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Langlois afirma que politização complicou seu sequestro

Segundo ele, pedidos de autoridades para sua libertação insultaram as Farc

Por Da Redação
31 Maio 2012, 09h16

O jornalista francês Roméo Langlois, libertado na quarta-feira pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após 33 dias de cativeiro, disse em entrevista publicada nesta quarta-feira que seu sequestro se complicou pela politização do caso. Segundo ele, as declarações de políticos colombianos e europeus exigindo sua libertação ‘insultaram’ a guerrilha, que decidiu aproveitar o golpe midiático ‘para demonstrar que seguem aí e que o conflito continua’.

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“No começo, pensei que minha detenção era uma mera formalidade e que me soltariam depois de dois ou três dias”, disse o repórter, que reside na Colômbia há anos, em entrevista à rede de televisão France 24, para a qual trabalha. Apesar de ter virado refém, Langlois disse que não teve medo de seus sequestradores, já que ‘as Farc não estão contra os jornalistas, especialmente quando são estrangeiros, independentes, e tratam o conflito com objetividade’.

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Contudo, ele reconheceu que viveu ‘um momento de pânico’ quando foi capturado enquanto cobria uma operação antidroga da polícia e do Exército colombianos, porque perdeu sua credencial de imprensa e os guerrilheiros ‘acharam que era um conselheiro americano ou israelense que habitualmente acompanham’ as forças da ordem. Apesar disso, ele afirmou que foi ‘fácil provar que era jornalista’ e que, apesar de considerá-lo um prisioneiro de guerra, o grupo guerrilheiro lhe pediu perdão de forma pública, ‘algo que não faz jamais’.

Langlois se sentiu ofendido pela insinuação do ex-presidente Álvaro Uribe de um possível envolvimento seu com o grupo guerrilheiro e garantiu que sua relação com as Farc tinha sido ‘puramente profissional’ até antes do sequestro. O jornalista disse que voltará a viver na França, algo que já havia planejado nos últimos meses antes de seu sequestro, que não considera ‘determinante’ em sua carreira. O repórter foi entrevistado na residência do embaixador francês em Bogotá, onde se recupera do ferimento em um braço pelo impacto de uma bala que recebeu no dia de sua captura em uma zona do sul do país.

(Com agência EFE)

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