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Manifestantes são mortos a tiros no Iêmen

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24 dez 2011, 17h56

Sete manifestantes oposicionistas morreram neste sábado em um bairro do sul de Sanaa, atingidos por disparos das forças de segurança e de simpatizantes do presidente Ali Abdallah Saleh, informaram fontes médicas.

Outras dezenas de manifestantes ficaram feridos quando as forças de segurança e homens armados abriram fogo e usaram bombas de gás lacrimogêneo para impedir o avanço de dezenas de milhares de pessoas que participavam de um protesto para pedir o julgamento de Saleh, segundo testemunhas e fontes médicas.

“Quatro mortos foram levados ao hospital de campanha”, na praça da Mudança, epicentro dos protestos contra o regime de Sanaa, declarou à AFP o diretor do centro, Mohamed al Abahi.

Os corpos dos outros três manifestantes foram levados a uma clínica particular de Sanaa, disse à AFP Mohamed al Sormy, médico do estabelecimento.

As vítimas morreram atingidas por tiros, disse Abahi, acrescentando que “dezenas de feridos deram entrada em diferentes centros hospitalares”.

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Dezenas de milhares de manifestantes chegaram esta tarde a Sanaa após terem percorrido a pé 270 km desde Taez (sudoeste) para pedir o julgamento de Saleh.

Segundo várias testemunhas, pela noite os manifestantes estavam bloqueados em um bairro do sul da capital.

Em meio aos protestos, Saleh anunciou neste sábado que viajará aos Estados Unidos “nos próximos dias” para facilitar o processo político no Iêmen.

“Viajarei nos próximos dias aos EUA não por questões médicas, porque estou bem, mas para facilitar (…) as eleições presidenciais antecipadas” previstas para 21 de fevereiro, disse Saleh em coletiva na capital Sanaa.

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Mas Saleh, que pretende abandonar o poder em fevereiro, avisou que voltará ao Iêmen para retomar suas atividades políticas na oposição.

“Vou liderar uma ação política de oposição com meu partido”, garantiu Saleh, cujo Congresso Popular Geral (CGP) divide com a oposição o atual gabinete de união nacional, montado em 10 de dezembro passado para a transição no Iêmen.

Saleh, que ficou gravemente ferido em um ataque contra seu palácio em Sanaa, no dia 3 de junho passado, necessita de um tratamento médico “importante” no estrangeiro, segundo o emissário das Nações Unidas no Iêmen, Jamal Benomar.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, informou em novembro que Saleh viajaria a Nova York para tratamento médico.

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