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Polícia dinamarquesa mata suspeito de ataques na capital

Homem armado reagiu à abordagem da polícia. Autoridades acreditam que ele é o responsável pelos atentados que deixaram dois mortos em Copenhague

(Atualizado às 12h06)

A polícia dinamarquesa matou neste domingo o suspeito de ser o atirador responsável por duas mortes em ataques terroristas em Copenhague. Segundo as autoridades, o homem abriu fogo ao ser abordado e a polícia reagiu. O tiroteio ocorreu na estação de Norrebro, perto dos locais dos atentados que deixaram dois mortos e cinco feridos na capital dinamarquesa – e colocaram todo o país em alerta. A polícia não acredita que outro atirador esteja envolvido nos ataques. A identidade do suspeito ainda não foi divulgada.

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“Nossa hipótese é que se trata do autor dos dois atentados em Copenhague”, disse em entrevista coletiva o inspetor Joergen Skov. Segundo ele, mesmo com a morte do suspeito, a grande presença de policiais no centro da capital será mantida.

Em comunicado, a polícia de Copenhague informou que investigadores cercaram um endereço no distrito de Norrebro, que poderia ter relação com os ataques. Segundo a BBC, os tiros ocorreram quando o suspeito retornou para a casa, viu os policiais e começou a disparar. Um distrito ocupado principalmente por imigrantes, Norrebro fica a cerca de 5 quilômetros da sinagoga onde foi registrado o segundo ataque.

Tensão – Copenhague viveu horas de terror com dois ataques em um intervalo curto neste domingo. No primeiro atentado, um café que promovia um debate sobre fanatismo religioso e liberdade de expressão foi alvo de tiros: um civil morreu e três policiais ficaram feridos. No segundo, horas depois, um atirador matou um homem e feriu dois policiais perto de uma sinagoga, antes de fugir do local a pé. Segundo a emissora local TV2, a vítima era um homem judeu que trabalhava como segurança do templo.

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Com medo de novos ataques, as autoridades da Dinamarca isolaram o centro de Copenhague e evacuaram a estação central de metrô e trem de Noerreport, uma das principais artérias da capital. Bloqueios policiais foram montados em diversos pontos da cidade como parte das buscas por suspeitos. Helicópteros também ajudaram na caçada.

‘Charlie Hebdo’ – O café atacado promovia um debate sobre liberdade de expressão e homenageava as vítimas do atentado contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo. O evento contou com a presença do embaixador francês na Dinamarca, François Zimeray. “Eu não conseguia acreditar que voltaria a acontecer o mesmo que em Paris, mas em poucos segundos me dei conta que estávamos voltando a viver o mesmo na Charlie Hebdo“, disse Zimeray ao semanário Le Journal du Dimanche.

Encarregado de abrir o seminário, o diplomata tinha acabado de discursar e passou a ouvir as palavras da militante do Femen Inna Shevchenko quando começou o tiroteio. Zimeray relatou que os 40 presentes ao seminário sobre liberdade de expressão se jogaram no chão e tentaram se arrastar até a saída, enquanto os tiros continuavam.

O embaixador disse que foi “um milagre” que não haver mais mortos e agradeceu o desempenho da polícia, que tinha comparecido ao debate porque devido à presença do cartunista sueco Lars Vilks, ameaçado de morte por muçulmanos em 2007 por ter retratado o profeta Maomé como um cachorro. Vilks também saiu ileso do ataque.

(Com agência EFE)