Abertura da Olimpíada faz homenagem a trabalhadores da reconstrução de Notre-Dame
Dançarinos fizeram performance ao som de marteladas mesclada com imagens do prédio devastado por um incêndio em 2019

A cerimônia de abertura da Olimpíada de Paris reservou parte da festa para um gesto de homenagem aos trabalhadores envolvidos na reconstrução da Catedral de Notre-Dame, nesta sexta-feira, 26. Em um dos trechos do passeio ao longo do rio Sena, dançarinos fizeram uma performance ao som de marteladas, mesclada com imagens do prédio devastado por um incêndio em 2019.
+ Catedral de Notre-Dame já brinda o olhar com fachada recuperada
A Catedral de Notre-Dame, um potente símbolo da França e da própria cristandade, foi erguida em Paris entre os séculos XII e XIV, tempo em que a cidade se revelava um efervescente centro de irradiação da cultura na Europa. Viu-se de tudo nesse que se tornou o palco de variados capítulos da história — um deles a Revolução Francesa, quando se converteu em Templo da Razão e teve seus sinos derretidos para a confecção de armas.
Mais tarde, revestiu-se novamente de glória quando Napoleão I a escolheu para a cerimônia em que se fez imperador, em 1804, episódio famoso por ter, ele mesmo, levado a coroa à cabeça. No século seguinte, o edifício andava em tão mal estado que se cogitou demoli-lo, mas seguiu de pé, com a boa vontade das autoridades despertada por Victor Hugo com seu O Corcunda de Notre-Dame, livro que deu projeção mundial à joia medieval.
+ As polêmicas em torno da reconstrução da Catedral de Notre-Dame
Em 2019 veio o derradeiro baque: a igreja foi engolfada pelas chamas de um incêndio do qual, ao que tudo parecia, não sobreviveria. Pois mais uma vez resistiu e, agora, passa por uma profunda obra de reconstrução. A ideia inicial era reconstruí-lo até a temporada olímpica, mas, entre atrasos e polêmicas, a reabertura ficou para dezembro deste ano.