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Irmandade Muçulmana desmente a autoria de ataques de 6ª

Mais cedo, um site na internet atribuído aos islamitas reivindicou ação terrorista

Por Da Redação
24 dez 2011, 09h28

Um porta-voz da Irmandade Muçulmana síria negou neste sábado a reivindicação de autoria pelo grupo de atentados suicidas em Damasco, feita por um site na internet atribuído aos islamitas, alegando que se tratou de uma armação do regime e acusando o governo de ter cometido os ataques.

Falando de Londres, Zuhair Salem disse que a reivindicação de autoria foi “completamente fabricada em nosso nome na internet” e “orquestrada pelo regime, assim como os ataques”, acrescentou. Mais cedo, um site aparentemente mantido pela Irmandade Muçulmana reinvidicou os atentados suicidas cometidos na sexta-feira, nos quais morreram 44 pessoas e mais de 150 ficaram feridas, e ameaçou com novos ataques.

Na sexta-feira, duas explosões atingiram as imediações de dois edifícios da Segurança Central em Damasco. A agência de notícias estatal Sana apontou que a organização terrorista Al Qaeda estaria por trás dos atentados, de acordo com investigações preliminares. A agência destacou que as duas operações terroristas foram executadas por suicidas com carros-bomba.

Mais mortes – Já neste sábado, pelo menos sete pessoas morreram na Síria em consequência da tortura e disparos das forças de segurança, noticiou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que pediu à missão de observadores da Liga Árabe uma visita urgente às áreas afetadas. Em comunicado, o Observatório indica que quatro corpos com marcas de tortura apareceram neste sábado na localidade de Haula, na província de Homs. O grupo detalha que as vítimas haviam sido detidas horas antes. Junto aos corpos, estava uma pessoa gravemente ferida, que também fora detida.

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Na província de Deraa, dois cidadãos – entre eles, um menor de idade – morreram neste sábado em consequência dos disparos das forças de segurança que receberam na sexta-feira na localidade de Naua. Foi lá também que as forças de segurança atiraram neste sábado contra as pessoas que participavam do funeral de uma vítima da repressão. Os agentes mataram outra pessoa e feriram oito no local. As províncias de Homs e Deraa são dois dos principais redutos da oposição ao regime de Bashar al-Assad, palcos frequentes de confrontos entre as tropas leais ao presidente sírio e os dissidentes.

Uma primeira missão da Liga Árabe se encontra na Síria dias após o país aceitar a visita de observadores, encarregados de comprovar “in loco” se o regime cumpre as determinações do plano da organização para solucionar a crise no país. Este plano estipula, entre outros pontos, o fim da violência e a retirada dos militares das cidades. Desde que começaram os protestos populares em março passado, mais de 5 mil pessoas já morreram na Síria, segundo os dados mais recentes da ONU.

(Com agência France-Presse)

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