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Polícia dinamarquesa mata suspeito de ataques na capital

Homem armado reagiu à abordagem da polícia. Autoridades acreditam que ele é o responsável pelos atentados que deixaram dois mortos em Copenhague

Por Da Redação
15 fev 2015, 04h40

(Atualizado às 12h06)

A polícia dinamarquesa matou neste domingo o suspeito de ser o atirador responsável por duas mortes em ataques terroristas em Copenhague. Segundo as autoridades, o homem abriu fogo ao ser abordado e a polícia reagiu. O tiroteio ocorreu na estação de Norrebro, perto dos locais dos atentados que deixaram dois mortos e cinco feridos na capital dinamarquesa – e colocaram todo o país em alerta. A polícia não acredita que outro atirador esteja envolvido nos ataques. A identidade do suspeito ainda não foi divulgada.

Leia também: Tiroteios matam duas pessoas e deixam Dinamarca em alerta

“Nossa hipótese é que se trata do autor dos dois atentados em Copenhague”, disse em entrevista coletiva o inspetor Joergen Skov. Segundo ele, mesmo com a morte do suspeito, a grande presença de policiais no centro da capital será mantida.

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Em comunicado, a polícia de Copenhague informou que investigadores cercaram um endereço no distrito de Norrebro, que poderia ter relação com os ataques. Segundo a BBC, os tiros ocorreram quando o suspeito retornou para a casa, viu os policiais e começou a disparar. Um distrito ocupado principalmente por imigrantes, Norrebro fica a cerca de 5 quilômetros da sinagoga onde foi registrado o segundo ataque.

Tensão – Copenhague viveu horas de terror com dois ataques em um intervalo curto neste domingo. No primeiro atentado, um café que promovia um debate sobre fanatismo religioso e liberdade de expressão foi alvo de tiros: um civil morreu e três policiais ficaram feridos. No segundo, horas depois, um atirador matou um homem e feriu dois policiais perto de uma sinagoga, antes de fugir do local a pé. Segundo a emissora local TV2, a vítima era um homem judeu que trabalhava como segurança do templo.

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Com medo de novos ataques, as autoridades da Dinamarca isolaram o centro de Copenhague e evacuaram a estação central de metrô e trem de Noerreport, uma das principais artérias da capital. Bloqueios policiais foram montados em diversos pontos da cidade como parte das buscas por suspeitos. Helicópteros também ajudaram na caçada.

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‘Charlie Hebdo’ – O café atacado promovia um debate sobre liberdade de expressão e homenageava as vítimas do atentado contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo. O evento contou com a presença do embaixador francês na Dinamarca, François Zimeray. “Eu não conseguia acreditar que voltaria a acontecer o mesmo que em Paris, mas em poucos segundos me dei conta que estávamos voltando a viver o mesmo na Charlie Hebdo“, disse Zimeray ao semanário Le Journal du Dimanche.

Encarregado de abrir o seminário, o diplomata tinha acabado de discursar e passou a ouvir as palavras da militante do Femen Inna Shevchenko quando começou o tiroteio. Zimeray relatou que os 40 presentes ao seminário sobre liberdade de expressão se jogaram no chão e tentaram se arrastar até a saída, enquanto os tiros continuavam.

O embaixador disse que foi “um milagre” que não haver mais mortos e agradeceu o desempenho da polícia, que tinha comparecido ao debate porque devido à presença do cartunista sueco Lars Vilks, ameaçado de morte por muçulmanos em 2007 por ter retratado o profeta Maomé como um cachorro. Vilks também saiu ileso do ataque.

(Com agência EFE)

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