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Egito: chefe da Irmandade Muçulmana é detido

Mohamed Badie foi acusado de incitar confrontos que deixaram oito mortos

Por Da Redação
4 jul 2013, 15h20

Os militares que depuseram o presidente Mohamed Mursi seguem atrás das lideranças da Irmandade Muçulmana, organização islâmica da qual Mursi faz parte. Nesta quinta, o guia supremo da Irmandade, Mohamed Badie, foi detido na cidade de Marsa Matruh, no noroeste do país, perto da fronteira com a Líbia. Promotores disseram que Badie estava sendo procurado, assim como seu vice, Khairat el-Shater, por incitar confrontos com manifestantes nas imediações da sede da Irmandade no Cairo, no último domingo. Oito pessoas morreram nos conflitos. A informação sobre a prisão foi dada por fontes de segurança. O porta-voz da Irmandade Gehad el-Haddad disse que não teria como confirmar porque havia perdido a comunicação com Badie.

Entenda o caso

  1. • Na onda das revoltas árabes, egípcios iniciaram, em janeiro de 2011, uma série de protestos exigindo a saída do ditador Hosni Mubarak, há trinta anos no poder. Ele renunciou no dia 11 de fevereiro.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em confronto com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de ordenar os assassinatos.
  3. • Uma Junta Militar assumiu o poder logo após a queda do ditador e até a posse de Mohamed Mursi, eleito em junho de 2012.
  4. • Membro da organização radical islâmica Irmandade Muçulmana, Mursi ampliou os próprios poderes e acelerou a aprovação de uma Constituição de viés autoritário.
  5. • Opositores foram às ruas protestar contra o governo e pedir a renúncia de Mursi, que não conseguiu trazer estabilidade ao país nem resolver a grave crise econômica.

Leia mais no Tema ‘Revolta no Egito’

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Também nesta quinta, fontes judiciais abriram uma investigação contra o presidente deposto, que está sendo acusado, junto com outros quinze dirigentes islâmicos, de insultar o Judiciário em declarações a veículos de comunicação. No caso de Mursi, os insultos teriam ocorrido em um recente discurso. Também foi imposta uma nova proibição de viagem a Mursi e aos outros acusados. Eles devem ser interrogados na próxima segunda-feira, segundo a agência oficial Mena.

Entre os islamitas investigados por insulto ao judiciário estão o presidente do Partido Liberdade e Justiça (braço político da Irmandade Muçulmana), Saad al Katatni, os parlamentares da câmara alta (Shura) Mohammed Guibril e Taher Suleiman e o ex-deputado da câmara baixa Mohammed el Omda. Completam a lista os dirigentes Mohamed el Beltagui, Mohamed Mahdi Akef, Sobhi Saleh e Esam Sultan. No total, o Ministério Público emitiu mandados de prisão contra 300 membros da Irmandade Muçulmana.

Em 26 de junho, Mursi pronunciou um discurso com um histórico de seu primeiro ano no poder, no qual acusou os membros do anterior regime de Hosni Mubarak de querer destruir a democracia no Egito e citou a polarização política como uma das principais ameaças para o país. No discurso, Mursi denunciou casos de juízes que teriam participado de fraudes eleitorais durante a era Mubarak.

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Recusa – A Irmandade Muçulmana anunciou nesta quinta-feira que não participará de nenhuma negociação com as novas autoridades do país e expressou sua rejeição ao “golpe de estado contra a vontade do povo”. “Anunciamos nossa rejeição categórica ao golpe de estado contra o presidente eleito e a vontade do povo, e rejeitamos a participação em qualquer negociação com a nova autoridade”, disse o grupo em comunicado divulgado em sua página na internet.

Mais cedo nesta quinta, Adly Mansour prestou juramento como presidente interino diante da assembleia geral da Suprema Corte Constitucional, órgão que até então presidia. Mansour foi designado novo chefe de Estado pelas Forças Armadas depois da deposição de Mursi, que havia sido eleito em junho do ano passado.

(Com agência Reuters)

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