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Strauss-Kahn assina acordo com camareira, afirma juiz

Valor da indenização não foi divulgado. Processo civil foi apresentado pela camareira em agosto de 2011, depois de inquérito penal ter sido arquivado

Por Da Redação 10 dez 2012, 18h03

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn assinou um acordo com a camareira que o acusa de abuso sexual. A informação foi dada pelo juiz Douglas McKeon, de Nova York, nesta segunda-feira. Ele disse que os termos sobre o acordo com Nafissatou Diallo são confidenciais.

Entenda o caso

  1. • Em 14 de maio de 2011, o francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, acusado de abuso sexual pela camareira de um hotel de luxo de Nova York. Uma semana depois, foi colocado em prisão domiciliar.
  2. • Como consequência do escândalo, foi obrigado a renunciar à chefia do FMI e à candidatura à Presidência da França em 2012 – para a qual era um dos favoritos.
  3. • Um mês depois, porém, o caso sofre uma reviravolta: promotores passam a duvidar da credibilidade da vítima, que mentiu nos depoimentos, e DSK ganha liberdade condicional.
  4. • No dia 23 de agosto de 2011, a promotoria de Nova York decide retirar as acusações contra ele, encerrando o caso. A defesa da camareira, então, entra com outro processo na Justiça, pedindo uma indenização.

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A camareira processou Strauss-Kahn em agosto do ano passado, três meses depois de ter dito à polícia que ele tinha tentado violentá-la no hotel em que estava hospedado. O escândalo levou à renúncia de DSK (como Strauss-Kahn é conhecido) da diretoria do FMI e acabou com suas ambições políticas – incluindo seu plano de se tornar presidente da França.

“Eu só quero agradecer a todos, no mundo todo”, disse a camareira a jornalistas depois da audiência, segundo a rede CNN. “Eu agradeço a todos, agradeço a Deus. Muito obrigada”.

Seu advogado, William Taylor, disse que ela é uma pessoa “forte e corajosa, que nunca perdeu a fé em nosso sistema judicial.” “Com essa decisão, ela agora pode continuar com sua vida”.

Os advogados de Strauss-Kahn não responderam às perguntas dos jornalistas.

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No final de novembro, a defesa de DSK negou informações de que um acordo envolvendo uma indenização de 6 milhões de dólares havia sido acertado.

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Em maio de 2011, DSK foi detido no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, quando se preparava para viajar para Paris. Ele foi impedido de pegar o avião após a polícia nova-iorquina ter recebido a denúncia.

Após vários meses de processo penal, o francês ficou livre de acusações em agosto de 2011, quando a Promotoria da Nova York pediu o fim do caso alegando falta de credibilidade no testemunho da camareira.

Os advogados da camareira apresentaram então um processo civil pedindo reparação financeira pelo suposto assédio sexual. O ex-diretor do FMI, por sua vez, apresentou uma denúncia contra a camareira, a quem reivindica 1 milhão de euros pelos danos causados por suas acusações.

Uma investigação policial em que o ex-diretor do FMI é acusado de favorecimento à prostituição, por ter participado de festas patrocinadas por uma rede de prostituição em Lille, na França, ainda está em andamento.

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