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Trump toma posse com discurso populista. E já enfrenta protestos

Enquanto o agora presidente dos EUA prometia 'devolver o poder ao povo', manifestantes entravam em confronto com a polícia nas ruas da capital

O republicano Donald Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos nesta sexta-feira, em um dia permeado por protestos nas ruas de Washington e marcado por um discurso de tom nacionalista. Após vencer uma eleição acirrada em 8 de novembro, o magnata de 70 anos – o mais velho a ocupar o cargo – tomou o posto de Barack Obama e se tornou o 45º presidente americano.

Apesar de ter o hábito de quebrar protocolos, Trump seguiu as tradições do dia de posse como fizeram seus predecessores. Pela manhã, foi à Igreja e visitou a família Obama na Casa Branca, para um chá. Em seguida, partiu para o juramento oficial no Capitólio, com a mão sobre duas Bíblias.

A primeira fala do presidente foi menos agressiva que sua campanha, mas manteve a linha populista, insistindo que os Estados Unidos serão a prioridade de sua gestão, para que, assim, o país se desenvolva. “Seguiremos duas regras simples: compre americano e contrate americanos”, declarou o magnata. “Estamos transferindo o poder de Washington D.C. e devolvendo a vocês, o povo”, afirmou, em um discurso curto e que fugiu de formalidades.

Já longe dos olhos do povo, durante almoço tradicional no Capitólio, o 45º presidente mudou o tom agressivo. Falando a membros do Congresso e a convidados, incluindo o casal Hillary e Bill Clinton, Trump pediu uma salva de palmas para a ex-candidata democrata. “Nós todos queremos a mesma coisa. Todos somos boas pessoas. Seja republicano ou democrata, não importa”, declarou.

Protestos

Ao longo do dia tomado por protocolos, manifestantes contrários ao novo presidente, o mais impopular da história a assumir o cargo, protagonizaram dezenas de protestos na capital americana. Segundo Peter Newsham, chefe de polícia do Distrito de Columbia, 217 pessoas foram presas na cidade.

Uma limusine chegou a ser incendiada em Washington, próximo à Avenida Pensilvânia, por onde Trump e a família caminharam a caminho da Casa Branca. Bancos e prédios do centro da capital tiveram vidros quebrados e a polícia precisou usar spray de pimenta para dispersar manifestantes. Os protestos atrapalharam o caminho do presidente, que saiu do carro por poucos segundos para cumprimentar a multidão.

ESPECIAL – Por dentro da Casa Branca

Durante a campanha, o republicano prometeu que entraria em ação já no primeiro dia de governo, mas pouco pôde ser feito no dia da posse. À tarde, o magnata assinou a nomeação de assessores e declarou uma nova data comemorativa: o Dia Nacional do Patriotismo.

Enquanto Obama deixava Washington para férias na Califórnia, a Presidência republicana também começava na internet. Trump e Melania, a primeira-dama, assumiram as contas no Twitter (@POTUS e @FLOTUS) e o site da Casa Branca já exibe os planos de governo para os próximos quatro anos.

Comentários

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  1. Ludwig Wagner

    Esses protestos estão acontecendo de maneira globalizada, toda vez que interessa a determinados grupos. Lá, como ca, há financiadores, que são ONG’s, que por sua vez são financiaras! Se percorrermos o caminho inverso desse fluxo financeiro, chegaremos ao grupo, agora no singular, que está por traz disso. Fica aí a dica! EM POLÍTICA NADA ACONTECE POR UM ACASO, E QUANDO ACONTECE, TENHAM CERTEZA QUE FOI MUITO BEM PLANEJADO!!! (Franklin Delano Roosevelt)
    Mais: qui bono??????

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  2. Adriano Titonelli

    Esquerdosos miseráveis! são todos iguais

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  3. Antonio Augusto Simoes

    Pera aí, quer dizer que um sujeito que tem uma das maiores fortunas do mundo construída pela família com muito trabalho, portanto bilhões de dólares, é populista? Trump já foi considerado o homem mais rico do mundo, portanto, não precisa ser populista. Só na cabeça desses esquerdopatas da mídia que, diga-se de passagem, na sua totalidade, é comunista, para falar um sandice e idiotice dessas.

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