveu, artificializando crescimento de 7,5%, em 2010, para viabilizar a eleição de Dilma.

Agora que a China dá sinais de desaceleração, os problemas brasileiros vão ficando mais aparentes: economia de baixo crescimento e inflação elevada, infraestrutura arruinada e graves problemas tributários e legais.

Para piorar, temos um Banco Central subserviente ao Ministério da Fazenda que, com ideias retrógradas, está prestes a destruir o ultimo pilar do arcabouço montado no governo Fernando Henrique, que é o superávit primário.

O sistema de metas de inflação foi abandonado faz tempo. O câmbio sofre constantes intervenções oficiais. E o superávit primário será usado como pretexto irresponsável de estímulo ao crescimento.

Para arrematar, dois exemplos do desastre que tem sido a gestão econômica do país:

1 – a cota do Fundo Soberano, constituído em dezembro de 2008, três anos e meio depois, portanto, está abaixo de R$1,00. Ou seja, o FSB está dando prejuízo.

Qualquer administrador de fundo de investimento, que exibisse tal desempenho seria sumariamente demitido. Mantega precisa explicar porque fez os brasileiros perderem dinheiro com um fundo que teria de ser usado em investimentos seguros e conservadores.

No período que leva de dezembro de 2008 ao presente, o CDI, taxa que os gestores de fundos privados buscam como retorno mínimo, rendeu mais de 35%. E a inflação, medida pelo IPCA, outro indicador que poderia ser empregado pera se medir o retorno do fundo, acumulou mais de 20%.

Em dezembro de 2008, o FSB foi constituído com sobra de superávit de R$14,30 bilhões. No site da CVM, consta que (valor divulgado em 30 de maio ultimo) o FSB fechou valendo R$14,25 bilhões. Logo, o Brasil perdeu dinheiro no período;

2 – A gestão da Petrobras – Mantega é presidente do Conselho de Administração – é catastrófica. As ações da empresa, hoje, nominalmente (sem considerar a inflação do período), valem menos que no auge da crise de 2008.

Aqui também os indicadores do CDI e da inflação poderiam servir de parâmetros. Em valores do fechamento da última sexta feira, as ações ON (com direito a voto), são negociadas abaixo de R$20,00. E as PN (sem direito a voto), estão abaixo de R$19,00.

No ano, elas padecem desvalorizações de 13,8% e 11,8%, respectivamente. Nem mesmo o aumento das reservas provadas, que beneficiam qualquer petrolífera, conseguiu agregar valor aos papéis.

A verdade, que pode ser dura, não dorme para sempre.

 

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