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FBI busca elo entre autor de ataque em Boston e jihadistas

Canadense William Plotnikov, morto no Daguestão, é um do suspeitos de influenciar Tamerlan Tsarnaev, o mais velho dos acusados pelo atentado

Por Da Redação
30 abr 2013, 04h16

Agentes federais americanos estão investigando a possível relação entre Tamerlan Tsarnaev, o mais velho dos acusados pelo atentado em Boston morto em uma troca de tiros com a polícia na noite do dia 18, e o boxeador canadense convertido em jihadista William Plotnikov, que morreu em um conflito com o Exército russo em julho do ano passado no Daguestão.

A morte de Plotnikov, que tinha 23 anos e se mudou com a família para o Canadá na adolescência, coincide com o período em que Tamerlan estava no Daguestão. Dois dias após o confronto com as forças russas que matou Plotnikov, Tamerlan deixou o país sem um novo passaporte russo que havia solicitado. A hipótese dos investigadores é que ele tenha saído justamente por causa da morte do combatente rebelde, o que indicaria algum tipo de intimidade.

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Os investigadores também procuram elementos que liguem Tamerlan a outro militante radical islâmico, Mahmoud Mansur Nidal, de 18 anos, igualmente morto em conflito com forças de segurança russas. A ligação entre os três foi apontada pela revista russa Novaya Gazeta.

Nesta segunda-feira, o FBI interrogou Mikhail Allakhverdov, conhecido como Misha. Ele foi apontado por um tio dos irmãos Tsarnaev como o responsável por influenciar a ação terrorista de Tamerlan. O homem de 39 anos de origem armênio-ucraniana confirmou ter se convertido ao islamismo e conhecer Tamerlan Tsarnaev, mas negou qualquer envolvimento com o ataque.

Radicalização – Na última semana, Ruslan Tsarni, tio dos irmãos Tsarnaev, disse que Tamerlan foi influenciado a se radicalizar no Islã por um amigo em Cambridge, no estado de Massachusetts. “Começou em 2009, bem ali, em Cambridge. Essa pessoa tomou o cérebro dele, fez uma lavagem cerebral completa”, disse.

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Poucos dias depois do ataque, Tsarni classificou os sobrinhos de bárbaros, dizendo que os dois “trouxeram vergonha à família”. Ele também disse acreditar que Tamerlan era o mentor do ataque.

Saiba mais: Entenda a história chechena por trás dos acusados

DNA feminino – Os investigadores também estão avançando em outra frente em Rhode Island. Também nesta segunda-feria, a polícia americana recolheu sacolas com evidências, inclusive amostras de DNA, da casa de Katherine Russell, viúva de Tamerlan, em Rhode Island. O jornal The Wall Street Journal afirmou nesta segunda-feira que os investigadores encontraram DNA de mulher em pelo menos uma das bombas usadas nos ataques.

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O FBI não quis comentar o tema oficialmente, mas fontes citadas pela imprensa americana disseram que isso não indica obrigatoriamente a participação de uma mulher no atentado. Ela pode ter tocado os elementos usados na fabricação da bomba ou a própria panela de pressão usada no ataque.

Russell, de 24 anos, disse na semana passada por meio de seus advogados que estava fazendo todo o possível para colaborar com a investigação. Ela e Tamerlan, que tinha 26 anos, viviam junto à sua filha em Cambridge, Massachusetts. A polícia disse ter encontrado material para fazer bombas naquele apartamento.

Os advogados de Russell disseram que ela não sabia muito sobre as atividades de seu marido porque passava a maior parte de seu tempo trabalhando, enquanto ele cuidava de sua filha.

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O real paradeiro de Tamerlan Tsarnaev

Barco onde Dzhokhar Tsarnaev foi capturado
Barco onde Dzhokhar Tsarnaev foi capturado (VEJA)

Militante da Jihad islâmica carrega um foguete durante treinamento em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
Militante da Jihad islâmica carrega um foguete durante treinamento em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza (VEJA)

Abdul Rahman Ali Alharbi, suposto envolvido no atentado com bomba na maratona de Boston
Abdul Rahman Ali Alharbi, suposto envolvido no atentado com bomba na maratona de Boston (VEJA)

Ruslan Tsarni, tio dos irmãos Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev
Ruslan Tsarni, tio dos irmãos Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev (VEJA)

Feridos recebem atendimento no local de explosão perto da linha de chegada da Maratona de Boston
Feridos recebem atendimento no local de explosão perto da linha de chegada da Maratona de Boston (VEJA)

Nick Vogt, ferido na maratona de Boston
Nick Vogt, ferido na maratona de Boston (VEJA)

Chris Kyle atirador da marinha
Chris Kyle atirador da marinha (VEJA)

(Com agência Reuters)

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