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Um título ao gosto do corintiano – e que veio na hora certa

Ganhar com o timaço de Rincón e Marcelinho não teria a menor graça. Com os estrangeiros da MSI, pior ainda. Foi melhor assim: com garra, união e vibração

As características do time campeão da América lembram as de outras duas equipes históricas do Corinthians: as de 1977 e 1990

A conquista da Libertadores era uma obsessão do corintiano até a noite desta quarta-feira, quando a taça inédita finalmente foi conquistada. Antes do jogo decisivo contra o Boca Juniors, qualquer torcedor diria que foi um sofrimento esperar tanto tempo pelo título continental. Passada a agonia da final, porém, é hora de repensar essa avaliação. Porque a Libertadores veio na hora certa. As chances desperdiçadas no passado provocaram amargas decepções entre os torcedores. Mas foi muito melhor vencer com uma equipe que representa bem a tradição do clube, que joga do jeito que o corintiano gosta, que atrai uma identificação imediata com as arquibancadas.

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Antes da campanha vitoriosa deste ano, as melhores participações do Corinthians em Libertadores tinham sido as que terminaram nas fatídicas eliminações contra o rival Palmeiras. A geração de Rincón, Marcelinho, Ricardinho e Edílson praticava um futebol bonito e criativo – e nem sempre fiel às origens do fanatismo pelo Corinthians, já que a torcida do clube cresceu para valer nos tempos de vacas magras e times sem estrelas. Pior ainda teria sido a conquista inédita com os dólares de origem duvidosa dos tempos da parceria com a MSI de Kia Joorabchian. O time tinha Tevez, Mascherano, Nilmar… E nenhuma identificação com a história de humildade e garra da agremiação.

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