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Assembleia Constituinte egípcia reúne-se apesar do boicote

Por Da Redação
28 mar 2012, 11h22

Cairo, 28 mar (EFE).- A Assembleia Constituinte egípcia celebra nesta quarta-feira sua primeira sessão com o boicote de um quarto dos cem parlamentares, entre eles os integrantes das forças liberais como o partido Al Wafd, terceiro bloco parlamentar no país, que anunciou sua reiterada do comitê.

A assembleia elegeu por aclamação como presidente o chefe da Câmara Baixa egípcia, o islamita e dirigente da Irmandade Muçulmana Saad Katatni, em reunião com a presença de somente 74 de seus membros.

A Assembleia Constituinte designou também seus comitês internos, que redigirão a minuta da nova Constituição egípcia.

A sessão inaugural ocorre em meio à polêmica sobre a formação da assembleia, depois que o Parlamento – dominado pelo Partido Liberdade e Justiça (PLJ, braço da Irmandade Muçulmana) e o salafista Al Nour – aprovasse que a metade do comitê será formada por deputados.

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A decisão empurrou cerca de dez partidos liberais a retirarem-se da Assembleia Constituinte e a pedir a reforma de seus critérios de formação, para que seja mais representativa de todas as partes da sociedade egípcia.

A última força a tomar essa decisão foi o partido nacionalista egípcio Al Wafd, terceiro mais representado no arco parlamentar, que anunciou nesta quarta-feira sua retirada e submeteu sua continuidade a umas condições.

Yasser Hassan, porta-voz dessa formação e membro da Executiva, explicou que ‘as constituições são elaboradas com consenso e não através da maioria política parlamentar, porque é um documento que corresponde a todas as categorias sociais’.

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Para que seu partido retorne à Assembleia Constituinte, esse comitê deveria respeitar o documento pactuado com a instituição religiosa sunita de Al-Azhar, e outro texto aprovado pela Aliança Democrática (coalizão de partidos da qual fazia parte a Irmandade Muçulmana), acrescentou Hassan.

As duas declarações públicas, divulgadas em agosto, foram assinadas pela maioria dos partidos egípcios e defendem que o país seja um Estado civil e não religioso, aberto a todos as componentes da sociedade egípcia.

A elaboração de uma nova Constituição é um dos passos fundamentais no processo de transição iniciado no Egito, que deverá ser coroado com a escolha de um novo presidente da República, nas eleições convocadas para os próximos dias 23 e 24 de maio. EFE

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