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Luciana Gimenez e RedeTV! condenadas a pagar R$ 60 mil a policiais

PMs foram envolvidos involuntariamente em pegadinha com Ronaldo Ésper

Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
1 dez 2012, 15h44

Se a situação financeira da RedeTV! já não é das melhores, essa notícia não vai ajudar: a emissora foi condenada a pagar 30.000 reais a dois policiais militares involuntariamente envolvidos em uma pegadinha do Superpop com o estilista Ronaldo Ésper, que trabalhava no programa. A brincadeira foi ao ar em setembro de 2007. A apresentadora do Superpop, Luciana Gimenez, também foi condenada e terá de pagar indenização no mesmo valor aos policiais, que não tiveram nomes revelados no processo. A ação corre na da 11ª Vara Cível da Comarca da Capital, em São Paulo. Como a decisão é de primeira instância, as rés podem recorrer.

“Um dia, eu cheguei à loja que tinha na avenida Rebouças e não consegui entrar. As portas estavam fechadas e ninguém as abria para mim. Aí, um cara imitando bicha apareceu na vitrine dizendo que tinha comprado o lugar. Eu fiquei perturbado e chamei a polícia”, lembra Ésper, atualmente na CNT. “Eu não vi câmera nenhuma, não desconfiei que era uma pegadinha. O negócio foi muito bem feito, até pela RedeTV!, que não faz nada direito.” Segundo o estilista, dois PMs apareceram e o cara “imitando bicha” continuou “a comédia” junto aos PMs.

Na ação, em que pedem indenização por danos morais, os PMs, identificados apenas pelas siglas E. A. O. e V. F. D. M., afirmam que a aparição involuntária no quadro prejudicou sua imagem. “Estes últimos foram alvo de deboches por parte dos demais colegas e inclusive foram chamados pelo Comando de seu Batalhão para explicações”, diz o juiz Dimitrios Zarvos Varellis na sentença. “É evidente que a parte autora sofreu este tipo de perturbação desagradável (…) por ter de suportar chacotas desnecessárias como o chamamento de ‘estrelinhas’ e de ‘amigos e namorados do estilista Ronaldo Esper’, e, principalmente, com a revelação do exercício da função de policiais militares em período não apropriado diante da violência que assola o país.”

Ésper x Britto Jr. e Record — Ronaldo Ésper, que não chegou a ser testemunha no processo movido pelos policiais militares, vai dar entrada nesta semana a um processo próprio. O estilista não revela o valor que pedirá, mas diz que quer “milhões” da Record e do apresentador Britto Jr. por ter sido submetido a uma pergunta “ofensiva” no Programa da Tarde. No final de outubro, o estilista esteve no programa e foi questionado sobre uma declaração dada anos antes por Clodovil. O rival, morto em 2009, disse a uma revista que Ésper roubava quadros de arte da casa de amigos na Itália. “Fui chamado de ladrão”, conta Ésper, que irritado, abandonou o programa no meio, e logo depois procurou um advogado.

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Segundo o estilista, serão ao todo duas ações: uma, criminal, contra Britto Jr., e outra cível contra o apresentador e também contra a Record. “A ação criminal não deve dar nada, na realidade, o Britto Jr. deve ter de dar caixa de comida, como é que chama esse negócio? Ah, cesta básica”, diz Ésper, que move as ações por difamação, injúria e danos à sua imagem. O estilista já ganhou processo contra Clodovil pelas declarações do rival. “O espólio do Clodovil me deve 5.000 reais, mas eu recorri, quero 40.000.”

Ésper também já foi acusado de roubar vasos de cemitério, mas foi inocentado pela Justiça. “Encontrei alguns vasos em cima de um monturo, um monte de lixo, e, quando toquei neles, apareceu um coveiro. Aí, a imprensa disse que eu havia roubado. Fui submetido a um processo e fui absolvido. O promotor público pediu um novo julgamento, fui absolvido outra vez. A sentença final diz que os vasos estavam no lixo e o lixo não tem dono.”

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