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CBF iguala pagamentos e prêmios: ‘Não haverá mais diferença de gênero’

Entidade apresentou novo departamento da seleção brasileira feminina e anunciou a igualdade entre homens e mulheres durante coletiva da técnica Pia Sundhage

Por Da Redação - Atualizado em 3 set 2020, 10h53 - Publicado em 2 set 2020, 16h59

A Confederação Brasileira de Futebol seguiu uma tendência mundial e igualou o pagamento de diárias e premiações para os jogadores e jogadoras das seleções brasileiras masculinas e femininas. Em dia histórico para as futebolistas do país, o presidente da CBF Rogério Caboclo anunciou a novidade nesta quarta-feira, 2, durante a coletiva da técnica Pia Sundhage – que convocou atletas do Brasil para um período de treinamentos – e apresentou duas gestoras para cuidar de toda a estrutura do futebol feminino.

“Não haverá mais diferença de gênero. O que elas recebem por diária nas convocações, nas premiações, inclusive em Copas do Mundo, será o mesmo valor dos homens. Na Copa, será igual proporcionalmente ao que a Fifa oferece. A CBF está tratando homens e mulheres de forma equânime”, afirmou Caboclo, animado, antes de apresentar as novas contratadas.

Há dois meses, a CBF demitiu o diretor de futebol feminino Marco Aurélio Cunha. Desde então, a especulação era de que a diretora da Federação Paulista de Futebol Aline Pellegrino seria a substituta. A notícia só se confirmou nesta quarta e a ex-zagueira da seleção foi apresentada junto com Duda Luizelli, que cuidava do setor no Internacional. Pellegrino será a coordenadora da competições femininas, uma nova pasta criada pela entidade, enquanto Luizelli será a responsável pelas seleções brasileiras.

“Foi uma semana de muitas emoções e frio na barriga. Vejo como um sonho se concretizando”, avaliou Pellegrino. “Chego com a certeza de que vamos lutar para o Brasil ser o melhor do mundo no futebol feminino”, completou Duda Luizelli. Caboclo agradeceu a FPF e ao Internacional por liberarem as profissionais e tornarem o sonho em realidade.

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A apresentação das duas é mais um fato histórico para a seleção brasileira. Pela primeira vez, a CBF terá um departamento completo voltado para o futebol feminino. A dupla Aline Pellegrino e Duda Luizelli será responsável por trabalhar na estrutura por completo, incluindo as competições nacionais, um pedido da técnica sueca Pia Sundhage desde que assumiu o cargo no ano passado – a gestão de Marco Aurélio Cunha era voltada apenas para atender as seleções principal e de base.

Reportagem publicada por VEJA na edição de 27 de março de 2019 expôs a dura realidade do futebol feminino no Brasil – um fato que, apesar das mudanças na CBF, ainda demandará muito trabalho para mudar a realidade das atletas. Corinthians e Santos, os clubes mais vitoriosos da década, tinham um teto de 6.000 reais mensais para suas melhores jogadoras, enquanto o menor salário do elenco masculino corintiano estava na casa dos 50.000 reais. As diárias pagas para as mulheres não ultrapassam 150 reais – uma esmola comparado ao que recebem Neymar, Gabriel Jesus e companhia. A estrada é longa, mas a CBF iniciou a trajetória nesta quarta.

Confira a convocação da seleção brasileira para o período de treinamentos:

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