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Conflitos entre sunitas e alauítas matam quatro no Líbano

Guerra civil da Síria respingou no país vizinho e deixou 10 mortos em dois dias

Quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas em trocas de tiros durante a madrugada desta terça-feira na cidade de Trípoli, no norte do Líbano. Foi a segunda noite de confrontos entre sunitas e alauítas armados e leais a diferentes lados da guerra na vizinha Síria.

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Segundo uma fonte militar, três sunitas e um alauíta foram mortos e 15 pessoas ficaram feridas nesta madrugada. Moradores contaram que os combatentes trocaram tiros de metralhadora e usaram lançadores de granadas. Pela manhã, soldados com capacetes e coletes à prova de bala mantinham vigilância e tanques e veículos blindados equipados com metralhadoras pesadas estavam nas ruas. A violência durante a noite em Trípoli elevou o número total de de mortos para pelo menos 10, com 65 feridos desde sexta-feira.

Na capital Beirute, a tensão diminuiu depois que tropas se espalharam por toda a cidade para inibir a presença de homens armados que haviam entrado em confronto na noite de domingo. A violência explodiu depois do assassinato, na sexta-feira, no centro de Beirute, do alto oficial de segurança Wissam al-Hassan, um muçulmano sunita que era contrário ao regime de Bashar Assad.

O bombardeio e os confrontos que se seguiram desencadearam uma crise política, com a oposição exigindo a renúncia do gabinete do primeiro-ministro Najib Mikati, de maioria pró-Damasco.

Religião – Os combates em Trípoli, cidade natal de Mikati, ocorreram entre as áreas vizinhas de Bab al-Tabbaneh, uma base sunita muçulmana, e Jebel Mohsen, um bairro alauíta. Os sunitas muçulmanos de Trípoli apoiam os rebeldes sírios que lutam para derrubar o ditador Bashar Assad, um alauíta. Os rebeldes são principalmente da maioria sunita da Síria.

Assad conta com o apoio do Hezbollah, grupo islâmico xiita e terrorista que faz parte do governo Mikati. Conta também com o apoio de outros xiitas e alauítas na complexa mistura sectária e política do Líbano.

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O Líbano ainda é assombrado pela guerra civil de 1975-1990, que tornou Beirute local de carnificinas e destruiu grande parte da cidade. Muitos libaneses temem que a guerra síria empurre seu país de volta àqueles dias, destruindo os esforços para reconstruí-lo como um centro de comércio, finanças e turismo.

(Com agência Reuters)