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Doenças crônicas não transmissíveis matam mais

Por Da Redação - 14 set 2011, 08h52

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) respondem por quase dois terços das mortes em todo o mundo, de acordo com relatório publicado nesta quarta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “As enfermidades não transmissíveis são a principal causa de morte no mundo”, declarou Douglas Bettcher, um dos responsáveis da OMS na luta contra o fumo, ao apresentar o relatório à imprensa.

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DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEIS

É o grupo de enfermidades de longa duração e lenta progressão que engloba câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e respiratórios.

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Segundo o documento, as DCNT são responsáveis por 36 milhões de mortes por ano, o que equivale a 63% do total de óbitos em todo o mundo. Desse total, nove milhões são de pessoas com menos de 60 anos.

Entre as DCNT, as doenças cardiovasculares são as mais perigosas: respondem por 48% dos óbitos, contra 21% para os vários tipos de câncer, 12% para enfermidades respiratórias e 3% para diabetes. Os principais fatores que favorecem as ENT são bebidas alcoólicas, vida sedentária, má alimentação e cigarro, destacou Bettcher.

Países pobres – O relatório destaca que as doenças não transmissíveis estão aumentando nos países pobres. Segundo a OMS, as crianças com menos recursos seguem como os principais consumidores de alimentos e bebidas açucaradas, que propiciam o aparecimento deste tipo de enfermidade. O documento afirma ainda que um crescimento de 10% das DCNT em um país representa uma redução de 0,5% no seu Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo a OMS, as mulheres japonesas são o grupo menos propenso às ENT, com taxa de mortalidade anual de 178 por 100 mil indivíduos. Entre os homens, a mais baixa taxa de mortalidade por DCNT foi verificada no pequeno Estado de San Marino, com 308 óbitos por 100 mil indivíduos.

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(Com Agência France-Presse)

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