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O final trágico de uma estrela do boxe após 11 anos em estado vegetativo

O porto-riquenho Prichard Colón morreu nesta quinta-feira 13, aos 33 anos

Por Marcelo Marthe Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 ago 2026, 11h34
O final trágico de uma estrela do boxe após 11 anos em estado vegetativo Priorizar nos meus resultados Google

Em 2015, quando tinha tinha apenas 23 anos, o lutador porto-riquenho Prichard Colón estava com tudo: ele era considerado uma das maiores promessas do boxe mundial. Acumulava dezesseis vitórias retumbantes na categoria dos super médios pesados — quase todas elas, por nocaute. Em outubro daquele ano, no entanto, a trajetória de Colón sofreu uma mudança de rumo abrupta — e trágica. Naquele mês, quando ele entrou no ringue para enfrentar o americano Terrel Williams, uma sucessão de golpes sujos por trás do pescoço levou a nova estrela do boxe à lona. Depois de vários assaltos tumultuados, ele foi desclassificado. Passou mal logo após o confronto, com quadro de dor de cabeça extrema e vômitos. Resultado: saiu dali direto para o hospital, onde se constatou um grave hematoma cerebral.

Colón morreu finalmente nesta quinta-feira 13, encerrando um período de onze anos em que viveu uma via-crúcis inominável. É um daqueles dramas do boxe que poderiam render um filme em Hollywood e estão destinados a alimentar a mística em torno desse esporte. Após o incidente na luta, ele passou mais de 200 dias em coma no hospital. Quando retornou à consciência, não conseguia executar movimentos e passou a e comunicar apenas por meio de um computador. De lá até sua morte, aos 33 anos, padeceu em estado vegetativo na casa dos pais, em Orlando, na Flórida.

Em 2021, Colón recebeu uma merecida homenagem: ainda em vida, o Conselho Mundial de Boxe (WBC) o sagrou como campeão honorário do boxe. Mas a reverência comovente no mundo do boxe não impediu que sua família buscasse reparação pela tragédia sofrida por ele dentro do ringue. Enquanto era cuidado pela mãe e pelo pai, que atuou como seu treinador na carreira profissional, Colón e seus parentes moveram um processo de 50 milhões de dólares em busca de indenização. O alvo principal era o médico que o atendeu na arena onde ocorreu a luta fatídica, no estado americano da Virginia. A acusação de negligência, porém, não deve prosperar após sua saída de cena num golpe triste do destino.

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